Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Confissões de uma grávida do coração – episódio 5

Olá, pessoal!

Hoje vim contar mais uma peculiaridade da minha gestação do coração. Eu nunca acreditei em muita coisa “sobrenatural”, sempre me considerei uma pessoa cética. Mas durante essa jornada da adoção, algo mudou, passei a acreditar em praticamente qualquer coisa. rs. Na verdade, eu passei a procurar sinais em tudo. Sinais de que meu bebê está chegando, sabe?

Situação 1.  Minha sogra disse no começo desse ano que alguém (que ela não podia dizer quem) disse que ela seria vovó ainda esse ano. Minha cunhada quer engravidar, então quando passou de abril, pensei que só sobrava eu, né? Por conta dos 9 meses que ela precisa e eu já tenho muito mais meses de gestação a esse altura. Se fosse em outro tempo, ia achar bobeira, mas não, eu me agarrei a isso de um jeito. rsrs. E cá entre nós ainda tenho esperança de que alguém que eu nem sei quem é tenha tido uma premonição a respeito da minha maternidade. rs.

Situação 2. Sonhos. Eu sonho com frequência com meu filho ou filha, como já contei aqui. E a cada sonho fico achando que é um sinal de que a hora está chegando ou que estou conseguindo “ver” meu filho(a) em sonho. Até estou fazendo um “diário de sonhos” que é para saber posteriormente se eu acertei em alguma versão do bebê, que foram muitas até então.

Situação 3. Sonho dos outros. Quer me fazer feliz, me conta que você sonhou comigo e meu filhx. Meu marido já andou sonhando, né? Na versão dele, eramos pais de uma menina que se chamava Maria. ❤ Neste caso, fiquei duplamente feliz, porque além dele também ter tido uma “premonição” em potencial, ele também anda pensando bastante nisso, né? Além disso, uma prima distante, com quem tive pouco contato na vida, veio me contar, via facebook, que sonhou comigo dando à luz. E pra mim já valeu como sinal de que o meu jeito de dar à luz se aproxima.

Situação 4. Leio horóscopos – coisa que nunca acreditei na vida – para ver se rola algum sinal de que vou me tornar mãe em breve. Tendo coisas como “grandes mudanças estão por vir” já me bastam para criar esperança. Inclusive pensei seriamente em fazer um mapa astral pra ver se aparece alguma coisa por lá, mas me disseram que não é bem assim que funciona e é muito caro também. rs.

Situação 5. Agora a coisa vai ficar bem esquisita, hein? De vez em quando eu gosto de fazer aqueles testes “de facebook”  para saber com quantos anos vou ter filhos, por exemplo. E quando sai uma idade muito distante da minha, eu fico MUITO chateada. rs.

Essa é minha lista de esquisitices. Eu não vou dizer que eu acredito piamente em nada disso, mas sabe quela fagulhazinha de esperança? Vai que … , né? rs

Até mais!

Cada dia mais perto.

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Gestação do coração · Habilitação · Sem categoria

Sobre ser especialista

Oi, gente!

Quero ver se alguém aí se identifica.

O processo de adoção costuma demorar alguns anos. Comigo aconteceu assim e imagino que com outras pessoas deve ter sido parecido. Primeiro, a gente pensa que adotar pode ser uma boa ideia, independente do motivo. Aí começamos a pesquisar o assunto. Quando tomamos a decisão, começamos a frequentar 543 reuniões e palestras. Em seguida, nesses tempos de internet, buscamos apoio também em redes sociais e blogs 😉 Depois de habilitados, lemos tudo quanto é notícia, levantamos altas discussões, analisamos casos de sucesso e de fracasso. No final das contas, passamos anos mergulhadas (os) nesse mundo.

Geralmente, depois de tanto tempo, começamos a contar para algumas (ou muitas) pessoas que vamos adotar. E aí acontece! A gente vira especialista em adoção.

De vez em quando alguém do meu círculo social me procura para fazer perguntas sobre adoção. Geralmente é aquela história do amigo de um amigo meu, a vizinha da cunhada do fulano de tal etc. E 80% das vezes é uma história complicada de alguém que acha que pode sair por aí adotando criança porque tem uma amiga que trabalha em hospital ou que conhece uma moça grávida que não tem condições de criar o bebê. Aí lá vou eu explicar que adoção não é bagunça. rs. Mas de vez em quando é só uma dúvida sobre o processo mesmo.

