Gestação do coração · Nossa história · Sem categoria

Babymoon

Oi, gente! Como estão?

Através de blogs gringos, eu conheci essa prática chamada babymoon que é parecida com a lua de mel – ou honeymoon pros gringos – só que acontece antes do casal ter filhos. É uma última viagem a dois, sabe? Para curtir bastante os últimos momentos da vida sem filhos. Geralmente essas viagens acontecem quando a mulher já está grávida.

E como sou uma grávida honorária me sinto no direito de ter babymoon… O diferencial é que nós já tivemos duas até agora. Uma ano passado, e uma neste ano. (E sabe lá Deus quantas mais virão! rs). E nada de bebê por aqui, né? kkkkk

Como o dinheiro tá curto (bem curto) não saímos nem do Estado do Rio, rs, mas é o que temos para hoje.

Pois bem, a diferença dessas viagens para outras viagens é que, apesar da intenção ser aproveitar a “vida a dois”, não se passa um minuto sequer sem que a gente não pense: “Legal isso, né? Nosso filho vai adorar isso aqui!” ou “Gostaria que nossa filha já estivesse aqui para ver isso.”

Não que a gente não se curta, a gente se curte. Mas a gente já se curte há 11 anos, já fizemos várias viagens a dois. Estamos mais do que prontos para curtir a vida a três!

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Penedo 2017
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Cabo Frio 2016

Até mais!

Cada dia mais perto.

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Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Oração para você

Filhx,

eu não sou religiosa, mas acredito em alguma coisa. Acredito por exemplo na força do destino. Na verdade, eu consigo sentir a força agindo e ela está me levando até você. Por isso eu preciso que você aguente firme. A mamãe está chegando.

Eu queria já te ter aqui nos meus braços, mas não é assim que a vida funciona. Se você já estiver aqui nesse mundo, saiba que eu estou orando por você, assim meio sem jeito, do meu jeito, mas meu pensamento está com você. SEMPRE.

E essa escolha que fiz é assim. Alguma coisa vai acontecer na sua vida para que você chegue até mim. E às vezes até me sinto culpada, porque eu escolhi te conhecer assim, mas você, não. Você é completamente inocente e não escolheu chegar em nossas vidas desse jeito. Sinto muito.

Mas, não importa o que aconteça, estamos aqui pensando em você, esperando você, amando você.

Aguenta firme, estamos cada dia mais perto um do outro, eu posso sentir. E a gente vai fazer valer cada segundo longe.

Que Papai do Céu – ou outro alguém – te guarde e te proteja enquanto eu não posso.

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Quando os corações se abrem

Oi, pessoal!

Eu já devo ter comentado por aqui que algumas pessoas da minha família não ficaram muito radiantes com a notícia de que vamos adotar. Eu e meu marido – na época namorado – decidimos isso há muitos anos, mas no começo acho que muita gente não acreditou que iríamos levar a diante. Com a concretização, algumas pessoas se decepcionaram.

Minhas tias disseram que se elas pudessem escolher por mim, não escolheriam a adoção. O que doeu um pouquinho, considerando que elas são minhas mães “do coração”, pensei que elas entenderiam com mais facilidade.

Minha sogra nunca falou nada contra a adoção, mas sempre teve esperança de que a gente ia mudar de ideia ou de que eu vou “acabar engravidando” depois que adotar. rs.

Meu pai, então, não gostou nem um pouquinho da ideia. O que é irônico, porque ele só é meu pai biologicamente falando, porque depois que minha mãe morreu, quando eu tinha 1 ano, ele deixou essa função de lado. Claramente nossas concepções do que é ser pai/mãe são bem diferentes. Mas isso é assunto para Freud. rsrs.

Resumindo, não teve muita champanhe nem confete com a notícia de que íamos nos habilitar ou a de que entramos na fila. Exceto minhas irmãs. E nós mesmos, claro.

Mas as coisas estão mudando – exceto pelo meu pai, mas ele não conta rs. Eu estou sentindo que as pessoas estão ficando cada dia mais ansiosas. Estão sempre perguntando sobre como anda o processo, imaginando como vai ser quando a criança chegar, querendo comprar mimos e demonstram mais interesse quando falo sobre isso.

