Evento · Gestação do coração · Sem categoria

Eventos pelo Brasil – Dia da Adoção 2017

Hoje é sexta e tá tendo post! Não, meu telefone não tocou 😦 rs

Mas é que na próxima semana, dia 25 de maio, é o Dia Nacional da Adoção e vão acontecer vários eventos em comemoração pelo Brasil todo. ❤ A maioria vai ser no domingo, então corri aqui para postar logo, para que dê tempo de se planejarem.

Gente, provavelmente eu não consegui localizar TODOS os eventos que vão ocorrer pelo Brasil, então acho válido procurar se informar em sua cidade, tá bom?

Mas segue aí a (longa) lista do que consegui achar na vastidão da internet (em ordem alfabética pra facilitar):

Aracaju/SE

I Caminhada em Prol da Adoção

Dia 21 de maio, às 16h, no Calçadão da Praia Formosa.

Barra Mansa/RJ

I Caminhada da adoção de Barra Mansa

Dia 21 de maio, às 8h, em frente ao Bramil

Bauru/SP

I Caminhada pela Adoção

Dia 21 de maio, às 8:30h, Polícia Federal ( Av. Getúlio Vargas)

 

Betim/MG

Caminhada em comemoração ao Dia da Adoção

Dia 27 de maio, às 8:30h, na Praça Milton Campos (sugere-se usar camisa branca)

Cachoeira Paulista/SP

Almoço em comemoração ao Dia Nacional da Adoção

Dia 20 de maio, às 12h, no Lar das Crianças Padre João Benevides

Campo Grande/MT

Piquenique em comemoração ao dia Nacional da Adoção

Dia 21 de maio, às 15h, no Parque Indígena

Gravataí/RS

Conversando sobre adoção

Dia 26 de maio, às 19:30h, na Faculdade Cesuca

Içara/SC

Palestra com o Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Farroupilha/ RS, Dr. Mário Romano Maggioni

Dia 25 de maio, às 19h, na Câmara Municipal de Vereadores de Içara/SC

Jacareí/SP

Passeio ciclístico e Caminhada pela Adoção

Dia 21 de maio, às 8h, TBB Jacareí (Rua Carlos de Campos)

Mauá/SP

I Caminhada Adoção de Mauá

Dia 21 de maio, às 09h30. (não encontrei o lugar da concentração 😦 )

Ourinhos /  MG

Caminhada Pela Adoção – Toda Criança em família

Dia 21 de maio, às 08h, na Praça da Catedral

Praia Grande

V Caminhada da Adoção – GAALA

Dia 28 de maio, às 10:30h, na Praça Duque de Caxias

Porto Alegre/RS

II Caminhada ELO 

Dia 21 de maio, às 14:30h, Parque Farroupilha

Ribeirão Preto/SP

I Caminhada pela Adoção

Dia 21 de maio, às 9h, na Praça da Bicicleta

Rio de Janeiro/RJ

VII Caminhada da Adoção

Dia 21 de maio, às 09 horas, Forte de Copacabana

São Paulo/SP

Caminhada da Adoção

Dia 21 de maio, às 10h, no MASP. ( Sugere-se usar camisa branca)

Santa Maria / RS

I Caminhada Santamariense de Apoio a Adoção

Dia 28 de maio, às 13h, na UFSM

Sete Lagoas / MG

I Caminhada e passeio ciclístico pela Adoção de Sete Lagoas

Dia 21 de maio às 9h, centro de Sete Lagoas

Uberaba/MG

III Corrida da Adoção

Dia 21 de maio, às 8h, no Parque das Acácias

[editado] A amiga do YdeYoga comentou que na página do facebook da ANGAAD também tem lista com vários eventos .

Observação: Gostaria de deixar registrado mais uma vez meu descontentamento.: para cada 10 resultados sobre Adoção na busca do Google, 9 são de adoções de animais. Amo os animais, mas isso é irritante, humanidade.

Feliz dia da adoção, pessoal! Abraços!

Até mais.

