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Nada acontece

Sim, eu estou viva!

Acontece que nada acontece, e às vezes eu só preciso esquecer um pouco esse assunto de adoção ou só preciso me lembrar que existem outras coisas acontecendo na minha vida. Embora eu preferisse que a adoção estivesse acontecendo. Devaneios …

Mas é isso… minha vida é essa montanha-russa mesmo, como já falei mais de uma vez. Há semanas que não consigo pensar em outra coisa, inclusive já planejei boa parte do chá de boas vindas e já pensei em algumas coisas que quero para o quartinho do bebê. Mas aí para me preservar, preciso desligar e pensar em outra coisa. E a questão é que eu odeio montanha-russa, logo não tem sido divertido.

Porque se eu deixar rolar, naturalmente, eu não paro nem por um segundo, nem dormindo, paro de pensar nisso. Às vezes é gostoso sonhar, planejar e esperar (no sentido de ter esperança). Mas outras vezes é doloroso sonhar, mas acordar; planejar, mas não concretizar e esperar (no sentido de nada acontece).

Ao mesmo tempo não aguento mais reclamar – como estou fazendo agora. rsrs. Sinto que só faço isso agora nesse blog. Talvez deva considerar mudar o nome para “Sobre Reclamação”. E nem é por falta de assunto, na verdade, eu tenho uma listinha de tópicos que quero falar aqui, mas não estou na vibe mesmo. Estou no meu limite, tentando pensar em outras coisas, focar em outras coisas só para não surtar de vez.

Enfim, esse post é só pra dizer que estou viva e que nada aconteceu. Também para vocês perdoarem minha ausência (inclusive ausências eventuais futuras).

Espero ver vocês semana que vem.

Obrigada por me escutarem, sempre.

Cada dia mais perto, né?

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Gestação do coração · Nossa história · Sem categoria

Babymoon

Oi, gente! Como estão?

Através de blogs gringos, eu conheci essa prática chamada babymoon que é parecida com a lua de mel – ou honeymoon pros gringos – só que acontece antes do casal ter filhos. É uma última viagem a dois, sabe? Para curtir bastante os últimos momentos da vida sem filhos. Geralmente essas viagens acontecem quando a mulher já está grávida.

E como sou uma grávida honorária me sinto no direito de ter babymoon… O diferencial é que nós já tivemos duas até agora. Uma ano passado, e uma neste ano. (E sabe lá Deus quantas mais virão! rs). E nada de bebê por aqui, né? kkkkk

Como o dinheiro tá curto (bem curto) não saímos nem do Estado do Rio, rs, mas é o que temos para hoje.

Pois bem, a diferença dessas viagens para outras viagens é que, apesar da intenção ser aproveitar a “vida a dois”, não se passa um minuto sequer sem que a gente não pense: “Legal isso, né? Nosso filho vai adorar isso aqui!” ou “Gostaria que nossa filha já estivesse aqui para ver isso.”

Não que a gente não se curta, a gente se curte. Mas a gente já se curte há 11 anos, já fizemos várias viagens a dois. Estamos mais do que prontos para curtir a vida a três!

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Penedo 2017
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Cabo Frio 2016

Até mais!

Cada dia mais perto.

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É doloroso esperar ?

Oi, pessoal, como estão?

Vocês acham que essa espera dói? Que ela nos traz sofrimento?

Com certeza é chata e gera muita ansiedade. Disso já sabemos, né ? Mas dói?

Acho que na vida ter perspectiva é muito importante e nos poupa muito sofrimento. Tantas coisas ruins acontecem o tempo todo com tanta gente, coisas ruins mesmo. Muitas vezes na nossa própria vida já aconteceram tantas situações tristes, que nem sabemos como sobrevivemos. Rs. E lembrar dessas fases ou olhar para o sofrimento do outro me ajuda a lidar com “problemas menores”.

Por outro lado, acabo achando que não tenho o direito de ficar triste por algo menor. Afinal é só questão de tempo. Não há nada que impossibilite meu sonho de acontecer. .. Não é como se eu quisesse ficar grávida e não pudesse ou se eu quisesse adotar e tivesse a habilitação negada. Nada disso. Só mesmo o tempo me separa do meu filho.  E o tempo passa, né?  Isso é certeza !

Mas apesar de tudo isso preciso admitir que essa espera me dói um pouco. Não poder ter meu filho agora comigo e não saber até quando vou esperar me deixa muito angustiada.