Estou muito feliz com essa nova fase. Não estamos mais sozinhos nessa espera. Dá pra ver que o amor já está nascendo no coração delas também.

Se alguém aí tiver contando as vantagens desse tempo todo de espera, anota mais esse: dá tempo dos corações se abrirem.

E a família de vocês, o que pensam sobre isso?

Abraços. Até mais!

Cada dia mais perto.

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Confissões de uma grávida do coração – episódio 4

Então, gente… Eu ando tão ansiosa, mas tão ansiosa, que sonho com meus filhos toda hora. Alguns sonhos nem lembro direito depois que acordo, outros parecem tão reais que consigo até sentir e me dá uma raiva danada quando acordo e percebo que nada daquilo era real. Já tive até pesadelo.

A primeira vez que sonhei até escrevi post poético/melodramático aqui. E foi daqueles super reais, gostosos de sonhar e difíceis de acordar. 😦

Por duas vezes, sonhei que era mãe de uma menina que se chamava Isabela. Fiquei achando que era uma premonição rs, mas aí me dei conta que deve ser só meu subconsciente agindo, porque tenho uma gata que se chama Bela.

O pesadelo foi muito bizarro. Acho que refletiu um medo que tenho mesmo, de não dar conta da maternidade, mas de uma maneira bizarra. No sonho eu esquecia que tinha tido uma filha e não conseguia lembrar a última vez que tinha dado comida para a pobre menina. Meu marido também não lembrava. Aí eu corria para preparar a mamadeira, enquanto minha prima – que apareceu do nada – olhava a bebê. Mas aí minha prima tirava a menina do bebê conforto e colocava na cama e quando eu cheguei no quarto alguém tinha rolado em cima dela. Um horror! Tive que contar esse pesadelo na terapia de tão chocada que eu fiquei. rsrs.

Agora o último sonho que tive foi nessa semana que passou. Uma delícia. Sonhei que tinha gêmeos (não sei porque, me habilitei para apenas uma criança). Foi rápido. O menino vinha correndo pelo corredor para me abraçar e em seguida a menina. Juro que deu pra sentir o abraço e fiquei até com saudade quando acordei. rsrs.

Tirando o pesadelo, rs, toda vez que tenho esses sonhos mais “reais” fico achando que é um tipo de sinal ou de premonição. rs. E olha que eu sou uma pessoa bastante cética, não acredito em quase nada, mas vai que… né? rsrs

E vocês, sonham com seus filhos?

Até mais!!!

Confissões de uma grávida do coração – episódio 1

Confissões de uma grávida do coração – episódio 2

Confissões de uma grávida do coração – episódio 3

Cada dia mais perto.

Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Só mais um desabafo

Eu me esforço pra fazer desse blog mais do que um lugar de desabafos, mas às vezes é necessário e sinto que esse é melhor espaço da minha vida para fazer isso.

Com certeza o assunto todo mundo já sabe e ninguém aguenta mais. Mas bateu uma bad danada. Sinto que estou chegando no limite do meu equilíbrio. Quando decidimos começar o processo há mais de dois anos atrás, devo confessar que achei que seria bem pior, que eu não ia aguentar segurar minha ansiedade, o mesmo aconteceu quando nos habilitamos, pensei que ia enlouquecer com a espera absoluta, sem ter mais processo para acompanhar, documento para anexar.  Mas não. Acabei me surpreendendo comigo mesma. rs. Controlei a ansiedade, com uns eventuais descontroles aqui e ali. Também consegui falar sobre outros assuntos com meu marido, embora, provavelmente, eu toque no assunto com bastante assiduidade. E com as outras pessoas da minha vida, mal falei sobre isso.

Sei lá, talvez também o problema seja um pouco esse. Eu não posso falar com ninguém sobre isso, além do meu marido, e até com ele tenho que encontrar um limite (que nem sempre consigo). Eu preciso viver minha vida como se nada estivesse acontecendo, fingir casualidade quando alguém, educadamente, pergunta quando chega o bebê. Respondo brevemente que ainda estamos esperando, que já faz um ano, mas que demora mesmo por causa do perfil que escolhemos. E partimos pra outro assunto quando na verdade eu queria mesmo ficar horas falando sobre isso.