“Cada dia mais perto”

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Então é Dia das Mães…

E ao contrário do que vocês devem estar pensando, não vou reclamar. Não vou lamentar mais um dia das mães sem o/a baby por aqui.

Porque a verdade é que eu já me sinto mãe. Tudo o que tenho feito ultimamente é pensar em meu filho/ minha filha. Passo meu tempo sonhando em como será o encontro e quando será; penso em que tipo de mãe quero ser e que tipo é mais provável que eu seja; imagino cada detalhezinho, como serão seus olhos,  seus cabelos, sua voz e sua personalidade; qualquer lugar que eu esteja ou viagem que faça me faz querer viver tudo com meu filho ao meu lado; me preocupo também: será que já nasceu, será que está sofrendo, está com fome, com medo, se tem colinho?

O colo ainda não posso dar, as lágrimas ainda não posso enxugar, mas o amor já está aqui. E a cada dia cresce mais, tanto que nem sei se ele ainda vai caber no peito se eu tiver de esperar mais um ou dois anos.

Enfim, desejo um feliz dia das mães (!) para quem já carrega seus filhos nos braços, no ventre e para quem, como eu, só os carrega no coração.

Até próxima.

“Cada dia mais perto”

Eu recomendo · Livro · Sem categoria

(RESENHA) Flávia e o Bolo de Chocolate, Míriam Leitão


Flávia e o Bolo de Chocolate é um livro infantil da Míriam Leitão que aborda a adoção, mas mais do que isso, a adoção inter-racial.

A autora não se prendeu muito na parte do “por que” adotar como a maioria dos livros infantis sobre o tema, ela aborda essa questão simples e diretamente:

“- É ela! Senti na hora que a vi. Eu gostei dela e ela gostou de mim, olha só o sorriso!” Pronto, assunto encerrado. Eu gosto dessa naturalidade.

A questão mesmo do livro é que a Flávia, a filhinha, depois de um certo tempo diz que não gosta de sua cor “marrom” e de nada da cor “marrom” e que queria ser igual a mãe. Daí com a mesma simplicidade, a mãe explica de uma maneira divertida que as pessoas, apesar de serem iguais, possuem diferenças e que isso é legal. Além disso,  a mãe consegue convencer a filha que muitas coisas da cor marrom são bonitas e boas, inclusive a cor de sua pele. 

Eu gostei bastante do livro. Ele tem ilustrações bonitas, é bem escrito e tem uma mensagem bem legal que valoriza a diferença e a autoimagem da criança.

Até a próxima! 

Cada dia mais perto.”

    Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

    “Quando eu for mãe…”

    Olá, pessoal!

    No post de hoje vou responder a tag “Quando eu for mãe” que nasceu do bate-papo com minhas BFF´s virtuais, a Andie, do blog Futura Mamãe Ursa e a Mi, do blog Meu Plano A.

    Acho que o nome da tag é auto-explicativo, mas, bem, o objetivo é listar coisas que consideramos mais importantes na criação dos nossos filhos, o que queremos e o que não queremos fazer. Nossa maternagem idealizada. E daqui a alguns anos – esperamos que não muitos anos – a gente vai saber se pagamos a língua.

    Quando eu for mãe,

    • vou cantar pra ninar o sono toda noite;
    • vou limitar o uso de TV/tablet/computador para até uma hora diária na infância;
    • vou permitir o uso de telefone celular só a partir dos 12 anos;
    • não vou cobrar notas altas, desde que se dedique aos estudos;
    • vou ajudar com a lição de casa, pacientemente;
    • vou oferecer comidinha sem sal pelo menos até os 2 anos de idade;
    • alimentos industrializados banidos pelo menos até os 3 anos de idade;
    • vou ter todas as refeições à mesa, em família, sem eletrônicos;
    • nada de cama compartilhada por aqui (tá, só de vez em quando 😀 );
    • passeios ao ar livre toda semana;
    • fazer programas culturais como museus e teatros, pelo menos uma vez ao mês;
    • arrumar sempre uma horinha por dia, pelo menos, para brincadeiras;
    • não vou bater;
    • não vou gritar (essa parece difícil, mas eu não tenho hábito de gritar com ninguém, então acho que consigo! rs);
    • vai ter festinha de aniversário com tema todo ano até quando começar a ser “mico”;
    • não vou comprar muitos brinquedos;
    • não vou mimar demais, só amar demais, mesmo. rs.