Outra coisa que sempre acontece, as pessoas vêem uma matéria no jornal nacional sobre adoção. Aí já vem puxar assunto “lembrei de você”, dizem. Nesse caso, geralmente, as pessoas descobrem a pólvora, e vem falar sobre como tem mais adulto para adotar do que criança e que o problema é que os pretendentes não querem adotar crianças mais velhas (zzzzzz).

E por último, comigo aconteceu duas vezes, as pessoas querem te “oferecer” criança. Sabe a moça que não tem condições de criar o bebê? Então, por que você não fica? Porque não é assim que funciona. Tem um monte de gente na fila, e assim é bom que a fila anda mais rápido pra mim também. rs.

Mas eu não reclamo não, sabem? Porque pra mim qualquer oportunidade de ministrar uma aula sobre minha opinião quanto à adoção, eu aceito de bom grado. Adoro. Explico tudinho. Exceto quando são falas de pessoas preconceituosas que não fazem parte da minha vida, aí só sorrio e aceno. Tirando isso, dou aula mesmo.

Porque depois de tantos anos, é normal que as pessoas nos tenham como referência no assunto e nos achem especialistas. E no final das contas, a gente meio que é mesmo. rsrs.

Até a próxima!

Cada dia mais perto.

cna · Habilitação · Processo · Sem categoria

Novo Cadastro Nacional da Adoção

Oi, pessoas!

Enfim está sendo implementado o novo CNA. Já aprovadas as alterações, o novo cadastro está sendo construído e em breve começarão os treinamentos dos servidores e juízes.

As principais mudanças incluem:

  • a unificação dos cadastro de adoção com o cadastro de crianças acolhidas;
  • a inclusão de fotos, vídeos, cartas e desenhos das crianças; (que amor!)
  • informações dos relatórios social e psicológico dos pretendentes também serão incluídos no sistema;
  • o sistema fará buscas automáticas diariamente;
  • as crianças e adolescentes poderão ser incluídos no cadastro apenas com liminar que autorize adoção e não necessariamente após a destituição do poder familiar.

Para saber mais detalhes, acessem o site do Conselho Nacional de Justiça.

O que acharam das mudanças?

Até a próxima!

Cada dia mais perto.

Sem categoria

Nada acontece

Sim, eu estou viva!

Acontece que nada acontece, e às vezes eu só preciso esquecer um pouco esse assunto de adoção ou só preciso me lembrar que existem outras coisas acontecendo na minha vida. Embora eu preferisse que a adoção estivesse acontecendo. Devaneios …

Mas é isso… minha vida é essa montanha-russa mesmo, como já falei mais de uma vez. Há semanas que não consigo pensar em outra coisa, inclusive já planejei boa parte do chá de boas vindas e já pensei em algumas coisas que quero para o quartinho do bebê. Mas aí para me preservar, preciso desligar e pensar em outra coisa. E a questão é que eu odeio montanha-russa, logo não tem sido divertido.

Porque se eu deixar rolar, naturalmente, eu não paro nem por um segundo, nem dormindo, paro de pensar nisso. Às vezes é gostoso sonhar, planejar e esperar (no sentido de ter esperança). Mas outras vezes é doloroso sonhar, mas acordar; planejar, mas não concretizar e esperar (no sentido de nada acontece).

Ao mesmo tempo não aguento mais reclamar – como estou fazendo agora. rsrs. Sinto que só faço isso agora nesse blog. Talvez deva considerar mudar o nome para “Sobre Reclamação”. E nem é por falta de assunto, na verdade, eu tenho uma listinha de tópicos que quero falar aqui, mas não estou na vibe mesmo. Estou no meu limite, tentando pensar em outras coisas, focar em outras coisas só para não surtar de vez.

Enfim, esse post é só pra dizer que estou viva e que nada aconteceu. Também para vocês perdoarem minha ausência (inclusive ausências eventuais futuras).

Espero ver vocês semana que vem.

Obrigada por me escutarem, sempre.

Cada dia mais perto, né?

Gestação do coração · Nossa história · Sem categoria

Babymoon

Oi, gente! Como estão?

Através de blogs gringos, eu conheci essa prática chamada babymoon que é parecida com a lua de mel – ou honeymoon pros gringos – só que acontece antes do casal ter filhos. É uma última viagem a dois, sabe? Para curtir bastante os últimos momentos da vida sem filhos. Geralmente essas viagens acontecem quando a mulher já está grávida.

