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Um pouco sobre destino

Oi, gente!

Estou muito na dúvida se devo continuar atualizando o blog sobre meu estado de saúde, porque foge da temática proposta. Mas por enquanto ainda não consigo pensar em outra coisa. O que vocês acham?

Mas como o último post foi bem dramático, achei bom voltar para dar mais tranquilidade a vocês que me acompanham. Porque eu estou mais tranquila e mais conformada. E também tenho me sentido melhor, menos efeitos colaterais da diálise.

Eu continuo fazendo a hemodiálise e ainda vou começar o processo para o transplante, mas estou emocionalmente mais forte.

Não desisti da adoção, não desisti de ter filhos.

Sabem quando eu falava em destino? Que achava que estava destinada encontrar meu filho nesse mundo? Agora acredito ainda mais nisso. Fico pensando que Papai do céu já sabia que eu ia iria passar por isso e colocou a vontade da adoção no meu coração. Nunca entendi direito de onde veio esse desejo e vocês sabem que sempre causou estranheza nos outros, pelo fato de não ter nenhum problema de fertilidade. Mas para mim sempre foi tão natural, e para meu marido também

Agora faz ainda mais sentido. Porque não sei se posso gerar filhos mais, porque talvez eu esteja com menopausa precoce (ainda não diagnosticada), por causa da insuficiência renal. E sem dúvida seria uma gravidez mais arriscada. Mas esse sofrimento eu não vou ter, de não poder engravidar, porque já não estava nos meus planos.

Por outro lado, tenho medo de fazer muitos planos e não poder realizar. Dizem que depois do transplante, a vida segue (quase) normal.  Então o plano é retornar para o mundo da adoção depois do transplante. Mas não tenho mais segurança em pensar muito no futuro, porque as coisas mudam muito rápido. Em frações de segundo. Então, no momento torço para que Deus permita que eu realize meu sonho nesta vida.

Em março, no mais tardar, em abril, teremos que dar entrada na renovação da habilitação. Mas não sei ainda como vai ser.  Sei que não posso me tornar mãe agora, nessa situação. Claro que se eu já tivesse filhos, eu daria um jeito. Mas ainda não tenho. Não preciso fazer nenhuma criança passar por isso.  Quero estar totalmente disponível! Totalmente dedicada! Além disso, não sei nem se a equipe da Vara vai dar parecer favorável.

Ironicamente hoje torço pro telefone NÃO tocar. Porque a última coisa que quero é dizer NÃO para uma criança. E eu vou ter que dizer, caso aconteça. Talvez o melhor seja suspender a habilitação. Ainda não decidimos.

Bem, acho que é isso. Que tudo isso seja apenas um obstáculo no caminho para o encontro, né?

Torçam, orem por mim!

Abraços e até a próxima.

 

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Um comentário em “Um pouco sobre destino

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