     

    Agora é só torcer para nossos filhos chegarem logo que é pra colocar tudo isso em prática. Será?

    Passem no blog das meninas para saber o que elas pretendem fazer quando tornarem-se mães e digam aí como é ou era – antes dos filhos chegarem – a maternidade/paternidade idealizada de vocês.

    Abraços e até mais.

    “Cada dia mais perto.”

     

    Sem categoria

    Sobre o sistema Quero Uma Família

    logo

    Gente! Pra vocês verem como sou super comprometida, faz mais de UM ano que postei sobre a apresentação do sistema Quero Uma Família e disse que voltaria a falar sobre ele com mais detalhes.

    Não fazia ideia de que já tinha se passado um ano. Ou seja quando a gente não está contando o tempo passa rápido, mas quando a gente se apega aos dias, semanas e meses, o mesmo tempo se arrasta (por exemplo, minha habilitação).

    Mas vamos logo ao assunto.

    O sistema Quero Uma Família foi desenvolvido e é mantido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e tem como objetivo principal promover o encontro por adoção entre filhos e pais, através da busca ativa. ❤

    Resumidamente, a busca ativa consiste na procura, pelos habilitados à adoção, por seus filhos, sem que seja necessária a espera do contato da Vara. E essa busca passou a ser intermediada pelos grupos de apoio à adoção em pareceria com os juízos ou com o Ministério Público. Mas a busca ativa só pode ser feita em casos de adoção necessária, ou seja, crianças ou adolescentes que não tem pretendentes compatíveis no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), de um modo geral são os casos de adoção tardia, de irmãos e especial.

    O sistema Quero Uma Família visa promover justamente essa busca ativa, mas sem intermediários. Ele permite que o próprio habilitado tenha acesso às informações  das crianças aptas à adoção que não possuem pretendentes no CNA.

    Para acessar o sistema é necessário estar habilitado e enviar sua documentação, preencher seus dados e então você receberá uma senha, por e-mail.

    Para mais informações, acessem o site. Porque agora eu vou contar o que eu achei do programa.

    A página inicial tem os dados estatísticos dos perfis das crianças. E, gente, vocês sabem, eu ADORO gráficos e análises de dados. No caso, eu não vou postar os números aqui, porque o sistema é sigiloso.

    E em outra aba tem os perfis das crianças aptas à adoção, como já disse, são crianças que não encontraram pretendentes no CNA. Então, tem o nome, a idade, a condição de saúde, se tem irmãos e quantos e a foto <3.

    Eu adoro a ideia do sistema, acho muito útil mesmo, e espero que ele continue e ajude ainda muitas famílias! Mas não consigo não achar estranha uma lista de pessoas. E sim, é um choque de realidade. Ainda que eu saiba através de números qual a realidade das crianças e adolescentes disponíveis para adoção, ver os rostinhos é de cortar o coração. E acho que essa é também a intenção, colocar um rosto, um nome para aqueles perfis de busca ativa: “X, 10 anos, negro, sem irmãos procura família”. Pelo sistema eles tem nome e um rosto.

    Bem, então, se você encontrar uma criança compatível e quiser se abrir à novas possibilidades, você clica no botão “gostaria de obter mais informações” e então os administradores do sistema entrarão em contato com o juiz responsável e uma aproximação pode ser feita. Mas eles deixam claro que isso não é garantia de adoção, obviamente, né? Essa é só uma ferramenta para facilitar os encontros.

    Eu, por enquanto, estou só passeando pelos perfis das crianças e refletindo muito sobre tudo. Eu não acho que vou mudar meu perfil nesse momento, mas vivo sonhando, quem sabe, que se meu filho ou filha estiver por lá fica bem mais fácil de encontrar.

