Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

E se for amanhã?

Todo dia de manhã repito para mim mesma: cada dia mais perto. E vida que segue, normal, repetitiva, entediante, tranquila. À noite, antes de dormir, me vem ao pensamento: E se for amanhã? E se amanhã eu me tornar ,enfim, mãe? Sabem aquele pensamento que vem sem permissão? Ele simplesmente vem, por frações de segundo, e depois vai embora? Então, é esse tipo.

Mas dá tempo de pensar no que está pronto e no que não está. Penso sobre o quarto, sabre a casa bagunçada, sobre pendências no trabalho, sobre minhas questões particulares não-resolvidas-sem-solução; se vou dar conta, se vou enlouquecer, se vou ser feliz, se vou fazer meu filho feliz; se é suficiente, o dinheiro, o tempo, o amor , não o amor! o amor é!

E se o telefone tocar amanhã? E eu conhecer o amor da minha vida? E se for o fim dessa espera? E se você simplesmente chegar!? Esse dia está pra acontecer a qualquer momento… Eu sei! Eu sei que é pouco provável, ainda sei disso! Ainda estou tranquila, dando tempo ao tempo. Mas sabe aquela fagulhazinha de esperança?  Não é algo que eu possa controlar, ela simplesmente está aqui comigo, o tempo inteiro!

E se for amanhã?

Cada dia mais perto!

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Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Processo · Sem categoria

Contagem regressiva para coisa nenhuma

Olá, pessoal.

Acho que me empolguei com o feriadão e tirei folga daqui também. rs. Mas, pronto, voltei.

Nada aconteceu. Mas com isso já acostumei. Esse mês completei 1 ano e meio de habilitada, ou seja, 1 ano e meio de nada acontecendo.

Eu não vou fazer a louca e dizer que sinto saudades do processo de habilitação. Não sinto, que fique claro. Mas pelo menos rolavam umas emoções, contagens regressivas, andamento de processo. Sou pessoa humilde e me contento com pouco.

Mas agora é isso. Marasmo absoluto. Com isso, acho que finalmente aceitei que antes dos dois anos, o nada vai continuar (não) acontecendo. Cansei! Perdi mesmo as esperanças de que meu filho (a) vá chegar nos próximos meses. Não tem mais palpitação quando o telefone toca, tenho certeza que não vai ser da Vara. Até os sonhos pararam de umas semanas pra cá. A ficha caiu, gente! Meu perfil vai demorar. Não vai ter exceção pra mim, os números não mentem, não é mesmo? “Aceita que dói menos” nunca fez tanto sentido na minha vida. É verdade! Tem doído menos, tenho pensado menos sobre isso.

Tudo bem que essa fase pode ser a calmaria que antecede a tempestade, que antecede a calmaria, que antecede a tempestade… Com isso, quero dizer que já passei por momentos tranquilos, zen e muitos outros de desespero, sofrimento e muito drama! E que semana que vem, o drama pode voltar! Não tenho compromisso com a estabilidade! rs

Mas o fato é que é a primeira vez que me sinto tão relaxada nos últimos 6 meses, pelo menos.

E por que essa tranquilidade, aceitação e maturidade agora? A resposta é bem menos sensata e madura do que a pergunta. Pra quem não sabe, a assistente social da Vara nos falou mais de uma vez (!) que nosso tempo de fila iria passar de dois anos por conta do nosso perfil. Não que eu não tenha acreditado nela, mas eu ficava pensando: “Vai que comigo é mais rápido? ” Demorei só um ano e meio para entender que NÃO é assim que funciona. Agora eu estou contando os dias (quase literalmente) para completar dois anos de fila, para aí então eu renovar minha habilitação e, assim, renovar minha espera, minha ansiedade, meu desespero, meu drama.

Na verdade, fomos orientados a dar entrada na renovação uns meses antes de acabar a validade da nossa habilitação. A nossa vai ser válida até maio/2018, então devemos dar entrada em março/2018 .

