Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Então é Dia das Mães…

E ao contrário do que vocês devem estar pensando, não vou reclamar. Não vou lamentar mais um dia das mães sem o/a baby por aqui.

Porque a verdade é que eu já me sinto mãe. Tudo o que tenho feito ultimamente é pensar em meu filho/ minha filha. Passo meu tempo sonhando em como será o encontro e quando será; penso em que tipo de mãe quero ser e que tipo é mais provável que eu seja; imagino cada detalhezinho, como serão seus olhos,  seus cabelos, sua voz e sua personalidade; qualquer lugar que eu esteja ou viagem que faça me faz querer viver tudo com meu filho ao meu lado; me preocupo também: será que já nasceu, será que está sofrendo, está com fome, com medo, se tem colinho?

O colo ainda não posso dar, as lágrimas ainda não posso enxugar, mas o amor já está aqui. E a cada dia cresce mais, tanto que nem sei se ele ainda vai caber no peito se eu tiver de esperar mais um ou dois anos.

Enfim, desejo um feliz dia das mães (!) para quem já carrega seus filhos nos braços, no ventre e para quem, como eu, só os carrega no coração.

Até próxima.

“Cada dia mais perto”

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“Quando eu for mãe…”

Olá, pessoal!

No post de hoje vou responder a tag “Quando eu for mãe” que nasceu do bate-papo com minhas BFF´s virtuais, a Andie, do blog Futura Mamãe Ursa e a Mi, do blog Meu Plano A.

Acho que o nome da tag é auto-explicativo, mas, bem, o objetivo é listar coisas que consideramos mais importantes na criação dos nossos filhos, o que queremos e o que não queremos fazer. Nossa maternagem idealizada. E daqui a alguns anos – esperamos que não muitos anos – a gente vai saber se pagamos a língua.

Quando eu for mãe,

  • vou cantar pra ninar o sono toda noite;
  • vou limitar o uso de TV/tablet/computador para até uma hora diária na infância;
  • vou permitir o uso de telefone celular só a partir dos 12 anos;
  • não vou cobrar notas altas, desde que se dedique aos estudos;
  • vou ajudar com a lição de casa, pacientemente;
  • vou oferecer comidinha sem sal pelo menos até os 2 anos de idade;
  • alimentos industrializados banidos pelo menos até os 3 anos de idade;
  • vou ter todas as refeições à mesa, em família, sem eletrônicos;
  • nada de cama compartilhada por aqui (tá, só de vez em quando 😀 );
  • passeios ao ar livre toda semana;
  • fazer programas culturais como museus e teatros, pelo menos uma vez ao mês;
  • arrumar sempre uma horinha por dia, pelo menos, para brincadeiras;
  • não vou bater;
  • não vou gritar (essa parece difícil, mas eu não tenho hábito de gritar com ninguém, então acho que consigo! rs);
  • vai ter festinha de aniversário com tema todo ano até quando começar a ser “mico”;
  • não vou comprar muitos brinquedos;
  • não vou mimar demais, só amar demais, mesmo. rs.

 

Agora é só torcer para nossos filhos chegarem logo que é pra colocar tudo isso em prática. Será?

Passem no blog das meninas para saber o que elas pretendem fazer quando tornarem-se mães e digam aí como é ou era – antes dos filhos chegarem – a maternidade/paternidade idealizada de vocês.

Abraços e até mais.

“Cada dia mais perto.”

 

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Só mais um desabafo

Eu me esforço pra fazer desse blog mais do que um lugar de desabafos, mas às vezes é necessário e sinto que esse é melhor espaço da minha vida para fazer isso.

Com certeza o assunto todo mundo já sabe e ninguém aguenta mais. Mas bateu uma bad danada. Sinto que estou chegando no limite do meu equilíbrio. Quando decidimos começar o processo há mais de dois anos atrás, devo confessar que achei que seria bem pior, que eu não ia aguentar segurar minha ansiedade, o mesmo aconteceu quando nos habilitamos, pensei que ia enlouquecer com a espera absoluta, sem ter mais processo para acompanhar, documento para anexar.  Mas não. Acabei me surpreendendo comigo mesma. rs. Controlei a ansiedade, com uns eventuais descontroles aqui e ali. Também consegui falar sobre outros assuntos com meu marido, embora, provavelmente, eu toque no assunto com bastante assiduidade. E com as outras pessoas da minha vida, mal falei sobre isso.