    Pra fechar esse post, vou deixar esses versos de Fernando Sabino, do livro “O Encontro Marcado”, que estão também no fim da cartilha do sistema (vou deixar tudo linkado no final):

    De tudo ficaram três coisas…

    A certeza de que estamos começando…

    A certeza de que é preciso continuar…

    A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar…

    Façamos da interrupção um caminho novo…

    Da queda, um passo de dança…

    Do medo, uma escada…

    Do sonho, uma ponte…

    Da procura, um encontro! 

    Site Sistema Quero Uma Família

    Cartilha Sistema Quero Uma Família

    Manual Do Usuário

    Espero que tenham gostado. Até breve!

    “Cada dia mais perto.”

    Sem categoria

    Bonança

    Depois da tempestade, vem a bonança. Depois do rio de lamúrias da semana passada, vem a gratidão. rs.

    Eu fiz esse blog para compartilhar experiências, ou seja, ajudar quem está passando ou vai passar pelo que passei e também o contrário, aprender com as experiência de outras pessoas. E tudo isso aconteceu. Mas foi além…

    Sou muito grata por poder levar um pouco de conforto e um pouquinho de conhecimento para vocês e ainda mais grata por receber tudo isso, em cada comentário. Mas até semana passada eu não tinha me dado conta de uma outra coisa. De que eu também tenho o privilégio de poder comemorar cada conquista com vocês, cada etapa concluída dessa longa jornada. E espero poder acompanhar o “final feliz” de cada uma (um) de vocês.

    E eu não imaginava que eu ficaria assim tão feliz, mas tem sido maravilhoso. Meu coração está cheio, pleno.

    Obrigada por me permitirem fazer parte da felicidade de vocês. Muito grata.

    E desculpem por mais uma semana sentimental, sem conteúdo. rsrs.

    Até mais!

    “Cada dia mais perto.”

     

     

    Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

    Só mais um desabafo

    Eu me esforço pra fazer desse blog mais do que um lugar de desabafos, mas às vezes é necessário e sinto que esse é melhor espaço da minha vida para fazer isso.

    Com certeza o assunto todo mundo já sabe e ninguém aguenta mais. Mas bateu uma bad danada. Sinto que estou chegando no limite do meu equilíbrio. Quando decidimos começar o processo há mais de dois anos atrás, devo confessar que achei que seria bem pior, que eu não ia aguentar segurar minha ansiedade, o mesmo aconteceu quando nos habilitamos, pensei que ia enlouquecer com a espera absoluta, sem ter mais processo para acompanhar, documento para anexar.  Mas não. Acabei me surpreendendo comigo mesma. rs. Controlei a ansiedade, com uns eventuais descontroles aqui e ali. Também consegui falar sobre outros assuntos com meu marido, embora, provavelmente, eu toque no assunto com bastante assiduidade. E com as outras pessoas da minha vida, mal falei sobre isso.

    Sei lá, talvez também o problema seja um pouco esse. Eu não posso falar com ninguém sobre isso, além do meu marido, e até com ele tenho que encontrar um limite (que nem sempre consigo). Eu preciso viver minha vida como se nada estivesse acontecendo, fingir casualidade quando alguém, educadamente, pergunta quando chega o bebê. Respondo brevemente que ainda estamos esperando, que já faz um ano, mas que demora mesmo por causa do perfil que escolhemos. E partimos pra outro assunto quando na verdade eu queria mesmo ficar horas falando sobre isso.

    E então, recorro aos fóruns e grupos de discussão na internet, porque lá sei que todo mundo gosta de falar sobre isso. Mas na verdade, metade das pessoas estão reclamando da burocracia ou da demora e a outra metade fazendo campanha de adoção necessária. Eu fico lá só me agarrando aos relatos esporádicos dos encontros por adoção, que são meu tipo de história preferida.

