Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Sobre aguentar

Oi, gente!!!

Às vezes no auge do meu dramalhão, me pego pensando que não, (!) não vou aguentar nem mais um, nem mais dois anos nessa bendita fila. Cara! Que mentira! Vou aguentar sim! Porque não tenho opção. rs

Como diz minha vó, o que não tem remédio, remediado está.

Até parece que tenho algum controle sobre isso (ou qualquer outra coisa na vida). Até parece que é por escolha. Não é. A gente aguenta da vida o que a vida exige da gente e ponto.

O que nos resta é tentar passar por cada fase da melhor maneira que somos capazes – com aqueles surtos de pirraça de vez em quando porque ninguém é de ferro.

No caso específico da adoção, escolhemos o perfil e lidamos com a demora que sabemos que está associada a essa escolha. Mas também nem sei até que ponto definir perfil é escolha, desejo ou vocação.

Nossa única alternativa, nesse caso, é desistir. Mas não vou me privar de uma vida com filhos só porque fico ansiosa demais com a espera. Desistir não vai resolver nosso problema.

Nos meus momentos de otimismo sempre digo que o tempo está a nosso favor, ele passa. Pro bem ou pro mal, ele passa. Tudo o que a gente precisa fazer é deixar ele passar. Difícil é quando a gente quer que o tempo volte, não é? Porque não inventaram máquina do tempo ainda. :p

Bem, quando começo a divagar e perder o sentido, é hora de parar. rs

Força para vocês e para mim. Vamos aguentar sim. Segura minha mão e vamos juntos!

Um dia de cada vez e cada dia mais perto.

Até mais!

Cada dia mais perto.

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Gestação do coração · Habilitação · Processo · Sem categoria

Nova Lei

Oi, pessoas!

Provável, muito provável que todos já saibam disso. Mas me sinto na quase obrigação de vir aqui falar que o fora Temer assinou a lei 13 509 de 2017 que modifica o ECA no que se refere a adoção (rolaram uns vetinhos, mas tudo bem. rs). Quando a gente achava que 2017 não ia dar mais em nada, né?

Para ver na íntegra, leia aqui. 

De novidade boa o que tem?

  • Tem prazos bem definidos para que os processos andem e que as crianças passem o menor período possível sem convivência familiar (adotiva ou biológica, desde que saudável e feliz);
  • Essa lei também regulamenta alguns pontos do apadrinhamento afetivo;
  • E reforça que o bem-estar da criança é prioridade e responsabilidade do Estado e da sociedade.

Quanto aos prazos, achei ponto alto:

§ 10.  O prazo máximo para conclusão da ação de adoção será de 120 (cento e vinte) dias, prorrogável uma única vez por igual período, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária.

Mas tem muitas outras coisas boas.

 

E quem tem preguiça de ler lei, tem essa matéria da grande mídia! (E um monte de outras pela internet afora).

E agora o que falta?

Falta cumprir a lei! A prática tá distante da teoria, mas já é um começo, né? Tô otimista hoje! rs

A notícia é boa para gestantes do coração, mas é melhor ainda para as crianças do Brasil – como deve ser!

Até semana que vem!

Abraços!

Cada dia mais perto!

 

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Contagem regressiva para coisa nenhuma

Olá, pessoal.

Acho que me empolguei com o feriadão e tirei folga daqui também. rs. Mas, pronto, voltei.

Nada aconteceu. Mas com isso já acostumei. Esse mês completei 1 ano e meio de habilitada, ou seja, 1 ano e meio de nada acontecendo.

Eu não vou fazer a louca e dizer que sinto saudades do processo de habilitação. Não sinto, que fique claro. Mas pelo menos rolavam umas emoções, contagens regressivas, andamento de processo. Sou pessoa humilde e me contento com pouco.

Mas agora é isso. Marasmo absoluto. Com isso, acho que finalmente aceitei que antes dos dois anos, o nada vai continuar (não) acontecendo. Cansei! Perdi mesmo as esperanças de que meu filho (a) vá chegar nos próximos meses. Não tem mais palpitação quando o telefone toca, tenho certeza que não vai ser da Vara. Até os sonhos pararam de umas semanas pra cá. A ficha caiu, gente! Meu perfil vai demorar. Não vai ter exceção pra mim, os números não mentem, não é mesmo? “Aceita que dói menos” nunca fez tanto sentido na minha vida. É verdade! Tem doído menos, tenho pensado menos sobre isso.

