Gestação do coração · Processo

A culpa não é nossa

Olá! Demorei, mas voltei! rsrs

Fiz uma micro viagem, por isso a demora.

Nenhuma grande novidade no processo… ele continua indo de um lado pro outro.

Vamos ao assunto. Esses dias eu li uma reportagem sobre uma iniciativa muito legal da 1 Vara daqui do Rio. Trata-se de um mutirão que aconteceu na semana do dia das mães, em que vários processos de adoção foram julgados com o intuito de acelerar os processos de adoção para que no dia das mães as adoções estivessem concluídas, com certidão de nascimento nova paras as crianças e tudo. No caso, o mutirão é para processos de adoção e não de habilitação. Segundo a reportagem, essa inciativa deve acontecer todo ano nas semanas que antecedem o Dia das Mães e o Natal.

Achei ótimo. E melhor ainda porque esta é a Vara que me atende.

Mas aí veio a segunda parte da reportagem. Falando sobre o cenário atual da adoção no Brasil. Aquilo que já sabemos, né? O perfil das crianças reais é diferente do perfil preferido pelos pretendentes.

“Números tão discrepantes assim revelam uma triste realidade: a maioria das famílias querem crianças pequenas, de preferência ainda bebês, brancas e de olhos azuis. Está discrepância entre oferta e procura esbarra em um detalhe constrangedor e que o magistrado chama de “perfil de preferência”.” Trecho retirado da matéria

Gente! Eu estou tão cansada de responsabilizarem nós – pretendentes à adoção – pela existência absurda dessas crianças que vivem acolhidas.

Não me entendam mal, eu acho que isso deve ser discutido, mas não só entre nós, entre toda a sociedade. As pessoas precisam saber disso! Saber da realidade de nossas crianças, não apenas das mais de 5 mil que aguardam um pretendente com condições – seja financeira ou emocional – de fazer uma adoção tardia, ou especial ou de grupos de irmãos. Mas das 45 mil crianças e adolescentes que vivem nos abrigos, mas NÃO estão disponíveis para adoção. Estão fadados a passar a vida sem família – nem a biológica e nem a adotiva. Nós não podemos carregar o peso dessa responsabilidade.

Cadê as políticas públicas para mudar este cenário? Eu não as vejo. Tampouco vejo político algum com projetos para mudar essa realidade.  Os próprios profissionais envolvidos continuam tentando e tentando reinserir as crianças na família biológica, porque também acham que família adotiva é SUBSTITUTA, é inferior.

O resultado disso é que as crianças vão ficando mais velhas, talvez o número de irmãos cresça e nós é que somos os culpados por não acolhê-los.

Parem! Adoção não é caridade! A culpa não é nossa!

Se alguém quiser ler na íntegra a matéria, é só clicar aqui.

Abraços e até mais.

 

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Eu recomendo · Evento · Processo

Sistema QUERO UMA FAMÍLIA

Olá, pessoal.

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Passando rapidinho pra dizer que no dia 27/04/2016, às 18:30 será apresentado o Sistema Quero Uma Família, aqui no Rio de Janeiro, na Av. Marechal Câmara, 150, 4 andar.

“O projeto se volta essencialmente à busca de famílias para as crianças e adolescentes acolhidos que se encontram em condições de serem adotados (orfandade, pais desconhecidos, destituição do poder familiar transitada em julgado ou decisão liminar determinando a colocação em família substituta) sem que tenham encontrado habilitados interessados em sua adoção, após consulta ao CNA.

Com o fim de facilitar essa “busca ativa”, foi desenvolvido o sistema também chamado QUERO UMA FAMÍLIA, gerenciado pelo Ministério Público, contendo informações básicas dessas crianças e adolescentes, sendo o sistema acessível aos habilitados, mediante cadastramento e fornecimento de senha.” (Trecho retirado da Cartilha  SISTEMA QUERO UMA FAMÍLIA).

Inscrições pelo e-mail cao.infancia@mprj.mp.br. 

Eu volto para falar mais e com mais calma sobre essa novidade super legal, tá?

Abraços e até mais!

 

Habilitação · Minha adoção · Nossa história · Processo

Foi dada a largada… (Sobre a documentação)

Olá!

