Gestação do coração · Sem categoria

Antes de ser mãe

Oi, pessoal!

Se a gente se esforçar bastante, a gente consegue enxergar algumas vantagens em esperar na fila. Hoje quero falar de uma delas, que é tempo para aproveitar a vida sem filhos. Parece muito óbvio, mas às vezes a gente passa tanto tempo reclamando da demora e lidando com a ansiedade que esquecemos de aproveitar o presente.

Porque vocês sabem, né? Ter filhos é caminho sem volta. Tenho certeza que depois vamos sentir falta de alguns aspectos da nossa vida sem filhos. E isso também vale para quem tem um filho, porque a vida também deve mudar depois do segundo, terceiro e por aí vai.

Pensando nisso elaborei uma listinha de coisas que quero fazer antes de me tornar mãe.

  • dormir até tarde sempre que possível ;
  • aproveitar muito a vida a dois;
  • aproveitar um tempo só para si, ouvindo música, assistindo um filminho ou meditando;
  • sair para tomar aquela cervejinha com o maridão ou com os amigos;
  • pular cada carnaval como se fosse o último.

Todas essas são coisas que eu já faço e sei que vou precisar fazer com (bem) menos frequência depois que o elefantinho chegar. Mas cá entre nós eu estou mais do que pronta pra abrir mão disso tudo. 😉

E você? Como aproveitam o tempo pré-filhos? rs

Abraços!

“Cada dia mais perto.”

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria · Wesley

O filho ideal

Oi, pessoal!

Eu já falei aqui sobre como idealizo minha maternagem. Hoje eu vou contar como idealizo meu filho ou filha – só por diversão. Sabe assim, quando você fecha os olhos e imagina? Então, é isso.

O primeiro ponto acho que é esse, eu ,genuinamente, não tenho preferência por sexo. Quando imagino meu filhx – e isso acontece o tempo todo – às vezes visualizo um menino outras uma menina. Acho que porque, no fundo, quero poder ser mãe de um casal. Ou talvez porque não sou a favor de limitar a criança em “coisas de menino” e “coisas de menina”. Embora a ideia de comprar vestidos e lacinhos pareça mais divertida, não ouso limitar a maternidade a isso.

Essa imprecisão do meu desejo só me incomoda porque uma amiga uma vez me disse (não sei se é relevante dizer que ela é budista) para todo dia de manhã, assim que eu acordar, no meu primeiro pensamento do dia, visualizar o filhx que quero ter da maneira que desejo e com riqueza de detalhes, por exemplo, imaginar em quanto tempo vai chegar, onde, a idade do bebê, o sexo, etc. Claro que escolhi um determinado perfil e tal, mas é para imaginar o meu desejo mais puro e sincero.  Já falei que sou uma pessoa bastante cética, exceto quando o assunto é minha adoção. Aí eu acredito em tudo.  Mas não consegui fazer esse exercício nenhuma única vez, porque se começo visualizando um menino, já logo penso, mas se for menina também vai ser ótimo e vice-versa e aí não consigo me decidir e o momento passa e pronto.

Mas tirando isso, meu filho ou filha ideal :

  • gosta de ler e ouvir histórias;
  • faz baguncinha na medida certa, sem ser malcriadx, mas que dê muita vida para nossa casa;
  • é educadx e respeitosx;
  • gosta de animais;
  • ama mais a mamãe do que o papai (rsrs);
  • independente, mas carinhosx e não reclama dos meus beijinhos e abraços.

Gente, claro que isso é só uma brincadeira. Tenho certeza que um dos grandes desafios da maternidade / paternidade é aprender a amar outro ser com todos os defeitos e qualidades e deve ser maravilhoso poder conhecer seu filho ou filha com o passar do tempo.

Mas eu juro que se eu fechar os olhos eu consigo senti-lx aqui.

Vocês já pensaram sobre isso? Como imaginam ou imaginaram seus filhos?

Abraços e até mais!

“Cada dia mais perto.”

Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Oração para você

Filhx,

eu não sou religiosa, mas acredito em alguma coisa. Acredito por exemplo na força do destino. Na verdade, eu consigo sentir a força agindo e ela está me levando até você. Por isso eu preciso que você aguente firme. A mamãe está chegando.

Eu queria já te ter aqui nos meus braços, mas não é assim que a vida funciona. Se você já estiver aqui nesse mundo, saiba que eu estou orando por você, assim meio sem jeito, do meu jeito, mas meu pensamento está com você. SEMPRE.

