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RESENHA – A Aventura da Adoção de Paula Abreu

Oi, pessoal.

Hoje venho falar sobre o livro ” A Aventura da Adoção – um guia completo para pais, mães e filhos” da Paula Abreu.

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Ao contrário do que eu pensava, este livro não é ficção. A Paula narra sua história real de adoção, com todos os altos e baixos envolvidos, o que torna a identificação com o leitor que já passou ou está passando por esta experiência muito fácil. E para quem quer conhecer mais sobre adoção, o livro é bem esclarecedor, embora a história tenha ocorrido antes do CNA e da Nova Lei da Adoção.

No começo do livro eu me identifiquei muito com a autora, a ponto de achar que era eu quem estava escrevendo o livro. rs. Mas depois nossas diferenças ficaram evidentes. Depois de ler este livro, nunca mais vou me considerar uma pessoa ansiosa, porque a Paula bateu todos os recordes de ansiedade. rsrs. Confesso que isso me irritou um pouquinho.

Por exemplo, durante o processo de habilitação, ela já estava desesperada pra encontrar o(a) filho (a). Na verdade a maior parte do livro se passa durante o período que ela está se habilitando.

Um outro ponto que não concordo foi a questão do “amor à primeira vista” que ela menciona em uma dada situação (que eu não vou falar aqui pra não dar spoiler, mas que me deixou chateada. rs)

Enfim, uma das mensagens que ela passa é de que durante o processo nós – pretendentes – não podemos dar mole e ficar no pé do pessoal da Vara. rs. Bem, talvez isso fosse necessário naquela época, né? Não sou adepta disso.

Uma característica bem legal é que me pareceu um relato bem sincero, não é aquela história toda romantizada não.

O livro foi de fácil leitura e, apesar de não concordar com algumas coisas, acho que valeu a leitura. Até porque descordar faz parte, né, minha gente?

A parte deliciosa é que o final é feliz! S2

Então, é isso. Espero que tenham gostado e que eu não tenha dado spoiler nenhum. rs.

Ficha Catalográfica

Paula Abreu. A aventura da adoção: um guia completo para pais, mães e filhos – Rio de Janeiro:Thomas Nelson Brasil, 2010.

Beijos  e até mais!

“Cada dia mais perto.”

Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Treze e o plano B

No último post falei sobre os dados divulgados pelo CNJ do número de adoções realizadas ano passado através do CNA. E aqui no Rio de Janeiro foram 13 adoções. Uma amiga do blog, a Julia,  me atentou para a possibilidade de simplesmente estar errado, de não retratar a realidade. E é melhor acreditar nisso mesmo. rs.

Mas isso tudo levantou uma questão para mim que nunca sequer havia passado pela minha cabeça: quanto tempo estamos dispostos a esperar?

Agora me parece uma pergunta óbvia, mas nunca considerei a possibilidade de demorar uma quantidade absurda de anos. Eu confio no sistema. Sei que pra mim é fácil falar, sim, porque não tive problema nenhum até aqui, nada a reclamar da minha experiência. (Mas sei que a realidade por aí é diferente). Mas confiar no sistema significa também conhecê-lo, saber que com o meu perfil um ano é pouco, dois anos talvez também seja. Mas quanto tempo é muito? Quanto tempo é demais? Quanto tempo é demais para mim?

Levo muito a sério o que a psicóloga e assistente social me disseram: vai passar de dois anos e é muito provável que seja preciso renovar a habilitação. Porque acho que elas disseram isso com o intuito de serem realistas, mas não fiquei triste nem frustrada, porque eu já sabia, pra mim dois anos não é muito tempo. E aí coloquei na cabeça que vai passar de 2, mas vai ser antes de completar 4 anos. Sei que não é ciência exata, mas sempre acreditei nisso.

Mas pela primeira vez veio o receio: e se não vier em 4 anos, nem 5, nem 6… Até quando estou disposta a esperar? Também pela primeira vez pensei na possibilidade de um plano B. Se a adoção não der certo, o que fazer? Mudo o perfil? Tento engravidar? O que quero mesmo é ser mãe e não importa de que maneira isso aconteça.

