Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

E se for amanhã?

Todo dia de manhã repito para mim mesma: cada dia mais perto. E vida que segue, normal, repetitiva, entediante, tranquila. À noite, antes de dormir, me vem ao pensamento: E se for amanhã? E se amanhã eu me tornar ,enfim, mãe? Sabem aquele pensamento que vem sem permissão? Ele simplesmente vem, por frações de segundo, e depois vai embora? Então, é esse tipo.

Mas dá tempo de pensar no que está pronto e no que não está. Penso sobre o quarto, sabre a casa bagunçada, sobre pendências no trabalho, sobre minhas questões particulares não-resolvidas-sem-solução; se vou dar conta, se vou enlouquecer, se vou ser feliz, se vou fazer meu filho feliz; se é suficiente, o dinheiro, o tempo, o amor , não o amor! o amor é!

E se o telefone tocar amanhã? E eu conhecer o amor da minha vida? E se for o fim dessa espera? E se você simplesmente chegar!? Esse dia está pra acontecer a qualquer momento… Eu sei! Eu sei que é pouco provável, ainda sei disso! Ainda estou tranquila, dando tempo ao tempo. Mas sabe aquela fagulhazinha de esperança?  Não é algo que eu possa controlar, ela simplesmente está aqui comigo, o tempo inteiro!

E se for amanhã?

Cada dia mais perto!

Anúncios
Gestação do coração · Habilitação · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Diário do Bebê (do coração)

Olá, pessoal!

Eu adoro guardar recordações, fazer diários, ter álbuns de foto (impressa mesmo!).  Eu tenho uma espécie de diário da habilitação, onde guardo datas, comprovantes, fotos e pensamentos desse processo. Falei um pouco dele aqui e também tem um post lá no Instagram do blog (@sobreadocao).

Seguindo essa tendência, tenho certeza que vou gostar de registrar o desenvolvimento do meu bebê e então comecei a procurar aqueles diários de bebê pra comprar logo. rs. Mas aí me dei conta que ia acabar deixando bastante coisa em branco. É bem pouco provável que eu saiba peso e tamanho ao nascer; talvez não saiba o dia do primeiro passo, entre outros marcos do desenvolvimento.

Então resolvi fazer um diário do bebê personalizado.

capa diário bebe

Decorei de elefantinho e coloquei os marcos da adoção. Por exemplo, além de colocar a data de nascimento, incluí a data do encontro. Também quero preencher com o tempo de espera e dia da conclusão da adoção.

diario bebe imagem

Quanto às primeiras vezes, coloquei de maneira que seja a primeira vez de tal conquista depois da chegada. Por exemplo, quem deu o primeiro banho, depois da adoção. Ou para onde foi o primeiro passeio em família.

Também deixei espaço para fotos e para escrever relatos!

Fiz de acordo com meu perfil , com o que achei adequado. Como disse, é bem provável que eu não tenha algumas informações, então as deixei de fora. Mas ainda não imprimi, pois tem algumas coisas que posso deixar ainda mais personalizadas depois que souber a idade.

Além de ter gostado bastante do resultado, também foi uma ótima atividade para passar o tempo, de maneira a me sentir próxima do meu/minha filho(a). É muito bom fazer as coisas para quem amamos!

Espero que tenham gostado!

Vejo vocês na próxima.

“Cada dia mais perto.”

Sem categoria

Só uma observação

Sabe uma coisa que me irrita de leve? – Quando eu quero procurar as últimas notícias no google ou vídeos no youtube ou páginas no facebook sobre adoção e aí eu encontro mil notícias / vídeos / páginas sobre “adoção” de animais.

Só eu que acho isso esquisito?Não, porque pelo menos meu marido também acha. rsrs

Nada a ver com gostar ou não de animais. Tenho dois gatinhos maravilindos que adoro – e foram adotados resgatados. Mas essa palavra tem um significado tão especial para mim que acaba me incomodando usar o mesmo termo para se referir ao meu/minha filhx e aos meus gatos.

Como disse meu marido, “adoção” de animais é o oposto de comprar. Adoção de verdade é tornar-se mãe/pai/filhx. Não tem nada a ver!

Você pode dizer: “Que besteira. É só uma palavra.” Mas eu acho que as palavras tem muita força e a maneira como as utilizamos diz (sem trocadilhos) muito sobre a sociedade em que vivemos.

E pra piorar, quando você faz essa busca, aparecem mil resultados sobre “adoção” de animais para cada uma sobre a adoção de verdade.

Mas é só uma observação…

Até mais…

Eu recomendo · Evento · Processo

Sistema QUERO UMA FAMÍLIA

Olá, pessoal.

image005

Passando rapidinho pra dizer que no dia 27/04/2016, às 18:30 será apresentado o Sistema Quero Uma Família, aqui no Rio de Janeiro, na Av. Marechal Câmara, 150, 4 andar.