E essa escolha que fiz é assim. Alguma coisa vai acontecer na sua vida para que você chegue até mim. E às vezes até me sinto culpada, porque eu escolhi te conhecer assim, mas você, não. Você é completamente inocente e não escolheu chegar em nossas vidas desse jeito. Sinto muito.

Mas, não importa o que aconteça, estamos aqui pensando em você, esperando você, amando você.

Aguenta firme, estamos cada dia mais perto um do outro, eu posso sentir. E a gente vai fazer valer cada segundo longe.

Que Papai do Céu – ou outro alguém – te guarde e te proteja enquanto eu não posso.

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Quando os corações se abrem

Oi, pessoal!

Eu já devo ter comentado por aqui que algumas pessoas da minha família não ficaram muito radiantes com a notícia de que vamos adotar. Eu e meu marido – na época namorado – decidimos isso há muitos anos, mas no começo acho que muita gente não acreditou que iríamos levar a diante. Com a concretização, algumas pessoas se decepcionaram.

Minhas tias disseram que se elas pudessem escolher por mim, não escolheriam a adoção. O que doeu um pouquinho, considerando que elas são minhas mães “do coração”, pensei que elas entenderiam com mais facilidade.

Minha sogra nunca falou nada contra a adoção, mas sempre teve esperança de que a gente ia mudar de ideia ou de que eu vou “acabar engravidando” depois que adotar. rs.

Meu pai, então, não gostou nem um pouquinho da ideia. O que é irônico, porque ele só é meu pai biologicamente falando, porque depois que minha mãe morreu, quando eu tinha 1 ano, ele deixou essa função de lado. Claramente nossas concepções do que é ser pai/mãe são bem diferentes. Mas isso é assunto para Freud. rsrs.

Resumindo, não teve muita champanhe nem confete com a notícia de que íamos nos habilitar ou a de que entramos na fila. Exceto minhas irmãs. E nós mesmos, claro.

Mas as coisas estão mudando – exceto pelo meu pai, mas ele não conta rs. Eu estou sentindo que as pessoas estão ficando cada dia mais ansiosas. Estão sempre perguntando sobre como anda o processo, imaginando como vai ser quando a criança chegar, querendo comprar mimos e demonstram mais interesse quando falo sobre isso.

Estou muito feliz com essa nova fase. Não estamos mais sozinhos nessa espera. Dá pra ver que o amor já está nascendo no coração delas também.

Se alguém aí tiver contando as vantagens desse tempo todo de espera, anota mais esse: dá tempo dos corações se abrirem.

E a família de vocês, o que pensam sobre isso?

Abraços. Até mais!

Cada dia mais perto.

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Confissões de uma grávida do coração – episódio 4

Então, gente… Eu ando tão ansiosa, mas tão ansiosa, que sonho com meus filhos toda hora. Alguns sonhos nem lembro direito depois que acordo, outros parecem tão reais que consigo até sentir e me dá uma raiva danada quando acordo e percebo que nada daquilo era real. Já tive até pesadelo.

A primeira vez que sonhei até escrevi post poético/melodramático aqui. E foi daqueles super reais, gostosos de sonhar e difíceis de acordar. 😦

Por duas vezes, sonhei que era mãe de uma menina que se chamava Isabela. Fiquei achando que era uma premonição rs, mas aí me dei conta que deve ser só meu subconsciente agindo, porque tenho uma gata que se chama Bela.

O pesadelo foi muito bizarro. Acho que refletiu um medo que tenho mesmo, de não dar conta da maternidade, mas de uma maneira bizarra. No sonho eu esquecia que tinha tido uma filha e não conseguia lembrar a última vez que tinha dado comida para a pobre menina. Meu marido também não lembrava. Aí eu corria para preparar a mamadeira, enquanto minha prima – que apareceu do nada – olhava a bebê. Mas aí minha prima tirava a menina do bebê conforto e colocava na cama e quando eu cheguei no quarto alguém tinha rolado em cima dela. Um horror! Tive que contar esse pesadelo na terapia de tão chocada que eu fiquei. rsrs.

Agora o último sonho que tive foi nessa semana que passou. Uma delícia. Sonhei que tinha gêmeos (não sei porque, me habilitei para apenas uma criança). Foi rápido. O menino vinha correndo pelo corredor para me abraçar e em seguida a menina. Juro que deu pra sentir o abraço e fiquei até com saudade quando acordei. rsrs.

Tirando o pesadelo, rs, toda vez que tenho esses sonhos mais “reais” fico achando que é um tipo de sinal ou de premonição. rs. E olha que eu sou uma pessoa bastante cética, não acredito em quase nada, mas vai que… né? rsrs

E vocês, sonham com seus filhos?