Esse segundo ano de habilitação tem sido mais difícil. Completei um ano de fila muito mais tranquila do que pensei, mas os últimos três meses estão mais complicados. Tenho me esforçado muito mais para pensar em outras coisas, para não me permitir sofrer por isso, para não sair por aí comprando enxoval e para curtir essa etapa também. Além disso, não aceito , não me permito pensar na possibilidade dessa espera ultrapassar os dois anos.

Não é a pior dor que já senti, não mesmo. E não é nada, literalmente nada, se comparar com as dores do mundo. Mas é um vazio que me acompanha, mas que eu sei, ainda bem, que vai ser preenchido um dia.

Até mais .

PS: Desculpem o dramalhão! rs

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Habilitação · Minha adoção · Sem categoria

Eu e meu telefone

Fato: Para o meu perfil a espera vai passar dos dois anos (e espero que não passe de 4 anos).

Apesar de saber bem disso, TODA vez que meu telefone toca, meu coração bate mais forte, minha cabeça faz uma viagem só de ida para o momento do encontro, meus olhos se enchem d´água.

Cada ligação perdida é um desespero. Me vem logo na lembrança a assistente social ou psicóloga ou sei lá, na reunião da Vara dizendo “porque se a gente não conseguir falar na hora, a gente já liga para o próximo da fila.”

No entanto é sempre o Banco ou a Operadora de telefone me ligando para oferecer alguma coisa que eu não quero. Porque, né? Em tempos de whatsapp nem ligação da mãe a gente recebe. rs.

Mas apesar das estatísticas estarem contra, vou continuar tendo esperança a cada ligação. Vai que dá certo.

Até mais!

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Sem categoria

Antes de ser mãe

Oi, pessoal!

Se a gente se esforçar bastante, a gente consegue enxergar algumas vantagens em esperar na fila. Hoje quero falar de uma delas, que é tempo para aproveitar a vida sem filhos. Parece muito óbvio, mas às vezes a gente passa tanto tempo reclamando da demora e lidando com a ansiedade que esquecemos de aproveitar o presente.

Porque vocês sabem, né? Ter filhos é caminho sem volta. Tenho certeza que depois vamos sentir falta de alguns aspectos da nossa vida sem filhos. E isso também vale para quem tem um filho, porque a vida também deve mudar depois do segundo, terceiro e por aí vai.

Pensando nisso elaborei uma listinha de coisas que quero fazer antes de me tornar mãe.

  • dormir até tarde sempre que possível ;
  • aproveitar muito a vida a dois;
  • aproveitar um tempo só para si, ouvindo música, assistindo um filminho ou meditando;
  • sair para tomar aquela cervejinha com o maridão ou com os amigos;
  • pular cada carnaval como se fosse o último.

Todas essas são coisas que eu já faço e sei que vou precisar fazer com (bem) menos frequência depois que o elefantinho chegar. Mas cá entre nós eu estou mais do que pronta pra abrir mão disso tudo. 😉

E você? Como aproveitam o tempo pré-filhos? rs

Abraços!

“Cada dia mais perto.”

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria · Wesley

O filho ideal

Oi, pessoal!

Eu já falei aqui sobre como idealizo minha maternagem. Hoje eu vou contar como idealizo meu filho ou filha – só por diversão. Sabe assim, quando você fecha os olhos e imagina? Então, é isso.

O primeiro ponto acho que é esse, eu ,genuinamente, não tenho preferência por sexo. Quando imagino meu filhx – e isso acontece o tempo todo – às vezes visualizo um menino outras uma menina. Acho que porque, no fundo, quero poder ser mãe de um casal. Ou talvez porque não sou a favor de limitar a criança em “coisas de menino” e “coisas de menina”. Embora a ideia de comprar vestidos e lacinhos pareça mais divertida, não ouso limitar a maternidade a isso.

Essa imprecisão do meu desejo só me incomoda porque uma amiga uma vez me disse (não sei se é relevante dizer que ela é budista) para todo dia de manhã, assim que eu acordar, no meu primeiro pensamento do dia, visualizar o filhx que quero ter da maneira que desejo e com riqueza de detalhes, por exemplo, imaginar em quanto tempo vai chegar, onde, a idade do bebê, o sexo, etc. Claro que escolhi um determinado perfil e tal, mas é para imaginar o meu desejo mais puro e sincero.  Já falei que sou uma pessoa bastante cética, exceto quando o assunto é minha adoção. Aí eu acredito em tudo.  Mas não consegui fazer esse exercício nenhuma única vez, porque se começo visualizando um menino, já logo penso, mas se for menina também vai ser ótimo e vice-versa e aí não consigo me decidir e o momento passa e pronto.