Estava morrendo de ansiedade para contar a vocês que finalmente decidimos dar entrada no processo de habilitação. E hoje, demos! (fogos e confetes!)

Decidimos retomar o processo de levantamento de documentos em outubro, mas como já havíamos mudado de ideia uma vez, achei melhor só contar depois que voltássemos da Vara.

O post ficou grande, mas achei melhor deixar essa parte da documentação explicadinha num post só.

Sobre a documentação:

A documentação exigida pela 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital (Rio de Janeiro) é:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Comprovante de renda;
  • Certidões de antecedentes criminais (são 8 por pretendente);
  • Atestado de sanidade física e mental;
  • Declarações de idoneidade moral;
  • Comprovante de participação nos GAAs.

RG, CPF, COMPROVANTES DE RENDA E RESIDÊNCIA – bom, esses são os básicos. Não tem o que explicar. 😉

CERTIDÕES DE ANTECEDENTES CRIMINAIS – são oito certidões por pessoa, isso mesmo… oito! Aqui no Rio, essas devem ser solicitadas na Central de Distribuição Cível, na Av. Almirante Barroso, 90 e são GRATUITAS para fins de adoção. Fomos dia 24 de Novembro , demorou 7 dias para ficarem prontas, e são válidas por 90 dias.

O que vocês precisam saber é que para fazer o requerimento são necessárias 4 cópias do RG, 4 Declarações de próprio punho explicando o motivo da gratuidade (no nosso caso, para fins de adoção!!) e 4 cópias de qualquer tipo de documento que ajude a corroborar a finalidade das certidões, ou seja, algum documento que tenham recebido da Vara, serve qualquer um, pode ser a lista de documentos, por exemplo. Não sei se consegui me fazer entender, se não deixa a dúvida no comentário que eu respondo com prazer!

Apesar de eu ter entrado em contato com a Central antes de ir até lá, as informações não foram passadas adequadamente, então chegamos lá antes das 4h da tarde e saímos depois das 5h (fecha às 6h), porque tivemos que procurar um lugar para tirar cópia e fazer as 4 declarações correndo.

ATESTADO DE SANIDADE FÍSICA E MENTAL – aqui a Vara recomenda que esse atestado seja emitido por um Psiquiatra, mas sei que em alguns lugares aceitam de qualquer especialidade médica, procure se informar em sua comarca. As consultas foram dia 27 de novembro, no hospital em que trabalho.

O psiquiatra nos atendeu separadamente; perguntou por que queríamos adotar, basicamente. Foi uma consulta estranha, então resolvi fazer um post separado só pra contar como foi.

DECLARAÇÃO DE IDONEIDADE MORAL – são duas declarações que devem ser feitas por duas pessoas sem grau de parentesco com o(s) pretendente(s) cada. Também é necessário cópia autenticada do RG de quem fizer as declarações.

No nosso caso pedimos para dois amigos – uma amiga minha e um amigo dele. Acho legal ser alguém próximo que provavelmente vai participar também da vida do criança, quem sabe os futuros padrinhos? Achei imprescindível escolher pessoas que sejam pró-adoção, mas é frescurinha da minha parte. rsrsrs.

COMPROVANTE DE PARTICIPAÇÃO NOS GAAs – esse é um formulário que nos é entregue na reunião informativa (essa reunião é obrigatória na minha comarca e é o primeiro passo para quem quer adotar aqui. Eles dão um panorama geral de todo o processo. Participamos dessa reunião em Agosto de 2014). Daí quando você for participar dos grupos, você leva a folha para o responsável pelo grupo assinar. São necessárias três idas às reuniões.

Nós fomos ao grupo de apoio ano passado porque planejávamos iniciar o processo ano passado. Contei um pouquinho sobre isso nos posts Grupos de Apoio à Adoção e No GAA. 

***

Bom, aí depois a gente tirou cópia e autenticou nossos documentos e os RGs dos amigos que fizeram as declarações de idoneidade e levamos na Vara para dar entrada no processo de habilitação.

COMO FOI LÁ NA VARA

Foi rápido! rsrs Entregamos a documentação toda no protocolo da Vara. O rapaz que recebeu nem conferiu os documentos; deixou por nossa conta e risco. Recebemos o número do protocolo e só em 5 dias úteis teremos o número do processo.