    Olha, nada contra os militantes da adoção necessária. Acho muito bonito e importante e necessário mesmo, o nome diz tudo. Mas cá entre nós é cansativo. E com isso espero não ofender ninguém, mas é cansativo. Eu sinto que estou sempre me justificando, me explicando e até me desculpando por ter escolhido o meu perfil. Até pra mim mesma. Eu não quero adotar pra ajudar ninguém, desculpe, eu só quero ter um filho e eu acho que um bebê se encaixa melhor na minha vida. Viu? Tô me justificando, de novo.

    Acho que a melhor imagem para descrever como tenho me sentido ultimamente é a imagem de um barquinho solitário, à deriva, no meio do oceano, sem nenhuma terra à vista. A verdade é que eu não consigo ver nada no meu horizonte. Eu sei que o barco está indo na direção certa, mas agora, nesse momento, não tem nada. Eu estou aqui perdida.

    Mais um, mais dois anos pela frente.

    Sinto que já fiz de tudo e não sobrou mais nada pra fazer pra passar o tempo. Isso não é verdade, mas também cansei de inventar passatempos. Meu novo objetivo é aprender a meditar, mas está sendo muito mais difícil do que imaginei. rs.

    Ai, acho que já chega de drama por hoje.

    Vejo vocês semana que vem.

    Abraços.

    “Cada dia mais perto.”

    Gestação do coração · Habilitação · Minha adoção · Processo · Sem categoria

    Sobre minha visita à Vara

    Olá!!

    Essa semana fomos a vara da infância para atualizar nossos telefones.  Como já disse, minha intenção era aproveitar para tirar algumas dúvidas. Bem, na verdade, não era bem dúvida, mas para saber nossa colocação aproximada na fila.

    Ao contrário do dia das entrevistas, o setor de serviço social e psicologia estava bem cheio. Conseguimos falar com um homem, que parecia estar fazendo algum tipo de triagem, o motivo da nossa visita. Ele deu um papel pra gente preencher. Achei que não ia conseguir nada além disso. Estava bem tumultuado o local. Mas na hora de entregar o papel, meu marido perguntou se a nossa Assistente Social estava e o homem foi chamá-la. 😀

    Ela sempre muito simpática, reconheceu a gente e pudemos conversar rapidinho.  Falamos o porquê de irmos até lá e então, ela pegou nossa ficha antiga e confirmou os dados. Depois perguntamos sobre as tais 13 adoções do ano passado. rs. Ela explicou que isso acontece porque a maioria dos juízes apenas suspende o poder familiar, dificilmente destituem antes de colocar a criança em uma família, e o sistema do CNA não aceita o cadastro quando o poder familiar está suspenso, apenas quando há destituição.

    Também perguntamos sobre a renovação da habilitação e ela disse que o ideal é dar entrada em torno de dois meses antes de expirar a validade. No nosso caso, fevereiro ou março do ano de 2018. E então, ela disse que já estão valendo os 3 anos de validade da habilitação, ou seja, quem se habilita hoje fica habilitado por 3 anos (eu só não sei se isso só vale para essa vara ou para todas).  Além disso, eles estão montando um projeto para que a cada ano os habilitados sejam chamados à vara para uma reunião em que serão passados dados e estatísticas para acalmar os corações. rs.

    Por último fizemos A pergunta que não quer calar, qual nossa colocação aproximada na fila, mas a resposta foi a de sempre. Elas sempre dizem que não tem como, que o sistema não ajuda e que simular é inviável porque são muitas as variáveis. Repetiu que para crianças pequenas, a probabilidade é que passe de dois anos. Ou seja, nenhuma informação nova.

    Enfim, a conversa foi rápida, mas fomos bem recebidos mais uma vez. Tirando a parte chata de nunca sabermos a colocação aproximada, não tenho o que reclamar da equipe. Dia 12 de abril completamos 1 ano da sentença, ou seja, um ano de fila, e foi bom ter esse contato. Na verdade é um sentimento um tanto quanto ambíguo, talvez controverso, de me sentir bem por me fazer presente, mas ao mesmo tempo bateu uma angústia, de leve. Devo passar pelo menos o próximo natal e o próximo aniversário e as próximas duas páscoas e o próximo carnaval e sabe lá Deus quantos mais, sem o bebê por aqui. Embora eu já soubesse disso, é meio chato ouvir a confirmação. Acho que estou decepcionada e frustrada por continuar à deriva. Pela primeira vez, quis chorar. Mas eu sei, né? Tudo vai acontecer no tempo certo.