Até mais!!!

Confissões de uma grávida do coração – episódio 1

Confissões de uma grávida do coração – episódio 2

Confissões de uma grávida do coração – episódio 3

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Sem categoria

Pretendentes malvados

Oi, gente. Estou em falta com vocês, né ? Não teve post semana passada. .. Por falta do que falar mesmo.

E o que vou falar hoje, já falei em pelo menos um post, mas talvez em outros também.

Estava eu passeando pelo Instagram, e lá estava, mais uma vez, mais um post enumerando os motivos de ter tanta criança sem família nesse Brasil:  nós!  Isso mesmo, eu e vocês (alguns de vocês, pelo menos  rs).
E tá em todo lugar.  Qualquer matéria de jornal,  programa de TV, nas redes sociais. Quando se fala em adoção, se fala nos pretendentes malvados e egoístas que não estão dispostos a fazer adoção tardia, especial e/ou múltipla.

Pretendentes a adoção são muito malvados e são incapazes de solucionar um problema social.

O Estado não tem nada com isso. Não tem políticas públicas também.  Não investe nas crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Não oferece educação de qualidade e não dá o que é preciso para quando os jovens completam 18 anos e precisam sair do abrigo. Nem ao menos consegue cumprir sua própria lei de não deixar uma criança abrigada por mais de 2 anos.

A sociedade também não tem nada com isso. Acham lindas as histórias de adoção,  ficam com dó das criancinhas. Mas quando descobrem que alguém próximo deseja adotar , não fazem um comentário de apoio, lembram de todas as experiências de adoção fracassadas da história e ainda tratam as famílias adotivas como inferiores, porque não conseguem enxergar amor além da genética.

A culpa mesmo é dos pretendentes perversos que precisam entender que adoção não é caridade, mas ao mesmo tempo precisam salvar todas as 7 mil crianças disponíveis para adoção que vivem acolhidas. Um pouco contraditório, né? Mas é tudo culpa nossa. E as outras 50 mil que não estão aptas para adoção são responsabilidade de quem?

Acho que já está na hora de ampliarmos essa discussão. Colocar a responsabilidade nos pretendentes não ajuda ninguém. Eu, por exemplo, cada vez que leio isso tenho vontade de largar tudo. Ninguém chega para uma pessoa que decide engravidar e diz, mas por que você não adota uma criança mais velha? As matérias sobre adoção não responsabilizam todos os outros cidadãos do país – ou seja, todo mundo que não seja pretendente – por não querer adotar, independente do perfil.

O que nós devíamos estar fazendo enquanto sociedade é cobrar do Estado que cuide dessas crianças. Que cuide dessas famílias antes de ser tarde demais. Não podemos ser o único grupo dentro da sociedade responsável por resolver esse problema, porque é impossível.

Eu faço caridade de outras formas. Não vou salvar ninguém. Adoção não significa isso pra mim .

Desculpem o desabafo, mas esse discurso já está velho e cansativo.

Abraços e até a próxima. 

Cada dia mais perto.

Evento · Gestação do coração · Sem categoria

Eventos pelo Brasil – Dia da Adoção 2017

Hoje é sexta e tá tendo post! Não, meu telefone não tocou 😦 rs

Mas é que na próxima semana, dia 25 de maio, é o Dia Nacional da Adoção e vão acontecer vários eventos em comemoração pelo Brasil todo. ❤ A maioria vai ser no domingo, então corri aqui para postar logo, para que dê tempo de se planejarem.

Gente, provavelmente eu não consegui localizar TODOS os eventos que vão ocorrer pelo Brasil, então acho válido procurar se informar em sua cidade, tá bom?

Mas segue aí a (longa) lista do que consegui achar na vastidão da internet (em ordem alfabética pra facilitar):

Aracaju/SE

I Caminhada em Prol da Adoção

Dia 21 de maio, às 16h, no Calçadão da Praia Formosa.