Então, ao invés de eu esperar pela filha(o), estou só esperando chegar a hora de renovar a habilitação. Vantagem: tem data certa para acontecer, ao contrário da chegada da criança que nunca saberemos. Desvantagem: depois que a contagem regressiva acabar, nada vai acontecer, de novo, pelo menos não imediatamente.

Viram como me contento com pouco?rs

Observação: Adicionei uma Contagem Regressiva neste blog para a gente acompanhar junto. Olhem aí na lateral, superior! rs

Sinalizem nos comentários se vocês acham que estou enlouquecendo, por favor. Obrigada.

Abraços e até breve.

Cada dia mais perto.” Da renovação!

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“Mas você não pode ter filhos?”

Olá, pessoal!

Essa semana passei por uma situação que já tinha passado outras vezes.

Não sei como, uma de minhas colegas de trabalho ainda não sabia que vou adotar.

Ela lançou a pergunta: “E o bebê, quando vem?”

Respondi na dúvida se já tinha falado isso para ela, porque todos sabem disso, então falei só pra confirmar: “Eu estou na fila, né? Você sabe que eu vou adotar, não sabe?”.

Bem, pela expressão do rosto dela, percebi que não. Horrorizada, mas cautelosa, ela falou: “Por quê? Você não pode ter filho?”

Essa reação é muito comum. Geralmente vem de quem não apoia a ideia da adoção, como numa tentativa de justificar tal ato insano de tornar-se mãe ou pai por adoção.  Mas, como já adquiri certa experiência, já sabia que depois dessa frase, não vinha nada de bom. rs. Só pra ressaltar que claro às vezes as pessoas perguntam só por curiosidade mesmo, tudo bem. Já percebi que mais cedo ou mais tarde, todos acabam me perguntando isso. Mas tem a diferença no tom e na reação imediata, como foi com essa colega e muitas outras pessoas (inclusive meu pai).

Mas continuando. Eu já tenho frases ensaiadas para cada frase dessa que escuto e não porque fiquei ensaiando em frente ao espelho, mas porque eu passei os últimos três anos da minha vida respondendo coisas do gênero. Então, respondi: “Não sei se posso ou não engravidar, nunca tentei. Mas filho eu posso e vou ter.”

Claro que minha resposta não produziu nenhum efeito, pois ela continuou com o festival de preconceitos que já estamos cansados de ouvir: você vai se arrepender, tenha um bebê seu,  então, pega um bem novinho, entre outros. E aí, fiz a segunda coisa que faço nessas situações, ignorei, sorri e acenei.

Não vou ficar aqui comentando cada cometário sem noção dela – e de tantas outras pessoas antes dela. Vou só focar nesse mesmo. Além dessa informação ser bem íntima e, imagino, que pode ser difícil falar sobre isso, que diferença faz se a pessoa pode ou não gerar filhos? Desde que a pessoa se dispa dos preconceitos e fique em paz com sua escolha, isso não faz diferença. No final das contas, a adoção deve sempre ser uma escolha, concordam?

Vejo vocês semana que vem!

“Cada dia mais perto.”

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Confissões de uma grávida do coração – episódio 5

Olá, pessoal!

Hoje vim contar mais uma peculiaridade da minha gestação do coração. Eu nunca acreditei em muita coisa “sobrenatural”, sempre me considerei uma pessoa cética. Mas durante essa jornada da adoção, algo mudou, passei a acreditar em praticamente qualquer coisa. rs. Na verdade, eu passei a procurar sinais em tudo. Sinais de que meu bebê está chegando, sabe?

Situação 1.  Minha sogra disse no começo desse ano que alguém (que ela não podia dizer quem) disse que ela seria vovó ainda esse ano. Minha cunhada quer engravidar, então quando passou de abril, pensei que só sobrava eu, né? Por conta dos 9 meses que ela precisa e eu já tenho muito mais meses de gestação a esse altura. Se fosse em outro tempo, ia achar bobeira, mas não, eu me agarrei a isso de um jeito. rsrs. E cá entre nós ainda tenho esperança de que alguém que eu nem sei quem é tenha tido uma premonição a respeito da minha maternidade. rs.