Sei lá, talvez também o problema seja um pouco esse. Eu não posso falar com ninguém sobre isso, além do meu marido, e até com ele tenho que encontrar um limite (que nem sempre consigo). Eu preciso viver minha vida como se nada estivesse acontecendo, fingir casualidade quando alguém, educadamente, pergunta quando chega o bebê. Respondo brevemente que ainda estamos esperando, que já faz um ano, mas que demora mesmo por causa do perfil que escolhemos. E partimos pra outro assunto quando na verdade eu queria mesmo ficar horas falando sobre isso.

E então, recorro aos fóruns e grupos de discussão na internet, porque lá sei que todo mundo gosta de falar sobre isso. Mas na verdade, metade das pessoas estão reclamando da burocracia ou da demora e a outra metade fazendo campanha de adoção necessária. Eu fico lá só me agarrando aos relatos esporádicos dos encontros por adoção, que são meu tipo de história preferida.

Olha, nada contra os militantes da adoção necessária. Acho muito bonito e importante e necessário mesmo, o nome diz tudo. Mas cá entre nós é cansativo. E com isso espero não ofender ninguém, mas é cansativo. Eu sinto que estou sempre me justificando, me explicando e até me desculpando por ter escolhido o meu perfil. Até pra mim mesma. Eu não quero adotar pra ajudar ninguém, desculpe, eu só quero ter um filho e eu acho que um bebê se encaixa melhor na minha vida. Viu? Tô me justificando, de novo.

Acho que a melhor imagem para descrever como tenho me sentido ultimamente é a imagem de um barquinho solitário, à deriva, no meio do oceano, sem nenhuma terra à vista. A verdade é que eu não consigo ver nada no meu horizonte. Eu sei que o barco está indo na direção certa, mas agora, nesse momento, não tem nada. Eu estou aqui perdida.

Mais um, mais dois anos pela frente.

Sinto que já fiz de tudo e não sobrou mais nada pra fazer pra passar o tempo. Isso não é verdade, mas também cansei de inventar passatempos. Meu novo objetivo é aprender a meditar, mas está sendo muito mais difícil do que imaginei. rs.

Ai, acho que já chega de drama por hoje.

Vejo vocês semana que vem.

Abraços.

“Cada dia mais perto.”

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Sobre minha visita à Vara

Olá!!

Essa semana fomos a vara da infância para atualizar nossos telefones.  Como já disse, minha intenção era aproveitar para tirar algumas dúvidas. Bem, na verdade, não era bem dúvida, mas para saber nossa colocação aproximada na fila.

Ao contrário do dia das entrevistas, o setor de serviço social e psicologia estava bem cheio. Conseguimos falar com um homem, que parecia estar fazendo algum tipo de triagem, o motivo da nossa visita. Ele deu um papel pra gente preencher. Achei que não ia conseguir nada além disso. Estava bem tumultuado o local. Mas na hora de entregar o papel, meu marido perguntou se a nossa Assistente Social estava e o homem foi chamá-la. 😀

Ela sempre muito simpática, reconheceu a gente e pudemos conversar rapidinho.  Falamos o porquê de irmos até lá e então, ela pegou nossa ficha antiga e confirmou os dados. Depois perguntamos sobre as tais 13 adoções do ano passado. rs. Ela explicou que isso acontece porque a maioria dos juízes apenas suspende o poder familiar, dificilmente destituem antes de colocar a criança em uma família, e o sistema do CNA não aceita o cadastro quando o poder familiar está suspenso, apenas quando há destituição.

Também perguntamos sobre a renovação da habilitação e ela disse que o ideal é dar entrada em torno de dois meses antes de expirar a validade. No nosso caso, fevereiro ou março do ano de 2018. E então, ela disse que já estão valendo os 3 anos de validade da habilitação, ou seja, quem se habilita hoje fica habilitado por 3 anos (eu só não sei se isso só vale para essa vara ou para todas).  Além disso, eles estão montando um projeto para que a cada ano os habilitados sejam chamados à vara para uma reunião em que serão passados dados e estatísticas para acalmar os corações. rs.

Por último fizemos A pergunta que não quer calar, qual nossa colocação aproximada na fila, mas a resposta foi a de sempre. Elas sempre dizem que não tem como, que o sistema não ajuda e que simular é inviável porque são muitas as variáveis. Repetiu que para crianças pequenas, a probabilidade é que passe de dois anos. Ou seja, nenhuma informação nova.