Mas tirando isso, meu filho ou filha ideal :

  • gosta de ler e ouvir histórias;
  • faz baguncinha na medida certa, sem ser malcriadx, mas que dê muita vida para nossa casa;
  • é educadx e respeitosx;
  • gosta de animais;
  • ama mais a mamãe do que o papai (rsrs);
  • independente, mas carinhosx e não reclama dos meus beijinhos e abraços.

Gente, claro que isso é só uma brincadeira. Tenho certeza que um dos grandes desafios da maternidade / paternidade é aprender a amar outro ser com todos os defeitos e qualidades e deve ser maravilhoso poder conhecer seu filho ou filha com o passar do tempo.

Mas eu juro que se eu fechar os olhos eu consigo senti-lx aqui.

Vocês já pensaram sobre isso? Como imaginam ou imaginaram seus filhos?

Abraços e até mais!

“Cada dia mais perto.”

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Oração para você

Filhx,

eu não sou religiosa, mas acredito em alguma coisa. Acredito por exemplo na força do destino. Na verdade, eu consigo sentir a força agindo e ela está me levando até você. Por isso eu preciso que você aguente firme. A mamãe está chegando.

Eu queria já te ter aqui nos meus braços, mas não é assim que a vida funciona. Se você já estiver aqui nesse mundo, saiba que eu estou orando por você, assim meio sem jeito, do meu jeito, mas meu pensamento está com você. SEMPRE.

E essa escolha que fiz é assim. Alguma coisa vai acontecer na sua vida para que você chegue até mim. E às vezes até me sinto culpada, porque eu escolhi te conhecer assim, mas você, não. Você é completamente inocente e não escolheu chegar em nossas vidas desse jeito. Sinto muito.

Mas, não importa o que aconteça, estamos aqui pensando em você, esperando você, amando você.

Aguenta firme, estamos cada dia mais perto um do outro, eu posso sentir. E a gente vai fazer valer cada segundo longe.

Que Papai do Céu – ou outro alguém – te guarde e te proteja enquanto eu não posso.

Cada dia mais perto.

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Quando os corações se abrem

Oi, pessoal!

Eu já devo ter comentado por aqui que algumas pessoas da minha família não ficaram muito radiantes com a notícia de que vamos adotar. Eu e meu marido – na época namorado – decidimos isso há muitos anos, mas no começo acho que muita gente não acreditou que iríamos levar a diante. Com a concretização, algumas pessoas se decepcionaram.

Minhas tias disseram que se elas pudessem escolher por mim, não escolheriam a adoção. O que doeu um pouquinho, considerando que elas são minhas mães “do coração”, pensei que elas entenderiam com mais facilidade.

Minha sogra nunca falou nada contra a adoção, mas sempre teve esperança de que a gente ia mudar de ideia ou de que eu vou “acabar engravidando” depois que adotar. rs.

Meu pai, então, não gostou nem um pouquinho da ideia. O que é irônico, porque ele só é meu pai biologicamente falando, porque depois que minha mãe morreu, quando eu tinha 1 ano, ele deixou essa função de lado. Claramente nossas concepções do que é ser pai/mãe são bem diferentes. Mas isso é assunto para Freud. rsrs.

Resumindo, não teve muita champanhe nem confete com a notícia de que íamos nos habilitar ou a de que entramos na fila. Exceto minhas irmãs. E nós mesmos, claro.

Mas as coisas estão mudando – exceto pelo meu pai, mas ele não conta rs. Eu estou sentindo que as pessoas estão ficando cada dia mais ansiosas. Estão sempre perguntando sobre como anda o processo, imaginando como vai ser quando a criança chegar, querendo comprar mimos e demonstram mais interesse quando falo sobre isso.

Estou muito feliz com essa nova fase. Não estamos mais sozinhos nessa espera. Dá pra ver que o amor já está nascendo no coração delas também.

Se alguém aí tiver contando as vantagens desse tempo todo de espera, anota mais esse: dá tempo dos corações se abrirem.

E a família de vocês, o que pensam sobre isso?

Abraços. Até mais!

Cada dia mais perto.

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Confissões de uma grávida do coração – episódio 4

Então, gente… Eu ando tão ansiosa, mas tão ansiosa, que sonho com meus filhos toda hora. Alguns sonhos nem lembro direito depois que acordo, outros parecem tão reais que consigo até sentir e me dá uma raiva danada quando acordo e percebo que nada daquilo era real. Já tive até pesadelo.