E então, recorro aos fóruns e grupos de discussão na internet, porque lá sei que todo mundo gosta de falar sobre isso. Mas na verdade, metade das pessoas estão reclamando da burocracia ou da demora e a outra metade fazendo campanha de adoção necessária. Eu fico lá só me agarrando aos relatos esporádicos dos encontros por adoção, que são meu tipo de história preferida.

Olha, nada contra os militantes da adoção necessária. Acho muito bonito e importante e necessário mesmo, o nome diz tudo. Mas cá entre nós é cansativo. E com isso espero não ofender ninguém, mas é cansativo. Eu sinto que estou sempre me justificando, me explicando e até me desculpando por ter escolhido o meu perfil. Até pra mim mesma. Eu não quero adotar pra ajudar ninguém, desculpe, eu só quero ter um filho e eu acho que um bebê se encaixa melhor na minha vida. Viu? Tô me justificando, de novo.

Acho que a melhor imagem para descrever como tenho me sentido ultimamente é a imagem de um barquinho solitário, à deriva, no meio do oceano, sem nenhuma terra à vista. A verdade é que eu não consigo ver nada no meu horizonte. Eu sei que o barco está indo na direção certa, mas agora, nesse momento, não tem nada. Eu estou aqui perdida.

Mais um, mais dois anos pela frente.

Sinto que já fiz de tudo e não sobrou mais nada pra fazer pra passar o tempo. Isso não é verdade, mas também cansei de inventar passatempos. Meu novo objetivo é aprender a meditar, mas está sendo muito mais difícil do que imaginei. rs.

Ai, acho que já chega de drama por hoje.

Vejo vocês semana que vem.

Abraços.

“Cada dia mais perto.”

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Essa coisa de fazer o mundo acreditar

Oi, gente… estou um pouco atrasada, né? Mas aqui estou! rs

Eu tenho a tendência de ter tolerância zero aos comentários preconceituosos quando o assunto é adoção.  Não quero que faça parte da minha vida, da vida de meu filho(a) pessoas com esse tipo de discurso. Mas eu não brigo, eu só avalio que talvez seja melhor deixar essa pessoa fora do meu círculo de convivência.

E é bem fácil saber o que alguém pensa sobre adoção. É só você falar que quer ou vai adotar e a pessoa imediatamente emite uma opinião. Dá pra ler bem direitinho a reação de cada um, seja através das palavras ou simples linguagem corporal. Acho que dá pra contar nos dedos as reações mais neutras, do tipo, ah, legal, e pronto. Sempre tem uma história pra contar, uma opinião, um conselho, um aviso pra dar (como se a gente tivesse precisando).

Claro que todos nós temos preconceitos, coisas do senso comum que a gente nunca problematizou, só reproduzimos discursos sem parar pra pensar de verdade. Por isso que dependendo do quão importante alguém é pra mim, levo esse tempo de espera tentando mostrar meu ponto de vista, o que a adoção significa pra mim, para que aos poucos, os preconceitos sejam quebrados.

Mas hoje me dei conta de uma coisa, não adianta excluir da minha vida pessoas que fazem comentários desnecessários, porque não posso proteger meu filho ou filha do mundo, não cem por cento. E o fato é que o senso comum é que os laços biológicos são mais valiosos, que famílias adotivas são inferiores, estigmatizadas. O trabalho que temos que fazer, como pais, é para que nosso filho(a) não duvide nem por um segundo, por mais vezes que se escute o contrário, do nosso amor e da legitimidade da nossa família.

“Mas talvez você não entenda essa coisa de fazer o mundo acreditar / que meu amor não será passageiro/  te amarei de janeiro a janeiro até o mundo acabar.” (Roberta Campos)

Abraços e até mais!

“Cada dia mais perto.”

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Treze e o plano B

No último post falei sobre os dados divulgados pelo CNJ do número de adoções realizadas ano passado através do CNA. E aqui no Rio de Janeiro foram 13 adoções. Uma amiga do blog, a Julia,  me atentou para a possibilidade de simplesmente estar errado, de não retratar a realidade. E é melhor acreditar nisso mesmo. rs.

Mas isso tudo levantou uma questão para mim que nunca sequer havia passado pela minha cabeça: quanto tempo estamos dispostos a esperar?