***

Agora a espera começou e não depende mais de mim. Força na peruca, porque temos muita espera pela frente.

Beijos e abraços! E obrigada por compartilhar comigo esse momento tão especial!

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Sobre o Encontro – parte I

 

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Oi, pessoal!

Desculpem não ter feito esse post semana passada conforme prometido. Mas antes tarde do que nunca. rsrsrs

Então… o que rolou no Encontro?! Muita coisa boa! O evento foi bem organizado, em um ambiente agradável e foi gratuito! Tudo de bom! Como já disse várias vezes, o Encontro aconteceu na cidade de Resende-RJ, dia 07 de Novembro, das 8h às 17:30h.

O tema central foi “Adoção: Criança e Adolescente, Prioridade Absoluta – Da idealização à construção do real”, portanto a discussão das quatro mesas girou em torno da chamada adoção necessária, ou seja, a adoção tardia, especial e de grupo de irmãos e dos direitos das crianças e adolescente que vivem acolhidos, privados do direito à convivência familiar e comunitária.

Proponho a vocês fazer um post mais detalhado para cada mesa, para que este post não fique muito grande, e também não quero omitir nenhuma informação importante. Vou me esforçar para não demorar a escrevê-los, ok?

As mesas:

  • Mesa de abertura + 1ª Mesa: Judiciário, MP e GAA: Parceria em prol do direito à convivência familiar e comunitária;
  • 2ª Mesa: Criança e adolescente: prioridade absoluta, Fortalecimento dos GAAs: experiências e alternativas de atuação no direito da criança e do adolescente;
  • 3ª Mesa: A importância do apadrinhamento afetivo na proteção de adolescentes institucionalizados;
  • 4ª Mesa: Grupos de Apoio à Adoção: a importância da formação de novos GAAs e a articulação do movimento estadual em defesa de todas as famílias.

Assim como ano passado, o encontro foi super proveitoso. Eu realmente recomendo a participação de todos os entusiastas do assunto.

Para encerrar bem vou deixar duas fotos da bela cidade de Resende, no sul fluminense, às margens do rio Paraíba do Sul. Até breve!

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O Encontro Estadual – RJ 2015 vem aí!

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Começaram as inscrições para XII Encontro Estadual dos Grupos de Apoio à Adoção do RJ!

Como o nome sugere, este é um encontro dos GAAs aqui do Rio de Janeiro. O evento traz palestras informativas com os profissionais da área e com relatos de pessoas que passaram pelo processo de adoção.

Eu fui ano passado e ADOREI! Super recomendo.

Este ano vai ser na na cidade de Resende e o tema é ADOÇÃO: Criança e Adolescente, prioridade absoluta. Da idealização a construção do real. A programação completa vocês podem ver no cartaz acima.

E para se inscrever, clique AQUI e preencha o formulário até o dia 16 de outubro.

Data: 7 de Novembro de 2015                                                                           Horário: 8:00 às 17:30                                                                                       Local: Teatro do Instituto São José Salesiano                                                     Endereço: Rua Mario Periquito s/n – Jardim Jalisco – Resende

Mais informações na página do GAA Filhos do Coração lá de Resende.

Encontro vocês lá!

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Divulgando. Projeto Adoção Tardia

Olá!

Passeando pelo Youtube, encontrei este canal bem legal sobre Adoção Tardia, criado para desmistificar a adoção de crianças maiores. Já tem dois episódios lá no canal e mais este vídeo pedindo nossa colaboração para levar o projeto adiante. Lá está tudo explicadinho.

É um projeto muito bonito (não é meu, só estou dando uma forcinha). Apesar de meu coração estar inclinado à adoção de bebês, como já disse aqui antes, conhecer diversas experiências nunca é desperdício.

Eu ainda acredito que cada pessoa sabe de seus desejos e capacidades e o tempo de espera não deve ser determinante na hora de escolher o perfil,porque teremos o resto de nossas vidas para curtir nossos filhos. Mas, divulgando e compartilhando essa ideia pode ser que o coração de alguém seja tocado, e talvez, quem sabe, o meu próprio.

Beijos e até mais!