Mas como vou saber que a adoção não deu certo? Alguma vez será que isso já aconteceu com alguém? Sei lá… É mais provável que eu esteja me preocupando à toa, né? Minha hora vai chegar… vai sim !

Vocês já pensaram sobre isso? Quanto tempo estão dispostas(os) a esperar? Acho isso bem subjetivo, para mim um ano é pouco, mas para outras pessoas, um ano é tempo demais.

Beijos e até mais!

“Cada dia mais perto.”

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Quantas adoções foram realizadas em 2016?

Em 16/02/2017, o CNJ divulgou em seu site o número de adoções realizadas no Brasil em 2016. Foram 1226 adoções feitas pelo CNA.

Paraná (347), São Paulo (220), Rio Grande do Sul (191), Pernambuco (103) e Minas Gerais (57) foram os Estados com os maiores números de adoção. Aqui no Rio de Janeiro – chorem – foram 13 adoções. Isso mesmo. 13 em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Eu sei, eu sei. Que o meu filho/a vai chegar na hora certa e tudo o mais. Mas, gente, 13?

Quando eu me habilitei só na minha COMARCA (na cidade do Rio tem 4, sem contar as outras cidades que são muitas) havia 532 pretendentes cadastrados. Hoje, no Estado do Rio tem 3497 pretendentes e 517 crianças. E TREZE adoções.

Se me dissessem que o motivo de ter tido 13 adoções foi porque haviam 13 crianças abrigadas, OK. Mas pelo Brasil todo são mais de 45 mil crianças acolhidas, dessas 7158 estão disponíveis para adoção.

Já sei o que vão me dizer: isso acontece porque os pretendentes querem um perfil de criança que não condiz com a realidade. Eu SEI! Se eu ganhasse um real cada vez que ouvisse isso, eu tava rica! rs Mas TREZE?

Como é que faz para não surtar e focar no copo meio cheio?

O jeito é a gente se mudar pro Paraná! rs

Segue a lista do número de adoções por Estado:

  • AC 4
  • AM 9
  • AP 2
  • BA 24
  • CE 52
  • DF 50
  • GO 15
  • MA 10
  • MG 57
  • MS 29
  • MT 18
  • PA 12
  • PB 25
  • PE 103
  • PI 3
  • PR 347
  • RJ 13
  • RN 9
  • RO 8
  • RS 191
  • SC 19
  • SE 20
  • SP 220
  • TO 3

Fonte: Site do CNJ

Até a próxima. Bom Carnaval para vocês (espero não ter desanimado todo mundo)rs

“Cada dia mais perto”(eu acho. rs)

 

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Eventos: XXII ENAPA 2017 e ADOÇÃO 2017

Olá, pessoas.

Hoje vim divulgar dois eventos sobre adoção:

O primeiro evento é nacional e acontecerá na cidade de Fortaleza. É o XXII ENAPA (2017):

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ENAPA significa Encontro Nacional de Grupos de Apoio à Adoção. Este ano acontecerá entre 15 e 17 de junho (Feriado de Corpus Christ).

Eu sempre quis ir, mas ainda não deu. rs. Eu já fui no Encontro Estadual aqui no Rio duas vezes e adorei, imagino que o nacional seja ainda melhor. Eu gostei bastante da programação, porque até vai trabalhar a questão de adoção necessária, mas também tem muitas outros temas.

Vamos às informações – todas retiradas do site dos organizadores deste ano:

Dias 15, 16 e 17 de Junho

Assembléia Legislativa do Ceará –  Edifício Anexo, 6º Andar | Rua Barbosa de Freitas S/N

É importante que no primeiro dia do evento (15/06) todos cheguem às 17h para que possamos entregar o material impresso pela organização (crachá, tickets para almoços e coquetel).

Itens inclusos no valor das inscrições:

  • Material de Apoio;
  • Almoço (2);
  • Coffee Break (4);
  • Coquetel de Confraternização (1);
  • Certificado de Participação.