Tudo bem que essa fase pode ser a calmaria que antecede a tempestade, que antecede a calmaria, que antecede a tempestade… Com isso, quero dizer que já passei por momentos tranquilos, zen e muitos outros de desespero, sofrimento e muito drama! E que semana que vem, o drama pode voltar! Não tenho compromisso com a estabilidade! rs

Mas o fato é que é a primeira vez que me sinto tão relaxada nos últimos 6 meses, pelo menos.

E por que essa tranquilidade, aceitação e maturidade agora? A resposta é bem menos sensata e madura do que a pergunta. Pra quem não sabe, a assistente social da Vara nos falou mais de uma vez (!) que nosso tempo de fila iria passar de dois anos por conta do nosso perfil. Não que eu não tenha acreditado nela, mas eu ficava pensando: “Vai que comigo é mais rápido? ” Demorei só um ano e meio para entender que NÃO é assim que funciona. Agora eu estou contando os dias (quase literalmente) para completar dois anos de fila, para aí então eu renovar minha habilitação e, assim, renovar minha espera, minha ansiedade, meu desespero, meu drama.

Na verdade, fomos orientados a dar entrada na renovação uns meses antes de acabar a validade da nossa habilitação. A nossa vai ser válida até maio/2018, então devemos dar entrada em março/2018 .

Então, ao invés de eu esperar pela filha(o), estou só esperando chegar a hora de renovar a habilitação. Vantagem: tem data certa para acontecer, ao contrário da chegada da criança que nunca saberemos. Desvantagem: depois que a contagem regressiva acabar, nada vai acontecer, de novo, pelo menos não imediatamente.

Viram como me contento com pouco?rs

Observação: Adicionei uma Contagem Regressiva neste blog para a gente acompanhar junto. Olhem aí na lateral, superior! rs

Sinalizem nos comentários se vocês acham que estou enlouquecendo, por favor. Obrigada.

Abraços e até breve.

Cada dia mais perto.” Da renovação!

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“Mas você não pode ter filhos?”

Olá, pessoal!

Essa semana passei por uma situação que já tinha passado outras vezes.

Não sei como, uma de minhas colegas de trabalho ainda não sabia que vou adotar.

Ela lançou a pergunta: “E o bebê, quando vem?”

Respondi na dúvida se já tinha falado isso para ela, porque todos sabem disso, então falei só pra confirmar: “Eu estou na fila, né? Você sabe que eu vou adotar, não sabe?”.

Bem, pela expressão do rosto dela, percebi que não. Horrorizada, mas cautelosa, ela falou: “Por quê? Você não pode ter filho?”

Essa reação é muito comum. Geralmente vem de quem não apoia a ideia da adoção, como numa tentativa de justificar tal ato insano de tornar-se mãe ou pai por adoção.  Mas, como já adquiri certa experiência, já sabia que depois dessa frase, não vinha nada de bom. rs. Só pra ressaltar que claro às vezes as pessoas perguntam só por curiosidade mesmo, tudo bem. Já percebi que mais cedo ou mais tarde, todos acabam me perguntando isso. Mas tem a diferença no tom e na reação imediata, como foi com essa colega e muitas outras pessoas (inclusive meu pai).

Mas continuando. Eu já tenho frases ensaiadas para cada frase dessa que escuto e não porque fiquei ensaiando em frente ao espelho, mas porque eu passei os últimos três anos da minha vida respondendo coisas do gênero. Então, respondi: “Não sei se posso ou não engravidar, nunca tentei. Mas filho eu posso e vou ter.”

Claro que minha resposta não produziu nenhum efeito, pois ela continuou com o festival de preconceitos que já estamos cansados de ouvir: você vai se arrepender, tenha um bebê seu,  então, pega um bem novinho, entre outros. E aí, fiz a segunda coisa que faço nessas situações, ignorei, sorri e acenei.

Não vou ficar aqui comentando cada cometário sem noção dela – e de tantas outras pessoas antes dela. Vou só focar nesse mesmo. Além dessa informação ser bem íntima e, imagino, que pode ser difícil falar sobre isso, que diferença faz se a pessoa pode ou não gerar filhos? Desde que a pessoa se dispa dos preconceitos e fique em paz com sua escolha, isso não faz diferença. No final das contas, a adoção deve sempre ser uma escolha, concordam?

Vejo vocês semana que vem!

“Cada dia mais perto.”