Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Sobre as dores da adoção

Oi pessoas ! Continuo com dificuldades técnicas ,mas decidi escrever pelo celular mesmo. Espero que o corretor colabore. Rs.

Já está mais do que falado que essa espera é uma montanha russa de emoções, e nos últimos dias eu estive em plena queda: a ansiedade aumentou e a angústia resolveu aparecer. 

E aí veio a necessidade de participar das reuniões do grupo de apoio a adoção (GAA) para conhecer pessoas que conseguem compreender o que sinto. É que às vezes fica solitário. O blog com certeza ajuda, mas acho que precisava do contato humano. Rs. Além disso adoro ouvir e falar sobre adoção, isso me faz bem.A verdade é que eu estava precisando ser colocada pra cima.

E aí chegando na reunião veio o tema: ” As dores da adoção “. Quase fui embora. Eu estava é precisando ouvir das alegrias, poxa. Rs. Mas eu fiquei. Ainda bem.

De fato foi um encontro um pouco difícil. Mas é necessário falar também das dificuldades e ser mais realista. 

O primeiro tópico discutido foi a questão da infertilidade. Sabemos que a infertilidade é a principal motivação para a adoção, entre os casais heteronormativos. E talvez essa seja a primeira dor a ser superada no que concerne a adoção. Pessoalmente, não compartilho dessa vivência, mas sei que a maioria das pessoas que lá estavam se identificaram. 

Depois o assunto foi a adaptação e suas dificuldades. Ouvimos dois relatos. O primeiro foi de um casal que não tinha filhos e adotou dois irmãos com idades entre 3 e 7 anos (não me lembro exatamente) . Além de falarem sobre as peculiaridades da adoção tardia e de irmãos, também falaram da dificuldade de se adaptar a uma vida com filhos – o que vai acontecer também aqui em casa. O segundo relato foi de um casal que já tinha um filho e adotou uma bebê de 1 ano e meio e – para minha surpresa – a adaptação também não foi nada tranquila. 

Em seguida foi falado do dor da espera pelo fim do processo de adoção, momento tenso em que algum parente biológico pode aparecer querendo a guarda da criança e que pode demorar mais de um ano para ser concluído. 

O último tópico foi sobre as dores das crianças: sem dúvida a parte mais difícil de ouvir. As crianças enfrentam a dor do abandono, a dor da espera para ser adotada, a dor da adaptação, em alguns casos, a dor de ser separado de um irmão, e às vezes, a dor de um segundo ou terceiro abandono (“devolução”). Talvez eu escreva um post mais focado nessa parte, porque esse já está muito longo. 

Enfim acabou sendo um encontro muito proveitoso. É preciso conhecer as dores para que possamos lidar com elas e, na medida do possível, superá-las.

Não se esqueçam que dia 15/11 , próxima terça, é o Dia Mundial da Adoção. Compartilhem um sorriso na mão com as tags #DiaMundialDaAdoçao e #WorldAdoptionDay . E até breve.

“Cada dia mais perto.”

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