Situação 2. Sonhos. Eu sonho com frequência com meu filho ou filha, como já contei aqui. E a cada sonho fico achando que é um sinal de que a hora está chegando ou que estou conseguindo “ver” meu filho(a) em sonho. Até estou fazendo um “diário de sonhos” que é para saber posteriormente se eu acertei em alguma versão do bebê, que foram muitas até então.

Situação 3. Sonho dos outros. Quer me fazer feliz, me conta que você sonhou comigo e meu filhx. Meu marido já andou sonhando, né? Na versão dele, eramos pais de uma menina que se chamava Maria. ❤ Neste caso, fiquei duplamente feliz, porque além dele também ter tido uma “premonição” em potencial, ele também anda pensando bastante nisso, né? Além disso, uma prima distante, com quem tive pouco contato na vida, veio me contar, via facebook, que sonhou comigo dando à luz. E pra mim já valeu como sinal de que o meu jeito de dar à luz se aproxima.

Situação 4. Leio horóscopos – coisa que nunca acreditei na vida – para ver se rola algum sinal de que vou me tornar mãe em breve. Tendo coisas como “grandes mudanças estão por vir” já me bastam para criar esperança. Inclusive pensei seriamente em fazer um mapa astral pra ver se aparece alguma coisa por lá, mas me disseram que não é bem assim que funciona e é muito caro também. rs.

Situação 5. Agora a coisa vai ficar bem esquisita, hein? De vez em quando eu gosto de fazer aqueles testes “de facebook”  para saber com quantos anos vou ter filhos, por exemplo. E quando sai uma idade muito distante da minha, eu fico MUITO chateada. rs.

Essa é minha lista de esquisitices. Eu não vou dizer que eu acredito piamente em nada disso, mas sabe quela fagulhazinha de esperança? Vai que … , né? rs

Até mais!

Cada dia mais perto.

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Sobre ser especialista

Oi, gente!

Quero ver se alguém aí se identifica.

O processo de adoção costuma demorar alguns anos. Comigo aconteceu assim e imagino que com outras pessoas deve ter sido parecido. Primeiro, a gente pensa que adotar pode ser uma boa ideia, independente do motivo. Aí começamos a pesquisar o assunto. Quando tomamos a decisão, começamos a frequentar 543 reuniões e palestras. Em seguida, nesses tempos de internet, buscamos apoio também em redes sociais e blogs 😉 Depois de habilitados, lemos tudo quanto é notícia, levantamos altas discussões, analisamos casos de sucesso e de fracasso. No final das contas, passamos anos mergulhadas (os) nesse mundo.

Geralmente, depois de tanto tempo, começamos a contar para algumas (ou muitas) pessoas que vamos adotar. E aí acontece! A gente vira especialista em adoção.

De vez em quando alguém do meu círculo social me procura para fazer perguntas sobre adoção. Geralmente é aquela história do amigo de um amigo meu, a vizinha da cunhada do fulano de tal etc. E 80% das vezes é uma história complicada de alguém que acha que pode sair por aí adotando criança porque tem uma amiga que trabalha em hospital ou que conhece uma moça grávida que não tem condições de criar o bebê. Aí lá vou eu explicar que adoção não é bagunça. rs. Mas de vez em quando é só uma dúvida sobre o processo mesmo.

Outra coisa que sempre acontece, as pessoas vêem uma matéria no jornal nacional sobre adoção. Aí já vem puxar assunto “lembrei de você”, dizem. Nesse caso, geralmente, as pessoas descobrem a pólvora, e vem falar sobre como tem mais adulto para adotar do que criança e que o problema é que os pretendentes não querem adotar crianças mais velhas (zzzzzz).

E por último, comigo aconteceu duas vezes, as pessoas querem te “oferecer” criança. Sabe a moça que não tem condições de criar o bebê? Então, por que você não fica? Porque não é assim que funciona. Tem um monte de gente na fila, e assim é bom que a fila anda mais rápido pra mim também. rs.