“O projeto se volta essencialmente à busca de famílias para as crianças e adolescentes acolhidos que se encontram em condições de serem adotados (orfandade, pais desconhecidos, destituição do poder familiar transitada em julgado ou decisão liminar determinando a colocação em família substituta) sem que tenham encontrado habilitados interessados em sua adoção, após consulta ao CNA.

Com o fim de facilitar essa “busca ativa”, foi desenvolvido o sistema também chamado QUERO UMA FAMÍLIA, gerenciado pelo Ministério Público, contendo informações básicas dessas crianças e adolescentes, sendo o sistema acessível aos habilitados, mediante cadastramento e fornecimento de senha.” (Trecho retirado da Cartilha  SISTEMA QUERO UMA FAMÍLIA).

Inscrições pelo e-mail cao.infancia@mprj.mp.br. 

Eu volto para falar mais e com mais calma sobre essa novidade super legal, tá?

Abraços e até mais!

 

Habilitação · Processo

Sobre a fila ser nacional

Olá, queridas e queridos.

Uma dúvida muito comum de quem está se habilitando é sobre o cadastro nacional de adoção.  A gente sabe que após a habilitação nosso nome vai ser incluído no CNA, mas como funciona?

Durante a escolha do perfil, no preenchimento do formulário, precisamos marcar os estados que temos disponibilidade para viajar, caso nos seja indicada uma criança deste lugar. Mas, na verdade, o Cadastro Nacional só será acionado se não houver pretendente(s) local.

Por exemplo, dois irmãos, de 8 e 10 anos, ficaram disponíveis para adoção. Primeiramente, vai se tentar encontrar alguém com o perfil compatível na mesma comarca, se não houver, na mesma cidade, se ainda não houver, procura-se no mesmo estado,e em último caso, procura-se nacionalmente.

Isso acontece porque a preferência, salvo as exceções, é que a criança permaneça em um ambiente que lhe seja familiar, já que tantas mudanças vão acontecer em sua vida.

Então, para pessoas como eu, com o perfil mais restrito, é muito difícil que a adoção aconteça em outra comarca, mais difícil ainda em outro estado. Ou seja, apesar do cadastro ser nacional, ele só será utilizado neste âmbito em último caso.

Espero ter ficado claro. Dúvidas é só me escrever.

Abraços.

Joyce (ribeiro_joy@yahoo.com.br).

 

Gestação do coração · Habilitação

Processês

Meu processo de habilitação até que está andando. Assim, a parte que eu pensei que ia demorar, de entrevistas e visita domiciliar foi rápida; e a parte que eu pensei ser rápida tá demorando. Na verdade, não sei se realmente está demorando ou se eu que virei a louca do f5 e fico atualizando a página de consulta processual algumas vezes por dia (lembra quando eu disse que ia fazer isso uma vez por semana? Então… #fail).

O que vocês acham? Hoje faz 5 semanas, contando da visita domiciliar. Nessas 5 semanas o processo movimentou 5 vezes, em média uma vez por semana. Parece muita coisa, né? Mas tem um problema, um detalhe básico, eu não entendo bulhufas do que está acontecendo.

No começo estava claro. Por exemplo, estava escrito GAB DESIGNAR PERITA, compreensível: designar assistente social e/ou psicóloga. Muito bem. Mas de um tempo pra cá, basicamente estas últimas 5 movimentações são siglas incompreensíveis. Daí eu fico feliz porque movimentou, sinal de que não fomos esquecidos, mas não sei o que está acontecendo com o processo. Exemplo, A/C CANB. Que que é isso? Não sei. Já pedi ajuda dos universitários (amigas advogadas), mas está difícil aprender essa nova linguagem.

Eu sei que o processo precisa ir pro MP, mas não sei se ele já foi, se vai, que raios tá acontecendo. rs.

Gente, se eu conseguir aprender processês, eu ministro um curso pra vocês, tá? rs. 😀

Beijos! Até breve. :*

Gestação do coração · Habilitação · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Um arrependimento

Olá!

Gente, sabe um arrependimento? Eu já ter contado para algumas pessoas sobre a minha escolha da adoção. Familiares e amigos próximos, tudo bem, ótimo.

Mas tem um pessoal que, realmente, não sei pra quê eu fui contar. Em primeiro lugar, não ajuda em nada na minha ansiedade, só atrapalha, porque a pessoa não entende nada de adoção (tudo bem, ninguém é obrigado), mas aí pergunta toda semana: “E o bebê?” Aff!

Em segundo lugar, eu tenho que ficar explicando mil vezes que não é assim que funciona , que eu ainda estou me habilitando e vai demorar alguns anos e tal, mas que pra mim tudo bem, etc, etc,etc. E explicar uma vez, ok, mas um monte de vezes pra mesma pessoa é dose.