Agora me parece uma pergunta óbvia, mas nunca considerei a possibilidade de demorar uma quantidade absurda de anos. Eu confio no sistema. Sei que pra mim é fácil falar, sim, porque não tive problema nenhum até aqui, nada a reclamar da minha experiência. (Mas sei que a realidade por aí é diferente). Mas confiar no sistema significa também conhecê-lo, saber que com o meu perfil um ano é pouco, dois anos talvez também seja. Mas quanto tempo é muito? Quanto tempo é demais? Quanto tempo é demais para mim?

Levo muito a sério o que a psicóloga e assistente social me disseram: vai passar de dois anos e é muito provável que seja preciso renovar a habilitação. Porque acho que elas disseram isso com o intuito de serem realistas, mas não fiquei triste nem frustrada, porque eu já sabia, pra mim dois anos não é muito tempo. E aí coloquei na cabeça que vai passar de 2, mas vai ser antes de completar 4 anos. Sei que não é ciência exata, mas sempre acreditei nisso.

Mas pela primeira vez veio o receio: e se não vier em 4 anos, nem 5, nem 6… Até quando estou disposta a esperar? Também pela primeira vez pensei na possibilidade de um plano B. Se a adoção não der certo, o que fazer? Mudo o perfil? Tento engravidar? O que quero mesmo é ser mãe e não importa de que maneira isso aconteça.

Mas como vou saber que a adoção não deu certo? Alguma vez será que isso já aconteceu com alguém? Sei lá… É mais provável que eu esteja me preocupando à toa, né? Minha hora vai chegar… vai sim !

Vocês já pensaram sobre isso? Quanto tempo estão dispostas(os) a esperar? Acho isso bem subjetivo, para mim um ano é pouco, mas para outras pessoas, um ano é tempo demais.

Beijos e até mais!

“Cada dia mais perto.”

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Quantas adoções foram realizadas em 2016?

Em 16/02/2017, o CNJ divulgou em seu site o número de adoções realizadas no Brasil em 2016. Foram 1226 adoções feitas pelo CNA.

Paraná (347), São Paulo (220), Rio Grande do Sul (191), Pernambuco (103) e Minas Gerais (57) foram os Estados com os maiores números de adoção. Aqui no Rio de Janeiro – chorem – foram 13 adoções. Isso mesmo. 13 em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Eu sei, eu sei. Que o meu filho/a vai chegar na hora certa e tudo o mais. Mas, gente, 13?

Quando eu me habilitei só na minha COMARCA (na cidade do Rio tem 4, sem contar as outras cidades que são muitas) havia 532 pretendentes cadastrados. Hoje, no Estado do Rio tem 3497 pretendentes e 517 crianças. E TREZE adoções.

Se me dissessem que o motivo de ter tido 13 adoções foi porque haviam 13 crianças abrigadas, OK. Mas pelo Brasil todo são mais de 45 mil crianças acolhidas, dessas 7158 estão disponíveis para adoção.

Já sei o que vão me dizer: isso acontece porque os pretendentes querem um perfil de criança que não condiz com a realidade. Eu SEI! Se eu ganhasse um real cada vez que ouvisse isso, eu tava rica! rs Mas TREZE?

Como é que faz para não surtar e focar no copo meio cheio?

O jeito é a gente se mudar pro Paraná! rs

Segue a lista do número de adoções por Estado:

  • AC 4
  • AM 9
  • AP 2
  • BA 24
  • CE 52
  • DF 50
  • GO 15
  • MA 10
  • MG 57
  • MS 29
  • MT 18
  • PA 12
  • PB 25
  • PE 103
  • PI 3
  • PR 347
  • RJ 13
  • RN 9
  • RO 8
  • RS 191
  • SC 19
  • SE 20
  • SP 220
  • TO 3

Fonte: Site do CNJ

Até a próxima. Bom Carnaval para vocês (espero não ter desanimado todo mundo)rs

“Cada dia mais perto”(eu acho. rs)

 

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Por que desisti do Apadrinhamento Afetivo?

Oi, gente!

Há algum tempo atrás, antes de eu entrar com o processo de habilitação, eu vim aqui falar que eu estava estudando a possibilidade de fazer o apadrinhamento afetivo, isso foi em agosto do ano passado. Aí eu me dei conta que eu nunca mais falei sobre isso, depois do post sobre a diferença entre apadrinhamento afetivo e família acolhedora.