Mas eu não reclamo não, sabem? Porque pra mim qualquer oportunidade de ministrar uma aula sobre minha opinião quanto à adoção, eu aceito de bom grado. Adoro. Explico tudinho. Exceto quando são falas de pessoas preconceituosas que não fazem parte da minha vida, aí só sorrio e aceno. Tirando isso, dou aula mesmo.

Porque depois de tantos anos, é normal que as pessoas nos tenham como referência no assunto e nos achem especialistas. E no final das contas, a gente meio que é mesmo. rsrs.

Até a próxima!

Cada dia mais perto.

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Babymoon

Oi, gente! Como estão?

Através de blogs gringos, eu conheci essa prática chamada babymoon que é parecida com a lua de mel – ou honeymoon pros gringos – só que acontece antes do casal ter filhos. É uma última viagem a dois, sabe? Para curtir bastante os últimos momentos da vida sem filhos. Geralmente essas viagens acontecem quando a mulher já está grávida.

E como sou uma grávida honorária me sinto no direito de ter babymoon… O diferencial é que nós já tivemos duas até agora. Uma ano passado, e uma neste ano. (E sabe lá Deus quantas mais virão! rs). E nada de bebê por aqui, né? kkkkk

Como o dinheiro tá curto (bem curto) não saímos nem do Estado do Rio, rs, mas é o que temos para hoje.

Pois bem, a diferença dessas viagens para outras viagens é que, apesar da intenção ser aproveitar a “vida a dois”, não se passa um minuto sequer sem que a gente não pense: “Legal isso, né? Nosso filho vai adorar isso aqui!” ou “Gostaria que nossa filha já estivesse aqui para ver isso.”

Não que a gente não se curta, a gente se curte. Mas a gente já se curte há 11 anos, já fizemos várias viagens a dois. Estamos mais do que prontos para curtir a vida a três!

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Penedo 2017
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Cabo Frio 2016

Até mais!

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Habilitação · Minha adoção · Sem categoria

Eu e meu telefone

Fato: Para o meu perfil a espera vai passar dos dois anos (e espero que não passe de 4 anos).

Apesar de saber bem disso, TODA vez que meu telefone toca, meu coração bate mais forte, minha cabeça faz uma viagem só de ida para o momento do encontro, meus olhos se enchem d´água.

Cada ligação perdida é um desespero. Me vem logo na lembrança a assistente social ou psicóloga ou sei lá, na reunião da Vara dizendo “porque se a gente não conseguir falar na hora, a gente já liga para o próximo da fila.”

No entanto é sempre o Banco ou a Operadora de telefone me ligando para oferecer alguma coisa que eu não quero. Porque, né? Em tempos de whatsapp nem ligação da mãe a gente recebe. rs.

Mas apesar das estatísticas estarem contra, vou continuar tendo esperança a cada ligação. Vai que dá certo.

Até mais!

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Sem categoria

Antes de ser mãe

Oi, pessoal!

Se a gente se esforçar bastante, a gente consegue enxergar algumas vantagens em esperar na fila. Hoje quero falar de uma delas, que é tempo para aproveitar a vida sem filhos. Parece muito óbvio, mas às vezes a gente passa tanto tempo reclamando da demora e lidando com a ansiedade que esquecemos de aproveitar o presente.

Porque vocês sabem, né? Ter filhos é caminho sem volta. Tenho certeza que depois vamos sentir falta de alguns aspectos da nossa vida sem filhos. E isso também vale para quem tem um filho, porque a vida também deve mudar depois do segundo, terceiro e por aí vai.

Pensando nisso elaborei uma listinha de coisas que quero fazer antes de me tornar mãe.

  • dormir até tarde sempre que possível ;
  • aproveitar muito a vida a dois;
  • aproveitar um tempo só para si, ouvindo música, assistindo um filminho ou meditando;
  • sair para tomar aquela cervejinha com o maridão ou com os amigos;
  • pular cada carnaval como se fosse o último.