Por fim e a coisa que mais me irrita EVER são as opiniões, porque as pessoas não entendem a adoção, mas querem dar um monte de pitaco: “Você não quer ter um filho SEU?” ” Não faz isso não! Vai se arrepender.” “Nossa, vocês são abençoados pra PEGAR uma criança.”; e a pior de todas, mas gente eu escuto muito isso, sério, dá até vergonha reproduzir: “Mas não vai pegar negro não, né? “. Me dói fisicamente ouvir isso. O detalhe é que eu NÃO sou branca, não que isso faça diferença, só um detalhe.

Quando eu tô com paciência eu até fico lá tentando ensinar alguma coisa, mas as vezes não dá, visto um sorriso amarelo e pronto.

Bem, o ponto é que as pessoas das nossas vidas tem ainda alguns anos para se despirem de tais preconceitos, porque depois que meu filhx chegar essas falas preconceituosas não serão toleradas.

Até mais, pessoal!

 

Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Wesley

Para a menina dos meus sonhos

Essa noite e pela primeira vez eu sonhei com você. Primeira de muitas vezes, tenho certeza. Sonhei com o dia do nosso encontro.

Essa noite eu sonhei que você se chamava Isabela, de 3 ou 4 anos, pele morena e cabelos negros e ondulados.

Essa noite eu vi seu rosto pela primeira vez. Rosto esse que vai mudar mais mil vezes até se tornar real.

Essa noite eu te tive em meus braços, brinquei e conversei com você. Ouvi sua voz e senti seu abraço.

Essa noite eu amei Isabela, de 3 ou 4 anos, pele morena e cabelos negros e ondulados.

Essa noite, filhx, eu amei você.

Pela manhã, meu coração estava aquecido e comecei o dia com uma leveza e paz de espírito que há muito não sentia, porque apesar de ter sido só um sonho eu sei que esse vai se tornar realidade.

Obrigada por (já) me fazer sentir tão bem.

Habilitação · Minha adoção

Afinal, qual meu perfil?

Olá!

Certamente eu já mencionei por aqui qual o perfil que escolhemos. Inclusive tem um pouquinho da crise existencial que passei para aceitar o perfil que nós desejávamos e não o que as outras pessoas esperavam. Mas com a mudança das condições de saúde e para deixar mais arrumadinho, decidi fazer um post só pra isso.

O perfil é:

Sexo: (x) Indiferente

Cor: (x) Indiferente

Quantas Crianças: (x) Uma

Idade: (x) até 01 ano e 06 meses

Saúde: (x) sem doenças detectadas, exceto Asma e Alergias e/ou Intolerâncias Alimentares.

Aqui na minha comarca é só isso que eles perguntam. Já vi em outros lugares perguntarem do histórico dos pais biológicos e uma bizarrice de perguntar o tipo de cabelo da criança (liso, crespo…). Agora, me diz, que diferença faz na vida ter um filho de cabelo enrolado ou liso ?

A dificuldade que tivemos foi para definir a idade e as condições de saúde. É estranho aceitar uma criança de 18 meses, mas de 19 meses não; aceitar um filho com asma e, sei lá, com diabetes não. Mas temos que traçar um limite, então o consenso do casal foi esse. Além disso, eu não lembro nem conheço todas as doenças para refletir o que eu aceitaria ou não, eles não colocam uma lista de doenças, nós que tivemos que fazer essa reflexão.

Pensamos em nossos desejos e limitações emocionais e até mesmo financeira. Como é que faz pra transferir isso pra um papel? Porque a gente não pode se apaixonar por uma criança X que tá no abrigo tal, a gente tem que se apaixonar pela ideia de um filho assim ou assado e quem sabe, talvez, parar de filosofar sobre tudo, Joyce. rsrsrs

Como vocês fizeram essa escolha?

Até mais, pessoal!

Habilitação · Processo · Sem categoria

Licença Paternidade

Uma boa notícia para os funcionários e funcionárias do Estado do Rio de Janeiro. A emenda constitucional 63/2015 promulgada em 21 de Dezembro de 2015 alterou, entre outros, o artigo 92, inciso VI, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, passando a duração da licença-paternidade dos servidores e funcionários do Estado do Rio para 30 dias.

Sei que em alguns outros lugares já é assim e minha esperança é que isso se estenda também para o âmbito federal e para os setores privados.

Estender a licença paternidade significa responsabilizar também (ainda que por enquanto não seja em igual proporção) o Pai pelos cuidados do filho, ou seja, o Estado e a sociedade reconhecem que o cuidado com os filhos não é responsabilidade exclusiva das mulheres. Sabemos que a amamentação, obviamente, é exclusividade das mamães, mas nem toda mãe amamenta e os papais podem realizar outros cuidados com o bebê e/ou com a casa.

E na adoção? Na adoção essa equidade fica mais evidente. A maioria das mães adotivas não amamentam, de qualquer maneira,e, em alguns casos, os filhos já chegam crescidinhos, então por que nós podemos ficar em casa, durante o precioso período de adaptação, e os homens não?

Essa é ou não é uma boa causa para lutar?

Até breve!