Valores:

  • Enapa: R$ 200,00
  • Enapinha: R$ 70,00

* O Enapinha é um espaço de atividades específicas para as crianças e dedicado aos filhos dos participantes, para que estes não precisem se preocupar enquanto estiverem nas palestras. Uma equipe de profissionais realizará atividades especiais como dinâmicas, ações pedagógicas, atividades lúdicas, contação de histórias, entre outras.

Programação:

15/06 (quinta-feira) 

  • 9h – 17h: Programação ANGAAD (exclusiva para representantes dos GAAs )
  • 17h-19h Coquetel de Abertura ENAPA
  • 19h – 22h Cerimonial de Abertura – Palestra de Abertura

16/06 (sexta-feira)

  • 9h – 10h30min Mesa 01 Tema – “A importância do pré-adoção: desenvolvimento do papel pai/mãe ou parentalidade”
  • 10h30min – 10h45min Coffee Break
  • 10h45min – 12h Mesa 02 Tema – “Adoção internacional: mitos e verdades”
  • 12h – 14h Intervalo para almoço
  • 14h30min – 16h Mesa 03 Tema – “Como estruturar a busca ativa no âmbito judiciário”
  • 16h – 16h15min Coffee Break
  • 16h45min – 18h15min Palestra – “Soluções jurídicas para diminuir o tempo de acolhimento nas instituições”
  • 21h – Arraiá do ENAPA (adesão)

17/06 (sábado)

  • 9h – 10h30min – Mesa 04 Tema – “O tempo de institucionalização: aspectos sociais, jurídicos e psicológicos”
  • 10h30min – 10h45min Coffee Break
  • 10h45min – 12h – Mesa 05 Tema – “Projetos com crianças em acolhimento”
  • 12h – 14h Intervalo para almoço
  • 14h30min – 16h –  Mesa 06 Tema – “As possibilidades das  adoções necessárias”
  •  16h – 16h15min Coffee Break
  • 16h15min – 17h – Debate – Programa de Acolhimento Familiar
  • 17h -18h – Palestra – “As dores da Adoção”
  • 18h30min –  Encerramento ENAPA

Inscrições:

Abrirão em breve.

Mais informações:

O segundo é aqui na cidade do Rio de Janeiro:evento.jpg

É uma exposição chamada “ADOÇÃO 2017: COMO TRANSFORMAR VIDAS”, complemento do livro “Filhos” de Eurivaldo Bezerra, que conta histórias de adoção de anônimos e de famosos. A exposição ficará na Livraria da Travessa no Shopping Rio Design Leblon, de 09 a 19 de março de 2017. E no dia 15 de março terão algumas palestras:

15 de março – Quarta-feira
16h – Criança x Família – quem deve ser prioritário de Direitos? – Siro Darlan
17h – As atuais mudanças na Lei de adoção e o que pode melhorar. A destituição do Poder Familiar como gargalo ao processo de adoção – Mônica Labuto
18h – O processo de adoção é seguro? O Juiz pode retirar meu filho enquanto o processo não termina? Pedro Henrique Alves
19h – O Ideal é Real – Adoções Necessárias – A escolha do perfil na adoção e a importância do apadrinhamento – Sérgio Ribeiro

Segundo a organizadora, a exposição também terá as presenças dos artistas Elba Ramalho, Maria Padilha, Marcelo Antony e Astrid Fontenele.

Parece uma boa, né? O horário é um pouco ruim para quem trabalha fora, né? Mas eu vou tentar comparecer às palestras.

Abraços e até mais.

“Cada dia mais perto”

 

 

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Alarme falso

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Um dia como outro qualquer.

Levantei para fazer café, meu marido continuou deitado (tá bom, geralmente é o oposto: eu continuo deitada e ele é quem prepara o café 🙂 ). Deixei o celular no quarto. Quando abri a porta, a gata entrou para deitar na cama.