E como sou uma grávida honorária me sinto no direito de ter babymoon… O diferencial é que nós já tivemos duas até agora. Uma ano passado, e uma neste ano. (E sabe lá Deus quantas mais virão! rs). E nada de bebê por aqui, né? kkkkk

Como o dinheiro tá curto (bem curto) não saímos nem do Estado do Rio, rs, mas é o que temos para hoje.

Pois bem, a diferença dessas viagens para outras viagens é que, apesar da intenção ser aproveitar a “vida a dois”, não se passa um minuto sequer sem que a gente não pense: “Legal isso, né? Nosso filho vai adorar isso aqui!” ou “Gostaria que nossa filha já estivesse aqui para ver isso.”

Não que a gente não se curta, a gente se curte. Mas a gente já se curte há 11 anos, já fizemos várias viagens a dois. Estamos mais do que prontos para curtir a vida a três!

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Penedo 2017
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Cabo Frio 2016

Até mais!

Cada dia mais perto.

Sem categoria

É doloroso esperar ?

Oi, pessoal, como estão?

Vocês acham que essa espera dói? Que ela nos traz sofrimento?

Com certeza é chata e gera muita ansiedade. Disso já sabemos, né ? Mas dói?

Acho que na vida ter perspectiva é muito importante e nos poupa muito sofrimento. Tantas coisas ruins acontecem o tempo todo com tanta gente, coisas ruins mesmo. Muitas vezes na nossa própria vida já aconteceram tantas situações tristes, que nem sabemos como sobrevivemos. Rs. E lembrar dessas fases ou olhar para o sofrimento do outro me ajuda a lidar com “problemas menores”.

Por outro lado, acabo achando que não tenho o direito de ficar triste por algo menor. Afinal é só questão de tempo. Não há nada que impossibilite meu sonho de acontecer. .. Não é como se eu quisesse ficar grávida e não pudesse ou se eu quisesse adotar e tivesse a habilitação negada. Nada disso. Só mesmo o tempo me separa do meu filho.  E o tempo passa, né?  Isso é certeza !

Mas apesar de tudo isso preciso admitir que essa espera me dói um pouco. Não poder ter meu filho agora comigo e não saber até quando vou esperar me deixa muito angustiada.

Esse segundo ano de habilitação tem sido mais difícil. Completei um ano de fila muito mais tranquila do que pensei, mas os últimos três meses estão mais complicados. Tenho me esforçado muito mais para pensar em outras coisas, para não me permitir sofrer por isso, para não sair por aí comprando enxoval e para curtir essa etapa também. Além disso, não aceito , não me permito pensar na possibilidade dessa espera ultrapassar os dois anos.

Não é a pior dor que já senti, não mesmo. E não é nada, literalmente nada, se comparar com as dores do mundo. Mas é um vazio que me acompanha, mas que eu sei, ainda bem, que vai ser preenchido um dia.

Até mais .

PS: Desculpem o dramalhão! rs

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Habilitação · Minha adoção · Sem categoria

Eu e meu telefone

Fato: Para o meu perfil a espera vai passar dos dois anos (e espero que não passe de 4 anos).

Apesar de saber bem disso, TODA vez que meu telefone toca, meu coração bate mais forte, minha cabeça faz uma viagem só de ida para o momento do encontro, meus olhos se enchem d´água.

Cada ligação perdida é um desespero. Me vem logo na lembrança a assistente social ou psicóloga ou sei lá, na reunião da Vara dizendo “porque se a gente não conseguir falar na hora, a gente já liga para o próximo da fila.”

No entanto é sempre o Banco ou a Operadora de telefone me ligando para oferecer alguma coisa que eu não quero. Porque, né? Em tempos de whatsapp nem ligação da mãe a gente recebe. rs.

Mas apesar das estatísticas estarem contra, vou continuar tendo esperança a cada ligação. Vai que dá certo.

Até mais!

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Sem categoria

Antes de ser mãe

Oi, pessoal!

Se a gente se esforçar bastante, a gente consegue enxergar algumas vantagens em esperar na fila. Hoje quero falar de uma delas, que é tempo para aproveitar a vida sem filhos. Parece muito óbvio, mas às vezes a gente passa tanto tempo reclamando da demora e lidando com a ansiedade que esquecemos de aproveitar o presente.

Porque vocês sabem, né? Ter filhos é caminho sem volta. Tenho certeza que depois vamos sentir falta de alguns aspectos da nossa vida sem filhos. E isso também vale para quem tem um filho, porque a vida também deve mudar depois do segundo, terceiro e por aí vai.