Barra Mansa/RJ

I Caminhada da adoção de Barra Mansa

Dia 21 de maio, às 8h, em frente ao Bramil

Bauru/SP

I Caminhada pela Adoção

Dia 21 de maio, às 8:30h, Polícia Federal ( Av. Getúlio Vargas)

 

Betim/MG

Caminhada em comemoração ao Dia da Adoção

Dia 27 de maio, às 8:30h, na Praça Milton Campos (sugere-se usar camisa branca)

Cachoeira Paulista/SP

Almoço em comemoração ao Dia Nacional da Adoção

Dia 20 de maio, às 12h, no Lar das Crianças Padre João Benevides

Campo Grande/MT

Piquenique em comemoração ao dia Nacional da Adoção

Dia 21 de maio, às 15h, no Parque Indígena

Gravataí/RS

Conversando sobre adoção

Dia 26 de maio, às 19:30h, na Faculdade Cesuca

Içara/SC

Palestra com o Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Farroupilha/ RS, Dr. Mário Romano Maggioni

Dia 25 de maio, às 19h, na Câmara Municipal de Vereadores de Içara/SC

Jacareí/SP

Passeio ciclístico e Caminhada pela Adoção

Dia 21 de maio, às 8h, TBB Jacareí (Rua Carlos de Campos)

Mauá/SP

I Caminhada Adoção de Mauá

Dia 21 de maio, às 09h30. (não encontrei o lugar da concentração 😦 )

Ourinhos /  MG

Caminhada Pela Adoção – Toda Criança em família

Dia 21 de maio, às 08h, na Praça da Catedral

Praia Grande

V Caminhada da Adoção – GAALA

Dia 28 de maio, às 10:30h, na Praça Duque de Caxias

Porto Alegre/RS

II Caminhada ELO 

Dia 21 de maio, às 14:30h, Parque Farroupilha

Ribeirão Preto/SP

I Caminhada pela Adoção

Dia 21 de maio, às 9h, na Praça da Bicicleta

Rio de Janeiro/RJ

VII Caminhada da Adoção

Dia 21 de maio, às 09 horas, Forte de Copacabana

São Paulo/SP

Caminhada da Adoção

Dia 21 de maio, às 10h, no MASP. ( Sugere-se usar camisa branca)

Santa Maria / RS

I Caminhada Santamariense de Apoio a Adoção

Dia 28 de maio, às 13h, na UFSM

Sete Lagoas / MG

I Caminhada e passeio ciclístico pela Adoção de Sete Lagoas

Dia 21 de maio às 9h, centro de Sete Lagoas

Uberaba/MG

III Corrida da Adoção

Dia 21 de maio, às 8h, no Parque das Acácias

[editado] A amiga do YdeYoga comentou que na página do facebook da ANGAAD também tem lista com vários eventos .

Observação: Gostaria de deixar registrado mais uma vez meu descontentamento.: para cada 10 resultados sobre Adoção na busca do Google, 9 são de adoções de animais. Amo os animais, mas isso é irritante, humanidade.

Feliz dia da adoção, pessoal! Abraços!

Até mais.

“Cada dia mais perto”

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Então é Dia das Mães…

E ao contrário do que vocês devem estar pensando, não vou reclamar. Não vou lamentar mais um dia das mães sem o/a baby por aqui.

Porque a verdade é que eu já me sinto mãe. Tudo o que tenho feito ultimamente é pensar em meu filho/ minha filha. Passo meu tempo sonhando em como será o encontro e quando será; penso em que tipo de mãe quero ser e que tipo é mais provável que eu seja; imagino cada detalhezinho, como serão seus olhos,  seus cabelos, sua voz e sua personalidade; qualquer lugar que eu esteja ou viagem que faça me faz querer viver tudo com meu filho ao meu lado; me preocupo também: será que já nasceu, será que está sofrendo, está com fome, com medo, se tem colinho?

O colo ainda não posso dar, as lágrimas ainda não posso enxugar, mas o amor já está aqui. E a cada dia cresce mais, tanto que nem sei se ele ainda vai caber no peito se eu tiver de esperar mais um ou dois anos.

Enfim, desejo um feliz dia das mães (!) para quem já carrega seus filhos nos braços, no ventre e para quem, como eu, só os carrega no coração.

Até próxima.

“Cada dia mais perto”

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

“Quando eu for mãe…”

Olá, pessoal!

No post de hoje vou responder a tag “Quando eu for mãe” que nasceu do bate-papo com minhas BFF´s virtuais, a Andie, do blog Futura Mamãe Ursa e a Mi, do blog Meu Plano A.

Acho que o nome da tag é auto-explicativo, mas, bem, o objetivo é listar coisas que consideramos mais importantes na criação dos nossos filhos, o que queremos e o que não queremos fazer. Nossa maternagem idealizada. E daqui a alguns anos – esperamos que não muitos anos – a gente vai saber se pagamos a língua.