Coloquei o café pra passar na cafeteira e voltei no quarto pra ver se a gata estava se comportando ou se estava no modo sapeca e atrapalhando o sono alheio. Paulo virou pra mim e falou: “seu telefone tocou”. Trocamos um olhar silencioso. No fundo, estávamos pensando a mesma coisa. Prefixo local. Isso é importante porque 90% das ligações que recebo são de empresas me oferecendo alguma coisa e geralmente tem DDD de outras cidades. Número não identificado. Eu até tenho um número da Vara da Infância gravado no celular, mas é da central deles, não é do setor de serviço social, de onde imagino que venha a ligação, mas não conseguia lembrar qual o prefixo de jeito nenhum.

No auge dos meus quase 10 meses de fila (que se completam hoje!), não teve jeito, o pensamento voou longe.

Liguei de volta! Mil coisas passando pela cabeça e alguém atende, coração batendo forte:

Bom dia. Aqui é Fulana da clínica Tal e…

Musiquinha de desapontamento. Voltei no quarto para dar a não-notícia pro Paulo. Não resisti e perguntei: “Pensou que era seu filho, né?” Ele sorriu dizendo que sim. Repliquei dizendo que eu também.

Desde então fico repetindo como um mantra: “Prefixo 2503; Prefixo 2503;Prefixo 2503…” que é pra não levar outro susto desse. rs.

No final das contas foi mesmo um dia como outro qualquer, só passei o resto do dia lembrando e rindo da situação. Vida de grávidos do coração é assim.

“Cada dia mais perto”

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Lindando com a espera

Olá, pessoas!

Se alguém, hoje, me pedisse um conselho sobre como lidar com a questão da demora de todo o processo de adoção (habilitação e a adoção em si), eu diria que é obter o máximo de informações sobre o máximo de detalhes possíveis, antes mesmo de tomar uma decisão final sobre adotar ou não.

Claro que o mais importante ainda é (sempre será) querer tornar-se mãe ou pai e tornar alguém filhx. Mas acho também fundamental saber onde a gente está se metendo.rs.

E isso foi uma coisa que eu fiz, ainda que não intencionalmente. Acontece que eu decidi adotar ainda bem nova, antes de ter estabilidade financeira e maturidade para me tornar mãe de fato. Mas como sou bastante ansiosa, comecei a estudar o assunto, participar de fóruns de discussão, ler livros, isso tudo bem antes desse blog aqui. E aí quando finalmente chegou a hora eu já sabia muitas coisas sobre habilitação, fila de espera, adoção necessária, tempo de espera e por aí vai. E com base nisso eu quis começar o processo depois de obter estabilidade, sim, mas antes de eu querer obsessivamente me tornar mãe.

E eu observo hoje que isso ajudou muito, porque eu simplesmente sei que com base no meu perfil e na minha cidade, é (bem) mais provável que meu filhx não chegue no primeiro e nem no segundo ano de habilitada. Claro que continuo torcendo para que eu, as estatísticas e a assistente social estejamos extremamente enganadas, e, acima de tudo, acredito no destino, mas, no fundo, estou preparada para esperar por pelo menos dois anos. Se passar muito disso a gente conversa de novo. rs.

Então, se você aí tiver a oportunidade de entender bem como funciona o processo, quanto tempo costuma demorar determinado perfil em sua área antes mesmo de começar a habilitação, sugiro que o faça. Não deve ser nada fácil, pois uma vez que a gente toma uma decisão dessa importância a tendência é que a gente queira que as coisas andem o mais rápido possível, óbvio, e eu concordo. Mas ter uma ideia do que te espera, ajuda a aceitar que a demora faz parte do processo. Embora nem todos os dias seja possível se manter assim tão positiva, acredito que isso ajude a evitar sofrimentos. E também ajuda a observar se o seu processo está demorando mais que a média das outras pessoas para que alguma providência seja tomada.

A gente já fica tão no escuro o tempo todo, sem saber quando a entrevista vai acontecer ou em que lugar da fila a gente está, estudar bastante é a melhor maneira de encontrar a luz.

E lembre-se sempre que não importa o tempo que demore, a gente terá o resto de nossas vidas para com os nossos pequenos. Força para todas e todos nós!

Acho que ficou um pouco confuso, mas espero que tenham entendido a mensagem.