Pensando nisso elaborei uma listinha de coisas que quero fazer antes de me tornar mãe.

  • dormir até tarde sempre que possível ;
  • aproveitar muito a vida a dois;
  • aproveitar um tempo só para si, ouvindo música, assistindo um filminho ou meditando;
  • sair para tomar aquela cervejinha com o maridão ou com os amigos;
  • pular cada carnaval como se fosse o último.

Todas essas são coisas que eu já faço e sei que vou precisar fazer com (bem) menos frequência depois que o elefantinho chegar. Mas cá entre nós eu estou mais do que pronta pra abrir mão disso tudo. 😉

E você? Como aproveitam o tempo pré-filhos? rs

Abraços!

“Cada dia mais perto.”

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria · Wesley

O filho ideal

Oi, pessoal!

Eu já falei aqui sobre como idealizo minha maternagem. Hoje eu vou contar como idealizo meu filho ou filha – só por diversão. Sabe assim, quando você fecha os olhos e imagina? Então, é isso.

O primeiro ponto acho que é esse, eu ,genuinamente, não tenho preferência por sexo. Quando imagino meu filhx – e isso acontece o tempo todo – às vezes visualizo um menino outras uma menina. Acho que porque, no fundo, quero poder ser mãe de um casal. Ou talvez porque não sou a favor de limitar a criança em “coisas de menino” e “coisas de menina”. Embora a ideia de comprar vestidos e lacinhos pareça mais divertida, não ouso limitar a maternidade a isso.

Essa imprecisão do meu desejo só me incomoda porque uma amiga uma vez me disse (não sei se é relevante dizer que ela é budista) para todo dia de manhã, assim que eu acordar, no meu primeiro pensamento do dia, visualizar o filhx que quero ter da maneira que desejo e com riqueza de detalhes, por exemplo, imaginar em quanto tempo vai chegar, onde, a idade do bebê, o sexo, etc. Claro que escolhi um determinado perfil e tal, mas é para imaginar o meu desejo mais puro e sincero.  Já falei que sou uma pessoa bastante cética, exceto quando o assunto é minha adoção. Aí eu acredito em tudo.  Mas não consegui fazer esse exercício nenhuma única vez, porque se começo visualizando um menino, já logo penso, mas se for menina também vai ser ótimo e vice-versa e aí não consigo me decidir e o momento passa e pronto.

Mas tirando isso, meu filho ou filha ideal :

  • gosta de ler e ouvir histórias;
  • faz baguncinha na medida certa, sem ser malcriadx, mas que dê muita vida para nossa casa;
  • é educadx e respeitosx;
  • gosta de animais;
  • ama mais a mamãe do que o papai (rsrs);
  • independente, mas carinhosx e não reclama dos meus beijinhos e abraços.

Gente, claro que isso é só uma brincadeira. Tenho certeza que um dos grandes desafios da maternidade / paternidade é aprender a amar outro ser com todos os defeitos e qualidades e deve ser maravilhoso poder conhecer seu filho ou filha com o passar do tempo.

Mas eu juro que se eu fechar os olhos eu consigo senti-lx aqui.

Vocês já pensaram sobre isso? Como imaginam ou imaginaram seus filhos?

Abraços e até mais!

“Cada dia mais perto.”

Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Oração para você

Filhx,

eu não sou religiosa, mas acredito em alguma coisa. Acredito por exemplo na força do destino. Na verdade, eu consigo sentir a força agindo e ela está me levando até você. Por isso eu preciso que você aguente firme. A mamãe está chegando.

Eu queria já te ter aqui nos meus braços, mas não é assim que a vida funciona. Se você já estiver aqui nesse mundo, saiba que eu estou orando por você, assim meio sem jeito, do meu jeito, mas meu pensamento está com você. SEMPRE.

E essa escolha que fiz é assim. Alguma coisa vai acontecer na sua vida para que você chegue até mim. E às vezes até me sinto culpada, porque eu escolhi te conhecer assim, mas você, não. Você é completamente inocente e não escolheu chegar em nossas vidas desse jeito. Sinto muito.

Mas, não importa o que aconteça, estamos aqui pensando em você, esperando você, amando você.

Aguenta firme, estamos cada dia mais perto um do outro, eu posso sentir. E a gente vai fazer valer cada segundo longe.

Que Papai do Céu – ou outro alguém – te guarde e te proteja enquanto eu não posso.

Cada dia mais perto.