enxoval · Gestação do coração · Minha adoção

Listas de enxoval (para gestantes do coração ‘superansiosas’)

Olá, pessoal!

Vocês sabem que eu ando pensando muito no que fazer, em termos práticos, quando o telefone tocar. Conversei com a minha psicóloga e ela propôs que eu fizesse uma lista com todas as coisas que eu acho que vou precisar, por dois motivos: (1) para acalmar meu coração e dar uma sensação de que estou semi-preparada e (2) para ter uma lista que me ajude na época em que eu estiver realmente vivendo esse momento e evitar que eu fique igual barata tonta sem saber por onde começar.

Adorei. Adorei tanto que fiz duas listas. Uma com as coisas principais que um bebê vai precisar, de acordo com a faixa etária; e outra com todas as coisas que vou precisar no dia que o bebê chegar, que vai ser o meu guia.

A primeira lista tem um milhão de coisas até agora. E eu percebi que talvez as coisas que preciso ter para um bebezinho ou um bebezão não seja tão diferente, mas o tamanho com certeza vai mudar, ou seja, não dá pra antecipar a compra de nada. 😦

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A segunda lista é menor. Apenas com o indispensável para o primeiro dia.

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Claro que tudo isso é só uma estimativa. Muita coisa vai depender não apenas da idade, mas do jeito da criança e de como as coisas funcionavam antes, no abrigo ou onde quer que estivesse. Por exemplo, se usa chupeta, se dorme no berço, que tipo de leite toma, se já come papinha, etc.

Também não fiz isso para começar a montar o enxoval nem nada parecido. Para isso, fizemos uma poupança, como falei neste post.

Eu já disse por aqui que não tenho experiência nenhuma com bebês, então usei alguns artigos na internet como base para fazer a lista e montar essas tabelas lindas. rs. Se vocês tiverem mais dicas, vou ficar super feliz em saber.

Artigos que usei: Enxoval do primeiro mês; roupas para crianças 1 a 3 anos; roupinhas do dia-a-dia; enxoval calor ; enxoval frio; itens indispensáveis ; itens básicos para a chegada através da adoção (meu preferido 🙂 ) . São todos do Site BabyCenter.

Até mais pessoal!

“Cada dia mais perto.”

 

 

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Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história

Três meses de gestação

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Nosso elefantinho Horton.

Oi, pessoal!

É isso aí… hoje completamos 3 meses de “gestação” (a entrega do certificado foi dia 19 de maio, mas estamos na fila desde o dia 12 de abril, dia da sentença).

Se fosse uma gestação tradicional, faltariam breves 6 meses para conhecermos nosso bebê.

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Idade Gestacional de 12 semanas (3 meses) Fonte: BabyCenter

Mas nossa gestação de elefante tem, provavelmente, muitos outros indefinidos números de meses nos separando.

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3 meses do elefantinho  Fonte: ócio.net

Mas o fato é que, pro bem ou pro mal, se tem uma coisa que o tempo faz é passar. E talvez por terem sido meses turbulentos, esses eu nem senti.

Sei que é bobeira, mas, gente, posso comemorar o fato de estar três meses mais perto do encontro? Posso! Ebaaaaaaaa!

Até breve! :*

“Cada dia mais perto!” 

Gestação do coração · Minha adoção

Sobre a escolha do perfil

Olá, pessoal!

Lá vou eu mais uma vez tocar nesse assunto, mas tem uma explicação. Eu vejo muitas pessoas com receio de serem julgadas, até mesmo pela equipe técnica, pela escolha que fizeram.

Daí decidi falar (de novo) de como foi escolher o nosso perfil.

Duas coisas que temos de ter em mente antes de tudo é que (1) as pessoas julgam umas as escolhas das outras e que (2) é impossível agradar todo mundo, então, temos que agradar nós mesmos. rs.

Dito isso, vamos lá. Eu e meu marido decidimos adotar há bastante tempo, durante o nosso namoro, e a partir disso eu comecei a estudar e conhecer o mundo da adoção, o que tornou mais forte esse desejo. Depois que casamos, chegou a hora da verdade. rs. E aí veio a crise (só minha).

Acontece que quando eu comecei a estudar o assunto eu descobri aquela história de que as crianças reais são diferentes das desejadas pelas pessoas que querem adotar. Com isso, decidi que ia ser a diferentona (rs) e fazer a adoção (nem tão) tardia, até 6 anos. Sexo e cor indiferentes. Mas tudo isso só na teoria, quando começamos a frequentar os grupos de apoio para entrar com a habilitação, foi tudo se tornando mais real. E aí eu parei para refletir de verdade.