Quando eu for mãe,

  • vou cantar pra ninar o sono toda noite;
  • vou limitar o uso de TV/tablet/computador para até uma hora diária na infância;
  • vou permitir o uso de telefone celular só a partir dos 12 anos;
  • não vou cobrar notas altas, desde que se dedique aos estudos;
  • vou ajudar com a lição de casa, pacientemente;
  • vou oferecer comidinha sem sal pelo menos até os 2 anos de idade;
  • alimentos industrializados banidos pelo menos até os 3 anos de idade;
  • vou ter todas as refeições à mesa, em família, sem eletrônicos;
  • nada de cama compartilhada por aqui (tá, só de vez em quando 😀 );
  • passeios ao ar livre toda semana;
  • fazer programas culturais como museus e teatros, pelo menos uma vez ao mês;
  • arrumar sempre uma horinha por dia, pelo menos, para brincadeiras;
  • não vou bater;
  • não vou gritar (essa parece difícil, mas eu não tenho hábito de gritar com ninguém, então acho que consigo! rs);
  • vai ter festinha de aniversário com tema todo ano até quando começar a ser “mico”;
  • não vou comprar muitos brinquedos;
  • não vou mimar demais, só amar demais, mesmo. rs.

 

Agora é só torcer para nossos filhos chegarem logo que é pra colocar tudo isso em prática. Será?

Passem no blog das meninas para saber o que elas pretendem fazer quando tornarem-se mães e digam aí como é ou era – antes dos filhos chegarem – a maternidade/paternidade idealizada de vocês.

Abraços e até mais.

“Cada dia mais perto.”

 

Gestação do coração · Habilitação · Minha adoção · Processo · Sem categoria

Sobre minha visita à Vara

Olá!!

Essa semana fomos a vara da infância para atualizar nossos telefones.  Como já disse, minha intenção era aproveitar para tirar algumas dúvidas. Bem, na verdade, não era bem dúvida, mas para saber nossa colocação aproximada na fila.

Ao contrário do dia das entrevistas, o setor de serviço social e psicologia estava bem cheio. Conseguimos falar com um homem, que parecia estar fazendo algum tipo de triagem, o motivo da nossa visita. Ele deu um papel pra gente preencher. Achei que não ia conseguir nada além disso. Estava bem tumultuado o local. Mas na hora de entregar o papel, meu marido perguntou se a nossa Assistente Social estava e o homem foi chamá-la. 😀

Ela sempre muito simpática, reconheceu a gente e pudemos conversar rapidinho.  Falamos o porquê de irmos até lá e então, ela pegou nossa ficha antiga e confirmou os dados. Depois perguntamos sobre as tais 13 adoções do ano passado. rs. Ela explicou que isso acontece porque a maioria dos juízes apenas suspende o poder familiar, dificilmente destituem antes de colocar a criança em uma família, e o sistema do CNA não aceita o cadastro quando o poder familiar está suspenso, apenas quando há destituição.

Também perguntamos sobre a renovação da habilitação e ela disse que o ideal é dar entrada em torno de dois meses antes de expirar a validade. No nosso caso, fevereiro ou março do ano de 2018. E então, ela disse que já estão valendo os 3 anos de validade da habilitação, ou seja, quem se habilita hoje fica habilitado por 3 anos (eu só não sei se isso só vale para essa vara ou para todas).  Além disso, eles estão montando um projeto para que a cada ano os habilitados sejam chamados à vara para uma reunião em que serão passados dados e estatísticas para acalmar os corações. rs.

Por último fizemos A pergunta que não quer calar, qual nossa colocação aproximada na fila, mas a resposta foi a de sempre. Elas sempre dizem que não tem como, que o sistema não ajuda e que simular é inviável porque são muitas as variáveis. Repetiu que para crianças pequenas, a probabilidade é que passe de dois anos. Ou seja, nenhuma informação nova.

Enfim, a conversa foi rápida, mas fomos bem recebidos mais uma vez. Tirando a parte chata de nunca sabermos a colocação aproximada, não tenho o que reclamar da equipe. Dia 12 de abril completamos 1 ano da sentença, ou seja, um ano de fila, e foi bom ter esse contato. Na verdade é um sentimento um tanto quanto ambíguo, talvez controverso, de me sentir bem por me fazer presente, mas ao mesmo tempo bateu uma angústia, de leve. Devo passar pelo menos o próximo natal e o próximo aniversário e as próximas duas páscoas e o próximo carnaval e sabe lá Deus quantos mais, sem o bebê por aqui. Embora eu já soubesse disso, é meio chato ouvir a confirmação. Acho que estou decepcionada e frustrada por continuar à deriva. Pela primeira vez, quis chorar. Mas eu sei, né? Tudo vai acontecer no tempo certo.

Abraços. Até mais.

“Cada dia mais perto.”