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Família acolhedora X Apadrinhamento afetivo

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Olá! Estou meio sumida, eu sei. É que parece que quando vai chegando o final do ano a bateria vai acabando e fica tudo enrolado!

No outro post eu manifestei interesse em fazer parte do programa de apadrinhamento afetivo. Nas minhas pesquisas acabei confundindo apadrinhamento afetivo com família acolhedora, pois achava que era a mesma coisa. Não é! Então resolvi vir aqui falar um pouquinho (o pouquinho que sei) de cada programa. Em comum estes dois programas têm o fato de que tentam garantir às crianças e adolescentes o direito ao convívio familiar, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que, infelizmente, comumente é negado às crianças da nossa sociedade. Bem, vamos lá…

FAMÍLIA ACOLHEDORA

Neste programa as famílias ou pessoas solteiras, devidamente cadastradas em seus municípios, recebem crianças e adolescentes em suas casas por um período pré-determinado. Ou seja, por um determinado período, essas crianças farão parte da família mesmo. Em (quase) tudo o que isso implica. A mãe ou pai social vai ser responsável por ajudar na escola, dar alimentação, cuidado e afeto, enfim, tudo o que teria dentro de uma família.

As crianças deste programa ficam temporariamente afastadas da família de origem por decisão judicial. Mas para que mantenham o convívio familiar ficam alocadas nestas famílias acolhedoras. Enquanto isso, a família biológica vai ser avaliada e acompanhada por uma equipe técnica até ser considerada apta novamente a acolher o jovem.

Para fazer parte do programa é necessário:

  • Disponibilidade afetiva e de tempo;
  •  Ter idade entre 25 e 55 anos
  • Estar em boas condições de saúde física e mental
  • Não possuir antecedentes criminais
  • Possuir situação financeira estável
  • Possuir uma convivência familiar estável e livre de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes.
  • Fazer o cadastro em seu município. (não sei quais os municípios do Brasil possuem este programa, imagino que não sejam todos. Procure se informar se em seu município existe.)

De modo geral, família acolhedora não pode adotar, ok?

APADRINHAMENTO AFETIVO

Neste caso, a criança ou adolescente não vai morar com seus padrinhos.  Os padrinhos devem disponibilizar algum tempo para a criança, demonstrar interesse e dar também atenção e afeto. Isso inclui: passeios, visitas ao abrigo do jovem, acompanhar o desenvolvimento escolar, ajudar nas lições de casa, levar ao médico, entre outras atividades. No máximo, a criança poderá – caso autorizado previamente – passar finais de semana e férias com seus padrinhos.

As crianças deste projeto moram nos abrigos e podem estar ou não aptas à adoção. Lembrando que esta também não é uma maneira de adotar. Neste caso pode até ser possível a adoção, dependendo do perfil do jovem, mas o objetivo do programa não é este, exatamente.

Para fazer parte do programa é necessário:

  •  Ter disponibilidade de tempo
  •  Ter mais de 21 anos (respeitando a diferença de ser 16 anos mais velho do que a criança ou adolescente);
  • Participar das oficinas e reuniões com a equipe técnica do projeto;
  • Apresentar toda a documentação exigida;
  • Consentir visitas técnica na sua residência;
  • Respeitar as regras e normas colocadas pelos responsáveis do projeto e dos abrigos.
  • Procure saber também se no seu município existe esse programa.

Espero ter ajudado a esclarecer.

Abraços.

Fonte (e para saber mais): Padrinho Nota 10

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