Comecei a perceber que eu não queria adoção tardia e comecei a me achar uma pessoa horrível por isso. Não que eu ache que eu não seja capaz de amar uma criança mais velha. Longe disso. Mas simplesmente não era isso o que eu queria. Eu queria (e quero) um bebê. E por isso, eu pensei em desistir (!) da adoção. Pensei: “Se eu quero um bebê, melhor fazer um.” rs. Só que também não era isso o que eu queria. Não que eu ache que eu não seja capaz de amar um bebê gerado no meu ventre. Longe disso. Mas simplesmente não era isso o que eu queria. A essa altura, meu maior medo era me tornar uma mãe frustrada e acabar transmitindo essa vibe pro meu filhx.

Ok, então, o que eu queria? Foi nisso que eu pensei bastante. Eu tive que realmente me ouvir, ouvir meus desejos. Independente do que as outras pessoas iam achar. Eu tive que abrir minha mente, me desculpar (mentalmente) por todas as pessoas que eu julguei por não fazer adoção tardia ou inter-racial ou que seja. Eu tinha que ser honesta comigo mesma e saber que isso não me fazia pior que ninguém. E aí sim, eu percebi que o que eu queria era adotar um bebê.

(Estou usando muito a primeira pessoa porque pro meu marido isso nunca foi uma questão. Ele também queria muito adotar, mas se eu tivesse decidido por gerar um filho, ele concordaria. Na época, isso não ajudou muito (rs), mas hoje vejo que foi a melhor coisa.)

Também é preciso considerar a razão da adoção. O que te motivou? Por que você está adotando? Eu quero ser mãe. Paulo quer ser pai. Não estamos fazendo caridade. Nós não escolhemos a adoção pra salvar vidas, apenas queremos ser pais. Pra nós não é importante ter um filho que se pareça fisicamente conosco, mas para você isso pode ser importante. Talvez você não tenha condições financeiras ou emocionais de adotar mais de uma criança ou simplesmente não queira ter mais de um filho. É questão de escolha. É lindo demais ouvir as histórias de adoções tardia e especial. Acho maravilhoso. Mas o que é bom pra uma pessoa nem sempre é bom para a outra. Respeitar a decisão dos outros é fundamental.

Tudo isso só pra dizer pra você que está se sentindo pressionadx, escute a si mesmx. Muito clichê, mas só é clichê porque é verdade.  E, claro, arque com as consequências da sua escolha. Vai demorar mais, sim. As pessoas vão te julgar, sim. Mas se você estiver em paz com você mesmo, tudo vai valer a pena.

Grande abraço. Até mais!

“Cada dia mais perto!”

 

Gestação do coração · Habilitação · Minha adoção · Nossa história · Processo

Enfim, habilitados.

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Olá, pessoal!

Hoje foi a entrega do certificado e estamos devidamente e oficialmente HABILITADOS. Gente, como é bom poder dizer isso. Sei que temos ainda muito tempo de espera pela frente, mas é muito bom encerrar uma etapa. As coisas vão se tornando mais reais, mais tangíveis.

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Na reunião foram entregues os certificados e esclarecidas algumas questões e dúvidas mais frequentes. Vou fazer outro post só para contar o que foi dito lá. Mas não teve muita novidade não.

Agora começou nossa gestação por tempo indeterminado. Aí não dá pra comprar nada de enxoval, né? A única coisa que me permito comprar, por enquanto, são livros , mas livro não é enxoval. rsrs Além disso, eu e meu marido decidimos comprar um brinquedo no dia da habilitação pra tornar esse dia mais pessoal e íntimo. Porque, vamos combinar, ir à Vara da Infância pegar um papel com um monte de desconhecido não faz jus ao que esse momento significa para nós.

Então, aí está, o primeiro brinquedo dx nossx filhx. Um elefantinho de pelúcia – pra entrar no clima da brincadeira da nossa gestação de elefante. rsrs

Bem, pessoal. Acho que por hoje é só. Quero só agradecer a todas e todos vocês que vem acompanhando nossa história até aqui e, espero tê-los por perto em cada etapa e cada conquista. Muito obrigada.

Beijos.

Cada dia mais perto!

Habilitação · Minha adoção · Nossa história · Processo

Foi dada a largada… (Sobre a documentação)

Olá!

