Gestação do coração · Minha adoção

Dilemas!

Gente, o que a gente faz com a vontade louca (!) de comprar macacãozinho, chupeta, fralda, mamadeira, vestidinho, berço, boneca,trocador, carrinho, NAN, lacinho, sapatinho, body com frases jocosas (de onde desenterrei essa palavra?), sling, banheira, hipoglós, móbile, papel de parede de bichinho?

Sério.  Meu olhar é constantemente atraído por coisas de bebês. Mas meu cérebro fica: “MIGA, SUA LOUCA, NÃO!”. Estou eu de boa no mercado, aí o departamento de fraldas e afins fica me chamando, tipo, pelo nome. O mesmo acontece na farmácia. No shopping. Nas ruas. Passo de longe, olho de rabo-de-olho pras roupinhas cut cut nas vitrines. Disfarço pro maridão-pé-no-chão não perceber que estou fraquejando (será que tá funcionando?).

Minha cabeça diz que sair desvairadamente comprando enxoval pra uma criança que você não sabe o tamanho, a idade, o sexo e nem QUANDO vai chegar não faz o menor sentido e só vai piorar a ansiedade. Meu coração responde : “Owwnnn, mas olha só que gracinha! Compra assim mesmo.”

Ok, mas até agora estou indo bem. Apenas comprei o elefantinho, o primeiro presente do nossx filhx e que marcou a conquista da habilitação. Bom, né? Por enquanto eu estou só na vontade mesmo. Mas quanto tempo será que leva pro meu coração convencer minha cabeça ( e meu marido) de que é mesmo uma GRACINHA?

Vejo vocês em breve!

“Cada dia mais perto!”

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Nossa história

Baby Fever!!!!!

Gente! É oficial! Acho que agora não tem mais volta… eu peguei a Baby Fever! Explico…

Baby fever (febre de bebê – minha tradução) é uma expressão que os americanos usam para o sentimento – meio doido – de pessoas que ficam NEURÓTICAS por bebês.

Eu sempre gostei de bebês, mas, convenhamos, só pessoas problemáticas não gostam. Apesar de feminista, quero dizer, não acho que toda mulher nasceu para a maternidade, não acho que todas devem querer ser mães e, sinceramente, acho a maternidade superestimada. Apesar disso, pessoalmente sempre quis ser mãe, desde menina minha brincadeira favorita era ser mamãe das minhas dezenas de bonecas. Acredito que isso seja uma característica minha, como indivíduo e não inerente à todas as mulheres. Enfim. Acontece que de um tempo pra cá eu estou alucinada, neurótica, louca por bebês e pela maternidade. Só penso nisso. Só vejo vídeos disso. Só leio sobre isso. E só escrevo sobre isso.

O problema: À princípio meu perfil (do cadastro) nem seria necessariamente para um bebê. Mas agora estou sentindo essa necessidade. Vou fazer a louca, depois de tudo que já estudei sobre o processo de adoção, e colocar: Idade: Até 1 ano. Eu sei, meninas. Quanto mais eu restringir a idade, maior o tempo de espera. Vou ficar eternamente nesta fila! E quanto maior a demora, maior vai ficando a neurose e a ansiedade.

Falando sério, racionalmente eu sei que a idade não faz assim tanta diferença, afinal, o que são os primeiros anos se comparados ao resto da vida que passaremos com nossos filhos? Mas eu e meu marido somos um casal jovem e acho que nos sairemos melhor com uma criança menorzinha que vá nos ensinando a ser pais ao longo do caminho.

É isso! Obrigada por me “ouvirem” mais uma vez! Comentários são bem vindos!

Vou ficar aqui tentando manter esse febre sob controle.

Beijos adotivos.