Beijos e até a próxima.

“Cada dia mais perto.”

 

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Confissões de uma grávida do coração – episódio 3

Oi, gente!

Hoje vim confessar mais uma peculiaridade.Bem, na verdade, nas outras duas confissões (aqui e aqui) muita gente me acompanhou na loucura, provando que ninguém está sozinho nessa jornada. Ainda bem.

E talvez essa seja mais ansiedade mesmo do que esquisitice. O fato é que eu já escolhi o tema para o Chá de Boas Vindas e para a primeira festa de aniversário.

E como se não bastasse, já separei ideias para decoração, lembrancinhas e já fiz a “arte” para o Chá. Para adiantar, sabe? Imagino que quando o bebê chegar não vou ter tanto tempo para planejamentos, então enquanto tenho tempo livre, adianto essa parte. rs. Não comprei nada, mas já tenho boa parte do chá planejada.

Quanto à primeira festa, só defini o tema mesmo. rs. Gosto de ficar assistindo vídeos sobre preparativos de aniversários para ver as tendências e me pergunto se ainda serão as mesmas quando chegar a minha vez.

Agora a pergunta que não quer calar é: Alguém aí do outro lado também faz isso?

Para matar a curiosidade, os temas que escolhi foram:

  • Para o chá de boas vindas: Elefantinho! Vocês já sabem o porquê, né? rs
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Tags que eu fiz (dá pra perceber, né?) Wesley é – obviamente – um nome fictício. rs
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Foto do Pinterest que peguei para me inspirar.
  • Primeira festa (que não necessariamente será de 1 ano) : Fundo do mar.

Para essa o motivo é mais emotivo. Foi o tema do meu primeiro aniversário, o único que minha mãe biológica  fez para mim.<3 Ela faleceu alguns meses depois.(Sim, pra quem não sabe, eu sou filha do coração da minha tia. rs. )

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Inspirações do Pinterest
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Inspirações do Pinterest

Beijos e abraços. Até mais!

“Cada dia mais perto”

 

enxoval · Gestação do coração · Sem categoria

Comprar ou não comprar: mais reflexões sobre o enxoval.

Sim, eu sei. Vivo voltando nesse assunto. Mas é que eu vivo mudando de opinião também. rs

Lá no começo da habilitação estava convicta de que não era uma boa ideia comprar nada. Isso só aumentaria a ansiedade e não teria muito utilidade por não saber quanto tempo esperaríamos e qual a idade da criança. Durante a Visita Domiciliar, a assistente social reforçou isso, fiquei feliz porque pensava de acordo.

E aí eu e meu marido decidimos comprar um presente no dia em que oficializamos a habilitação para ser um símbolo do início da gestação. Compramos o elefantinho de pelúcia.

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E então nos habilitamos. Com isso veio o marasmo eterno de esperar. E também veio a vontade incontrolável de comprar coisinhas fofas . Só que eu já havia combinado com meu marido de não comprar mais nada e que faríamos a poupança para isso e ponto. Mas poupança não é divertido, né ? rs A partir daí comecei a namorar coisinhas de bebê em qualquer lugar: farmácia, mercado, shopping … Quando falei com minha psicóloga sobre essa vontade incontrolável, chegamos a conclusão que isso estava acontecendo porque dessa forma a espera fica mais palpável, menos abstrata. Os objetos seriam a prova concreta de que um bebê está para chegar.

E é exatamente isso. Sabem, não tem muitas evidências de que estamos prestes a receber mais um membro em nossa família: não tem bebê crescendo na barriga de ninguém, não tem quartinho sendo montado, nadinha de nada. Só no pensamento mesmo, porque nossa casa continua do mesmo jeito, sem nenhum sinal de criança.

Comprar uma coisinha ou outra que eu tenha muita vontade, não tem problema nenhum. Não vou sair por aí montando o quarto todo, mas também não vou mais me privar de algo que faz tão bem pro meu coração.