    Abraços. Até mais.

    “Cada dia mais perto.”

     

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    Essa coisa de fazer o mundo acreditar

    Oi, gente… estou um pouco atrasada, né? Mas aqui estou! rs

    Eu tenho a tendência de ter tolerância zero aos comentários preconceituosos quando o assunto é adoção.  Não quero que faça parte da minha vida, da vida de meu filho(a) pessoas com esse tipo de discurso. Mas eu não brigo, eu só avalio que talvez seja melhor deixar essa pessoa fora do meu círculo de convivência.

    E é bem fácil saber o que alguém pensa sobre adoção. É só você falar que quer ou vai adotar e a pessoa imediatamente emite uma opinião. Dá pra ler bem direitinho a reação de cada um, seja através das palavras ou simples linguagem corporal. Acho que dá pra contar nos dedos as reações mais neutras, do tipo, ah, legal, e pronto. Sempre tem uma história pra contar, uma opinião, um conselho, um aviso pra dar (como se a gente tivesse precisando).

    Claro que todos nós temos preconceitos, coisas do senso comum que a gente nunca problematizou, só reproduzimos discursos sem parar pra pensar de verdade. Por isso que dependendo do quão importante alguém é pra mim, levo esse tempo de espera tentando mostrar meu ponto de vista, o que a adoção significa pra mim, para que aos poucos, os preconceitos sejam quebrados.

    Mas hoje me dei conta de uma coisa, não adianta excluir da minha vida pessoas que fazem comentários desnecessários, porque não posso proteger meu filho ou filha do mundo, não cem por cento. E o fato é que o senso comum é que os laços biológicos são mais valiosos, que famílias adotivas são inferiores, estigmatizadas. O trabalho que temos que fazer, como pais, é para que nosso filho(a) não duvide nem por um segundo, por mais vezes que se escute o contrário, do nosso amor e da legitimidade da nossa família.

    “Mas talvez você não entenda essa coisa de fazer o mundo acreditar / que meu amor não será passageiro/  te amarei de janeiro a janeiro até o mundo acabar.” (Roberta Campos)

    Abraços e até mais!

    “Cada dia mais perto.”

    Minha adoção · Processo · Sem categoria

    Liguei para a cegonha

    Nós precisávamos atualizar um número de telefone no nosso cadastro. E , então, pela primeira vez em quase um ano de fila, liguei para a vara.

    Provavelmente, sou a pessoa mais boba do mundo, mas o fato é que fiquei nervosa pra fazer esse contato. Fiz planos de perguntar várias coisas para aproveitar a ligação. Não perguntei.

    Logo de cara, a funcionária que atendeu disse que para atualizar os dados, precisamos ir até lá, no setor de psicologia e serviço social. Dentre as peguntas que planejei fazer, rs, estava A pergunta que assola minha cabeça e minha paz todos os dias da minha vida pelos últimos 11 meses e 1 semana : QUAL NOSSA POSIÇÃO NA FILA? O problema é que a equipe dessa vara por inúmeras vezes foi bem enfática ao afirmar que não tem como saber, que nem adianta perguntar. Por outro lado, nos grupo de apoio eles falam que nós, habilitados, temos o direito de saber.

    O plano agora é perguntar pessoalmente quando formos lá atualizar o telefone, porque meu marido é bem mais corajoso que eu. Ainda bem.

    A única pergunta que fiz, caso alguém também tenha essa dúvida, foi em relação à mudança. Se a gente mudar para um lugar que seja de outra Vara, se precisaríamos começar a habilitação do zero. E a resposta é não. Eles só transferem. 🙂

    Agora estou ansiosa para ir à Vara. E acho que vai me fazer bem.

    Claro que volto para contar sobre a visita!

    Abraços e até a próxima.

    “Cada dia mais perto”