Todas essas são coisas que eu já faço e sei que vou precisar fazer com (bem) menos frequência depois que o elefantinho chegar. Mas cá entre nós eu estou mais do que pronta pra abrir mão disso tudo. 😉

E você? Como aproveitam o tempo pré-filhos? rs

Abraços!

“Cada dia mais perto.”

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria · Wesley

O filho ideal

Oi, pessoal!

Eu já falei aqui sobre como idealizo minha maternagem. Hoje eu vou contar como idealizo meu filho ou filha – só por diversão. Sabe assim, quando você fecha os olhos e imagina? Então, é isso.

O primeiro ponto acho que é esse, eu ,genuinamente, não tenho preferência por sexo. Quando imagino meu filhx – e isso acontece o tempo todo – às vezes visualizo um menino outras uma menina. Acho que porque, no fundo, quero poder ser mãe de um casal. Ou talvez porque não sou a favor de limitar a criança em “coisas de menino” e “coisas de menina”. Embora a ideia de comprar vestidos e lacinhos pareça mais divertida, não ouso limitar a maternidade a isso.

Essa imprecisão do meu desejo só me incomoda porque uma amiga uma vez me disse (não sei se é relevante dizer que ela é budista) para todo dia de manhã, assim que eu acordar, no meu primeiro pensamento do dia, visualizar o filhx que quero ter da maneira que desejo e com riqueza de detalhes, por exemplo, imaginar em quanto tempo vai chegar, onde, a idade do bebê, o sexo, etc. Claro que escolhi um determinado perfil e tal, mas é para imaginar o meu desejo mais puro e sincero.  Já falei que sou uma pessoa bastante cética, exceto quando o assunto é minha adoção. Aí eu acredito em tudo.  Mas não consegui fazer esse exercício nenhuma única vez, porque se começo visualizando um menino, já logo penso, mas se for menina também vai ser ótimo e vice-versa e aí não consigo me decidir e o momento passa e pronto.

Mas tirando isso, meu filho ou filha ideal :

  • gosta de ler e ouvir histórias;
  • faz baguncinha na medida certa, sem ser malcriadx, mas que dê muita vida para nossa casa;
  • é educadx e respeitosx;
  • gosta de animais;
  • ama mais a mamãe do que o papai (rsrs);
  • independente, mas carinhosx e não reclama dos meus beijinhos e abraços.

Gente, claro que isso é só uma brincadeira. Tenho certeza que um dos grandes desafios da maternidade / paternidade é aprender a amar outro ser com todos os defeitos e qualidades e deve ser maravilhoso poder conhecer seu filho ou filha com o passar do tempo.

Mas eu juro que se eu fechar os olhos eu consigo senti-lx aqui.

Vocês já pensaram sobre isso? Como imaginam ou imaginaram seus filhos?

Abraços e até mais!

“Cada dia mais perto.”

Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Oração para você

Filhx,

eu não sou religiosa, mas acredito em alguma coisa. Acredito por exemplo na força do destino. Na verdade, eu consigo sentir a força agindo e ela está me levando até você. Por isso eu preciso que você aguente firme. A mamãe está chegando.

Eu queria já te ter aqui nos meus braços, mas não é assim que a vida funciona. Se você já estiver aqui nesse mundo, saiba que eu estou orando por você, assim meio sem jeito, do meu jeito, mas meu pensamento está com você. SEMPRE.

E essa escolha que fiz é assim. Alguma coisa vai acontecer na sua vida para que você chegue até mim. E às vezes até me sinto culpada, porque eu escolhi te conhecer assim, mas você, não. Você é completamente inocente e não escolheu chegar em nossas vidas desse jeito. Sinto muito.

Mas, não importa o que aconteça, estamos aqui pensando em você, esperando você, amando você.

Aguenta firme, estamos cada dia mais perto um do outro, eu posso sentir. E a gente vai fazer valer cada segundo longe.

Que Papai do Céu – ou outro alguém – te guarde e te proteja enquanto eu não posso.

Cada dia mais perto.