Enfim, a conversa foi rápida, mas fomos bem recebidos mais uma vez. Tirando a parte chata de nunca sabermos a colocação aproximada, não tenho o que reclamar da equipe. Dia 12 de abril completamos 1 ano da sentença, ou seja, um ano de fila, e foi bom ter esse contato. Na verdade é um sentimento um tanto quanto ambíguo, talvez controverso, de me sentir bem por me fazer presente, mas ao mesmo tempo bateu uma angústia, de leve. Devo passar pelo menos o próximo natal e o próximo aniversário e as próximas duas páscoas e o próximo carnaval e sabe lá Deus quantos mais, sem o bebê por aqui. Embora eu já soubesse disso, é meio chato ouvir a confirmação. Acho que estou decepcionada e frustrada por continuar à deriva. Pela primeira vez, quis chorar. Mas eu sei, né? Tudo vai acontecer no tempo certo.

Abraços. Até mais.

“Cada dia mais perto.”

 

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Essa coisa de fazer o mundo acreditar

Oi, gente… estou um pouco atrasada, né? Mas aqui estou! rs

Eu tenho a tendência de ter tolerância zero aos comentários preconceituosos quando o assunto é adoção.  Não quero que faça parte da minha vida, da vida de meu filho(a) pessoas com esse tipo de discurso. Mas eu não brigo, eu só avalio que talvez seja melhor deixar essa pessoa fora do meu círculo de convivência.

E é bem fácil saber o que alguém pensa sobre adoção. É só você falar que quer ou vai adotar e a pessoa imediatamente emite uma opinião. Dá pra ler bem direitinho a reação de cada um, seja através das palavras ou simples linguagem corporal. Acho que dá pra contar nos dedos as reações mais neutras, do tipo, ah, legal, e pronto. Sempre tem uma história pra contar, uma opinião, um conselho, um aviso pra dar (como se a gente tivesse precisando).

Claro que todos nós temos preconceitos, coisas do senso comum que a gente nunca problematizou, só reproduzimos discursos sem parar pra pensar de verdade. Por isso que dependendo do quão importante alguém é pra mim, levo esse tempo de espera tentando mostrar meu ponto de vista, o que a adoção significa pra mim, para que aos poucos, os preconceitos sejam quebrados.

Mas hoje me dei conta de uma coisa, não adianta excluir da minha vida pessoas que fazem comentários desnecessários, porque não posso proteger meu filho ou filha do mundo, não cem por cento. E o fato é que o senso comum é que os laços biológicos são mais valiosos, que famílias adotivas são inferiores, estigmatizadas. O trabalho que temos que fazer, como pais, é para que nosso filho(a) não duvide nem por um segundo, por mais vezes que se escute o contrário, do nosso amor e da legitimidade da nossa família.

“Mas talvez você não entenda essa coisa de fazer o mundo acreditar / que meu amor não será passageiro/  te amarei de janeiro a janeiro até o mundo acabar.” (Roberta Campos)

Abraços e até mais!

“Cada dia mais perto.”

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Liguei para a cegonha

Nós precisávamos atualizar um número de telefone no nosso cadastro. E , então, pela primeira vez em quase um ano de fila, liguei para a vara.

Provavelmente, sou a pessoa mais boba do mundo, mas o fato é que fiquei nervosa pra fazer esse contato. Fiz planos de perguntar várias coisas para aproveitar a ligação. Não perguntei.

Logo de cara, a funcionária que atendeu disse que para atualizar os dados, precisamos ir até lá, no setor de psicologia e serviço social. Dentre as peguntas que planejei fazer, rs, estava A pergunta que assola minha cabeça e minha paz todos os dias da minha vida pelos últimos 11 meses e 1 semana : QUAL NOSSA POSIÇÃO NA FILA? O problema é que a equipe dessa vara por inúmeras vezes foi bem enfática ao afirmar que não tem como saber, que nem adianta perguntar. Por outro lado, nos grupo de apoio eles falam que nós, habilitados, temos o direito de saber.

O plano agora é perguntar pessoalmente quando formos lá atualizar o telefone, porque meu marido é bem mais corajoso que eu. Ainda bem.

A única pergunta que fiz, caso alguém também tenha essa dúvida, foi em relação à mudança. Se a gente mudar para um lugar que seja de outra Vara, se precisaríamos começar a habilitação do zero. E a resposta é não. Eles só transferem. 🙂

Agora estou ansiosa para ir à Vara. E acho que vai me fazer bem.

Claro que volto para contar sobre a visita!

Abraços e até a próxima.