A primeira vez que sonhei até escrevi post poético/melodramático aqui. E foi daqueles super reais, gostosos de sonhar e difíceis de acordar. 😦

Por duas vezes, sonhei que era mãe de uma menina que se chamava Isabela. Fiquei achando que era uma premonição rs, mas aí me dei conta que deve ser só meu subconsciente agindo, porque tenho uma gata que se chama Bela.

O pesadelo foi muito bizarro. Acho que refletiu um medo que tenho mesmo, de não dar conta da maternidade, mas de uma maneira bizarra. No sonho eu esquecia que tinha tido uma filha e não conseguia lembrar a última vez que tinha dado comida para a pobre menina. Meu marido também não lembrava. Aí eu corria para preparar a mamadeira, enquanto minha prima – que apareceu do nada – olhava a bebê. Mas aí minha prima tirava a menina do bebê conforto e colocava na cama e quando eu cheguei no quarto alguém tinha rolado em cima dela. Um horror! Tive que contar esse pesadelo na terapia de tão chocada que eu fiquei. rsrs.

Agora o último sonho que tive foi nessa semana que passou. Uma delícia. Sonhei que tinha gêmeos (não sei porque, me habilitei para apenas uma criança). Foi rápido. O menino vinha correndo pelo corredor para me abraçar e em seguida a menina. Juro que deu pra sentir o abraço e fiquei até com saudade quando acordei. rsrs.

Tirando o pesadelo, rs, toda vez que tenho esses sonhos mais “reais” fico achando que é um tipo de sinal ou de premonição. rs. E olha que eu sou uma pessoa bastante cética, não acredito em quase nada, mas vai que… né? rsrs

E vocês, sonham com seus filhos?

Até mais!!!

Confissões de uma grávida do coração – episódio 1

Confissões de uma grávida do coração – episódio 2

Confissões de uma grávida do coração – episódio 3

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Sem categoria

Pretendentes malvados

Oi, gente. Estou em falta com vocês, né ? Não teve post semana passada. .. Por falta do que falar mesmo.

E o que vou falar hoje, já falei em pelo menos um post, mas talvez em outros também.

Estava eu passeando pelo Instagram, e lá estava, mais uma vez, mais um post enumerando os motivos de ter tanta criança sem família nesse Brasil:  nós!  Isso mesmo, eu e vocês (alguns de vocês, pelo menos  rs).
E tá em todo lugar.  Qualquer matéria de jornal,  programa de TV, nas redes sociais. Quando se fala em adoção, se fala nos pretendentes malvados e egoístas que não estão dispostos a fazer adoção tardia, especial e/ou múltipla.

Pretendentes a adoção são muito malvados e são incapazes de solucionar um problema social.

O Estado não tem nada com isso. Não tem políticas públicas também.  Não investe nas crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Não oferece educação de qualidade e não dá o que é preciso para quando os jovens completam 18 anos e precisam sair do abrigo. Nem ao menos consegue cumprir sua própria lei de não deixar uma criança abrigada por mais de 2 anos.

A sociedade também não tem nada com isso. Acham lindas as histórias de adoção,  ficam com dó das criancinhas. Mas quando descobrem que alguém próximo deseja adotar , não fazem um comentário de apoio, lembram de todas as experiências de adoção fracassadas da história e ainda tratam as famílias adotivas como inferiores, porque não conseguem enxergar amor além da genética.

A culpa mesmo é dos pretendentes perversos que precisam entender que adoção não é caridade, mas ao mesmo tempo precisam salvar todas as 7 mil crianças disponíveis para adoção que vivem acolhidas. Um pouco contraditório, né? Mas é tudo culpa nossa. E as outras 50 mil que não estão aptas para adoção são responsabilidade de quem?

Acho que já está na hora de ampliarmos essa discussão. Colocar a responsabilidade nos pretendentes não ajuda ninguém. Eu, por exemplo, cada vez que leio isso tenho vontade de largar tudo. Ninguém chega para uma pessoa que decide engravidar e diz, mas por que você não adota uma criança mais velha? As matérias sobre adoção não responsabilizam todos os outros cidadãos do país – ou seja, todo mundo que não seja pretendente – por não querer adotar, independente do perfil.

O que nós devíamos estar fazendo enquanto sociedade é cobrar do Estado que cuide dessas crianças. Que cuide dessas famílias antes de ser tarde demais. Não podemos ser o único grupo dentro da sociedade responsável por resolver esse problema, porque é impossível.

Eu faço caridade de outras formas. Não vou salvar ninguém. Adoção não significa isso pra mim .

Desculpem o desabafo, mas esse discurso já está velho e cansativo.

Abraços e até a próxima. 

Cada dia mais perto.