Estava morrendo de ansiedade para contar a vocês que finalmente decidimos dar entrada no processo de habilitação. E hoje, demos! (fogos e confetes!)

Decidimos retomar o processo de levantamento de documentos em outubro, mas como já havíamos mudado de ideia uma vez, achei melhor só contar depois que voltássemos da Vara.

O post ficou grande, mas achei melhor deixar essa parte da documentação explicadinha num post só.

Sobre a documentação:

A documentação exigida pela 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital (Rio de Janeiro) é:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Comprovante de renda;
  • Certidões de antecedentes criminais (são 8 por pretendente);
  • Atestado de sanidade física e mental;
  • Declarações de idoneidade moral;
  • Comprovante de participação nos GAAs.

RG, CPF, COMPROVANTES DE RENDA E RESIDÊNCIA – bom, esses são os básicos. Não tem o que explicar. 😉

CERTIDÕES DE ANTECEDENTES CRIMINAIS – são oito certidões por pessoa, isso mesmo… oito! Aqui no Rio, essas devem ser solicitadas na Central de Distribuição Cível, na Av. Almirante Barroso, 90 e são GRATUITAS para fins de adoção. Fomos dia 24 de Novembro , demorou 7 dias para ficarem prontas, e são válidas por 90 dias.

O que vocês precisam saber é que para fazer o requerimento são necessárias 4 cópias do RG, 4 Declarações de próprio punho explicando o motivo da gratuidade (no nosso caso, para fins de adoção!!) e 4 cópias de qualquer tipo de documento que ajude a corroborar a finalidade das certidões, ou seja, algum documento que tenham recebido da Vara, serve qualquer um, pode ser a lista de documentos, por exemplo. Não sei se consegui me fazer entender, se não deixa a dúvida no comentário que eu respondo com prazer!

Apesar de eu ter entrado em contato com a Central antes de ir até lá, as informações não foram passadas adequadamente, então chegamos lá antes das 4h da tarde e saímos depois das 5h (fecha às 6h), porque tivemos que procurar um lugar para tirar cópia e fazer as 4 declarações correndo.

ATESTADO DE SANIDADE FÍSICA E MENTAL – aqui a Vara recomenda que esse atestado seja emitido por um Psiquiatra, mas sei que em alguns lugares aceitam de qualquer especialidade médica, procure se informar em sua comarca. As consultas foram dia 27 de novembro, no hospital em que trabalho.

O psiquiatra nos atendeu separadamente; perguntou por que queríamos adotar, basicamente. Foi uma consulta estranha, então resolvi fazer um post separado só pra contar como foi.

DECLARAÇÃO DE IDONEIDADE MORAL – são duas declarações que devem ser feitas por duas pessoas sem grau de parentesco com o(s) pretendente(s) cada. Também é necessário cópia autenticada do RG de quem fizer as declarações.

No nosso caso pedimos para dois amigos – uma amiga minha e um amigo dele. Acho legal ser alguém próximo que provavelmente vai participar também da vida do criança, quem sabe os futuros padrinhos? Achei imprescindível escolher pessoas que sejam pró-adoção, mas é frescurinha da minha parte. rsrsrs.

COMPROVANTE DE PARTICIPAÇÃO NOS GAAs – esse é um formulário que nos é entregue na reunião informativa (essa reunião é obrigatória na minha comarca e é o primeiro passo para quem quer adotar aqui. Eles dão um panorama geral de todo o processo. Participamos dessa reunião em Agosto de 2014). Daí quando você for participar dos grupos, você leva a folha para o responsável pelo grupo assinar. São necessárias três idas às reuniões.

Nós fomos ao grupo de apoio ano passado porque planejávamos iniciar o processo ano passado. Contei um pouquinho sobre isso nos posts Grupos de Apoio à Adoção e No GAA. 

***

Bom, aí depois a gente tirou cópia e autenticou nossos documentos e os RGs dos amigos que fizeram as declarações de idoneidade e levamos na Vara para dar entrada no processo de habilitação.

COMO FOI LÁ NA VARA

Foi rápido! rsrs Entregamos a documentação toda no protocolo da Vara. O rapaz que recebeu nem conferiu os documentos; deixou por nossa conta e risco. Recebemos o número do protocolo e só em 5 dias úteis teremos o número do processo.

***

Agora a espera começou e não depende mais de mim. Força na peruca, porque temos muita espera pela frente.

Beijos e abraços! E obrigada por compartilhar comigo esse momento tão especial!