“Cada dia mais perto”

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Treze e o plano B

No último post falei sobre os dados divulgados pelo CNJ do número de adoções realizadas ano passado através do CNA. E aqui no Rio de Janeiro foram 13 adoções. Uma amiga do blog, a Julia,  me atentou para a possibilidade de simplesmente estar errado, de não retratar a realidade. E é melhor acreditar nisso mesmo. rs.

Mas isso tudo levantou uma questão para mim que nunca sequer havia passado pela minha cabeça: quanto tempo estamos dispostos a esperar?

Agora me parece uma pergunta óbvia, mas nunca considerei a possibilidade de demorar uma quantidade absurda de anos. Eu confio no sistema. Sei que pra mim é fácil falar, sim, porque não tive problema nenhum até aqui, nada a reclamar da minha experiência. (Mas sei que a realidade por aí é diferente). Mas confiar no sistema significa também conhecê-lo, saber que com o meu perfil um ano é pouco, dois anos talvez também seja. Mas quanto tempo é muito? Quanto tempo é demais? Quanto tempo é demais para mim?

Levo muito a sério o que a psicóloga e assistente social me disseram: vai passar de dois anos e é muito provável que seja preciso renovar a habilitação. Porque acho que elas disseram isso com o intuito de serem realistas, mas não fiquei triste nem frustrada, porque eu já sabia, pra mim dois anos não é muito tempo. E aí coloquei na cabeça que vai passar de 2, mas vai ser antes de completar 4 anos. Sei que não é ciência exata, mas sempre acreditei nisso.

Mas pela primeira vez veio o receio: e se não vier em 4 anos, nem 5, nem 6… Até quando estou disposta a esperar? Também pela primeira vez pensei na possibilidade de um plano B. Se a adoção não der certo, o que fazer? Mudo o perfil? Tento engravidar? O que quero mesmo é ser mãe e não importa de que maneira isso aconteça.

Mas como vou saber que a adoção não deu certo? Alguma vez será que isso já aconteceu com alguém? Sei lá… É mais provável que eu esteja me preocupando à toa, né? Minha hora vai chegar… vai sim !

Vocês já pensaram sobre isso? Quanto tempo estão dispostas(os) a esperar? Acho isso bem subjetivo, para mim um ano é pouco, mas para outras pessoas, um ano é tempo demais.

Beijos e até mais!

“Cada dia mais perto.”

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Quantas adoções foram realizadas em 2016?

Em 16/02/2017, o CNJ divulgou em seu site o número de adoções realizadas no Brasil em 2016. Foram 1226 adoções feitas pelo CNA.

Paraná (347), São Paulo (220), Rio Grande do Sul (191), Pernambuco (103) e Minas Gerais (57) foram os Estados com os maiores números de adoção. Aqui no Rio de Janeiro – chorem – foram 13 adoções. Isso mesmo. 13 em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Eu sei, eu sei. Que o meu filho/a vai chegar na hora certa e tudo o mais. Mas, gente, 13?

Quando eu me habilitei só na minha COMARCA (na cidade do Rio tem 4, sem contar as outras cidades que são muitas) havia 532 pretendentes cadastrados. Hoje, no Estado do Rio tem 3497 pretendentes e 517 crianças. E TREZE adoções.

Se me dissessem que o motivo de ter tido 13 adoções foi porque haviam 13 crianças abrigadas, OK. Mas pelo Brasil todo são mais de 45 mil crianças acolhidas, dessas 7158 estão disponíveis para adoção.

Já sei o que vão me dizer: isso acontece porque os pretendentes querem um perfil de criança que não condiz com a realidade. Eu SEI! Se eu ganhasse um real cada vez que ouvisse isso, eu tava rica! rs Mas TREZE?

Como é que faz para não surtar e focar no copo meio cheio?

O jeito é a gente se mudar pro Paraná! rs

Segue a lista do número de adoções por Estado:

  • AC 4
  • AM 9
  • AP 2
  • BA 24
  • CE 52
  • DF 50
  • GO 15
  • MA 10
  • MG 57
  • MS 29
  • MT 18
  • PA 12
  • PB 25
  • PE 103
  • PI 3
  • PR 347
  • RJ 13
  • RN 9
  • RO 8
  • RS 191
  • SC 19
  • SE 20
  • SP 220
  • TO 3

Fonte: Site do CNJ

Até a próxima. Bom Carnaval para vocês (espero não ter desanimado todo mundo)rs

“Cada dia mais perto”(eu acho. rs)

 

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Alarme falso

Alarme falso.jpg

Um dia como outro qualquer.