Até agora só comprei essa caixinha de música, porque estou mantendo as coisas em um nível saudável, por enquanto. rs

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Então é isso. Se eu mudar de opinião de novo, eu volto a falar sobre isso. rsrs. E vocês, o que pensam disso?

Até mais!!!

“Cada dia mais perto”

 

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Mini playlist da adoção

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Olá, pessoal!

Ah! Essa espera! Tão feita de altos e baixos. Aí a gente vai inventando alguns artifícios para sobreviver. Para mim, um desses artifícios é o próprio blog, onde desabafo, conheço e ajudo outras pessoas. Entre outras coisas, gosto também de ouvir algumas músicas quando estou querendo me sentir próxima do meu/ minha filhx. E 99% das vezes, essas são as músicas que me fazem chorar -e levam meu pensamento para longe:

Apesar de ser muito conhecida, eu ouvi pela primeira vez em 2014 durante uma das minhas primeiras reuniões do Grupo de Apoio e eu simplesmente apaixonei, virou a música-tema da novela da minha adoção. rs E acho que realmente tem tudo a ver com o que sinto em relação à adoção, tem a ver com destino, com o nascimento de um sentimento e com ‘essa coisa de fazer o mundo acreditar’ que somos uma família como outra qualquer. Essa segunda parte da música diz tudo:

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar
Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

Where you belong – Kari Kimmel.

Essa é a musica-tema de uma série chamada “The Fosters” que trata, resumidamente, de uma família formada por duas mães e filhos biológicos e adotivos. É um drama danado e tem uma temática bem adolescente (na minha humilde opinião). Mas essa música de abertura é puro amor e eu chorei exatamente TODAS as vezes que ouvi. Traduzi minha parte preferida (se tiver mal traduzido, perdoem):

Não importa de onde você vem

Mas a que lugar pertence

Não há nada que eu mudaria

Eu não faria de nenhum outro jeito

Você está cercado de amor e é querido

Então nunca se sinta sozinho

Você está em casa comigo

Aonde você pertence.

When I´m with you – JJ Heller

Essa música não lembro onde ouvi pela primeira vez, mas ela faz meu pensamento voar até onde meu bebê está. É meio como acho que vou me sentir quando finalmente eu me tornar mamãe:

Quando eu seguro você em meus braços, amor

Algo muda.

É a sensação mais estranha

As coisas que costumavam importar

Elas não importam para mim.

Quando eu te vejo e você está sorrindo

Como meu coração dói

Tão cheio está prestes a estourar

Você me faz acreditar no amor.

Enfim, são essas as músicas que me fazem pensar no meu elefantinho. Vocês indicam mais alguma para minha mini playlist de adoção? rs

***

Uma observação: Eu finalmente juntei coragem e fiz um perfil no Instagram para o blog. Meu objetivo é postar coisas que não acho que valem um post aqui, mas que gostaria de compartilhar com vocês. E também divulgar o blog por lá. E um último objetivo secreto que é poder compartilhar em tempo real quando meu telefone tocar. rs Fazer atualizações durante todo o dia do encontro.rs

Me sigam por lá: @sobreadocao

Beijos.

“Cada dia mais perto”

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9 meses

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É isso!

Hoje completamos 9 meses de gestação. E lá se foram 36 semanas, 252 dias, 6048 horas aprendendo a conviver com a ansiedade.

As mulheres que escolheram a gestação biológica estão prestes a receber – ou até já receberam – seus bebês.

Mas não eu. Eu continuo gestando amor. Porque é isso o que significa estar grávida do coração, a gente gera o abstrato, gera o desejo, a vontade, a ideia e o amor.

E o maior desafio, já falei mil vezes, é não saber quanto tempo a espera vai durar e aprender a lidar com isso. Acho que ainda não aprendi. Às vezes bate angústia e impaciência, outras vezes fica tão abstrato que mal consigo sentir, mas de vez em quando eu me lembro que preciso curtir essa etapa, realmente vivenciar suas peculiaridades. Sigo aprendendo…

E assim minha gestação de elefante continua, por tempo indeterminado, invisível, solitária e com muito, muito amor.

“Cada dia mais perto”

Até mais!