Por isso, hoje eu vim falar sobre por que eu desisti de apadrinhar uma criança.

Na época, eu tinha pensando no apadrinhamento, porque eu e meu marido havíamos decidido adiar o projeto da adoção, por tempo indeterminado. E essa decisão foi muito difícil pra mim. A gente já havia ido às reuniões obrigatórias no GAA e foi um balde de água fria. Mas a vontade de me tornar mãe ficou e aí… o que fazer com isso? Pensei no apadrinhamento! O nome já diz, o apadrinhamento é AFETIVO. Afeto é o que não falta aqui. rs.

Só que foi um impulso. Pensei nisso. Gostei da ideia. Escrevi o post. Mas não estudei o assunto antes. E conforme fui pensando mais e amadurecendo a ideia, deixou de fazer sentido pra mim.

Em primeiro lugar, apadrinhar não é sinônimo de adotar. O que significa na prática que eu poderia estabelecer uma relação afetiva com a criança e depois ela ser adotada por outra pessoa e eu ter de lidar com isso ou, pior ainda, depois de estabelecida a relação de afeto com esta criança eu poderia adotar o bebê que tanto quero e a criança ter de lidar com isso. Não me pareceu certo.

Pesquisando, descobri que as crianças encaminhadas para este projeto (ao menos aqui na minha comarca) são aquelas das adoções necessárias, isto é, crianças que não possuem perfis preferidos pelos pretendentes. Então eu necessariamente apadrinharia uma criança fora do meu perfil e aí das duas uma: ou eu acabaria ampliando meu perfil para poder adotar meu afilhado ou eu adotaria meu bebê e faria não-sei-o-quê com minha relação com meu afilhadinho.

E é isso. Eu demorei muito tempo para decidir pelo meu perfil, e eu tenho certeza que das duas possibilidades acima, eu optaria por ampliar meu perfil. Isso não seria uma coisa ruim necessariamente, mas talvez fosse pelo motivo errado. Uma decisão baseada completamente na emoção, enquanto eu demorei tanto para escolher meu perfil, equilibrando a emoção e a razão.

Enfim, nós acabamos, poucos meses depois, retornando com o projeto da adoção e entramos com o processo de habilitação, como vocês já sabem.

Eu ainda tenho vontade de fazer o apadrinhamento afetivo em outro momento da minha vida, só que já pensando na possibilidade de fazer a adoção do afilhado ou talvez eu só amplie meu perfil mesmo, mas de maneira calma e tranquila, sem decisões impulsivas.

Vocês conhecem o projeto ou já pensaram em apadrinhar?

Abraços e até mais!

“Cada dia mais perto”

 

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(by ele) Sobre esperar, por tempo indeterminado

Atendendo ao pedido de minha esposa (essazinha aí do blog Sobre Adoção), vim escrever um pouco sobre a espera, sob o meu ponto de vista.

A espera de alguém que não sabemos quando chegará é algo perturbador, ainda mais se tratando da maior responsabilidade que alguém pode ter na vida: outra vida. Já imaginou? Estou eu de bobeira trabalhando, como em qualquer dia, e meu telefone toca, e é uma assistente social me dizendo que meu filho (ou minha filha) está lá, para eu buscar, AGORA!

Ou pior, estou em alguma situação que não posso ser contatado e minha esposa recebe a ligação e vai buscar a criança sem mim… Chego em casa e encontro ambos lá, se curtindo e felizes. Como me sentiria? Será que eu sobreviveria ao impacto?

Exageros à parte, tenho a total certeza de que será o primeiro melhor momento da minha vida, onde todo o restante se tornará ínfimo perante ele: a espera, a preocupação de lidar com os gastos (ainda mais nessa crise…), a preocupação maior de não saber se darei conta de ser pai…

No fim, só posso concluir que vai ser maravilhoso, não tenho dúvidas. Mas todo o momento anterior será (já está sendo), no mínimo, complicado. Saber que passaremos de uma situação de futuros pais que não sabem quando seu bebê vai chegar, a um casal com um filho, DE UM DIA PARA O OUTRO, é o que mais me assusta. Mas, como disse anteriormente, a partir do momento que a criança chegar, todo o resto passará a ser ínfimo.

O problema é viver o “até lá”.

E vamos vivendo, até lá…

“Cada dia mais perto”