Levantei para fazer café, meu marido continuou deitado (tá bom, geralmente é o oposto: eu continuo deitada e ele é quem prepara o café 🙂 ). Deixei o celular no quarto. Quando abri a porta, a gata entrou para deitar na cama.

Coloquei o café pra passar na cafeteira e voltei no quarto pra ver se a gata estava se comportando ou se estava no modo sapeca e atrapalhando o sono alheio. Paulo virou pra mim e falou: “seu telefone tocou”. Trocamos um olhar silencioso. No fundo, estávamos pensando a mesma coisa. Prefixo local. Isso é importante porque 90% das ligações que recebo são de empresas me oferecendo alguma coisa e geralmente tem DDD de outras cidades. Número não identificado. Eu até tenho um número da Vara da Infância gravado no celular, mas é da central deles, não é do setor de serviço social, de onde imagino que venha a ligação, mas não conseguia lembrar qual o prefixo de jeito nenhum.

No auge dos meus quase 10 meses de fila (que se completam hoje!), não teve jeito, o pensamento voou longe.

Liguei de volta! Mil coisas passando pela cabeça e alguém atende, coração batendo forte:

Bom dia. Aqui é Fulana da clínica Tal e…

Musiquinha de desapontamento. Voltei no quarto para dar a não-notícia pro Paulo. Não resisti e perguntei: “Pensou que era seu filho, né?” Ele sorriu dizendo que sim. Repliquei dizendo que eu também.

Desde então fico repetindo como um mantra: “Prefixo 2503; Prefixo 2503;Prefixo 2503…” que é pra não levar outro susto desse. rs.

No final das contas foi mesmo um dia como outro qualquer, só passei o resto do dia lembrando e rindo da situação. Vida de grávidos do coração é assim.

“Cada dia mais perto”

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Lindando com a espera

Olá, pessoas!

Se alguém, hoje, me pedisse um conselho sobre como lidar com a questão da demora de todo o processo de adoção (habilitação e a adoção em si), eu diria que é obter o máximo de informações sobre o máximo de detalhes possíveis, antes mesmo de tomar uma decisão final sobre adotar ou não.

Claro que o mais importante ainda é (sempre será) querer tornar-se mãe ou pai e tornar alguém filhx. Mas acho também fundamental saber onde a gente está se metendo.rs.

E isso foi uma coisa que eu fiz, ainda que não intencionalmente. Acontece que eu decidi adotar ainda bem nova, antes de ter estabilidade financeira e maturidade para me tornar mãe de fato. Mas como sou bastante ansiosa, comecei a estudar o assunto, participar de fóruns de discussão, ler livros, isso tudo bem antes desse blog aqui. E aí quando finalmente chegou a hora eu já sabia muitas coisas sobre habilitação, fila de espera, adoção necessária, tempo de espera e por aí vai. E com base nisso eu quis começar o processo depois de obter estabilidade, sim, mas antes de eu querer obsessivamente me tornar mãe.

E eu observo hoje que isso ajudou muito, porque eu simplesmente sei que com base no meu perfil e na minha cidade, é (bem) mais provável que meu filhx não chegue no primeiro e nem no segundo ano de habilitada. Claro que continuo torcendo para que eu, as estatísticas e a assistente social estejamos extremamente enganadas, e, acima de tudo, acredito no destino, mas, no fundo, estou preparada para esperar por pelo menos dois anos. Se passar muito disso a gente conversa de novo. rs.

Então, se você aí tiver a oportunidade de entender bem como funciona o processo, quanto tempo costuma demorar determinado perfil em sua área antes mesmo de começar a habilitação, sugiro que o faça. Não deve ser nada fácil, pois uma vez que a gente toma uma decisão dessa importância a tendência é que a gente queira que as coisas andem o mais rápido possível, óbvio, e eu concordo. Mas ter uma ideia do que te espera, ajuda a aceitar que a demora faz parte do processo. Embora nem todos os dias seja possível se manter assim tão positiva, acredito que isso ajude a evitar sofrimentos. E também ajuda a observar se o seu processo está demorando mais que a média das outras pessoas para que alguma providência seja tomada.

A gente já fica tão no escuro o tempo todo, sem saber quando a entrevista vai acontecer ou em que lugar da fila a gente está, estudar bastante é a melhor maneira de encontrar a luz.

E lembre-se sempre que não importa o tempo que demore, a gente terá o resto de nossas vidas para com os nossos pequenos. Força para todas e todos nós!

Acho que ficou um pouco confuso, mas espero que tenham entendido a mensagem.

Beijos e até a próxima.

“Cada dia mais perto.”