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Mudanças no CNA

Olá, pessoal!

Já tem um tempinho que o CNA ( Cadastro Nacional de Adoção) está sendo rediscutido – se é que ele já saiu de discussão.

Está rolando um Grupo de Trabalho na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para fazer as reformulações. O objetivo principal é agilizar o encontro de pretendentes e crianças.

Pois bem, nos meus passeios pela internet, vi uma notícia interessante no Portal CNJ. Eu vou deixar o link com a notícia completa no final do post. Mas eu venho falar aqui das partes que mais me chamaram atenção. Uma reformulação em discussão é no funcionamento do sistema. A ideia é que, ao invés do sistema acusar se há pretendente ou criança no momento do cadastro, como acontece hoje, ele não vai parar e vai cruzar os dados cadastrados dos pretendentes e das crianças, de forma intermitente, e quando houver compatibilidade, enviará um e-mail, automaticamente, para o juiz responsável e também PARA O PRETENDENTE ! O objetivo é dar mais transparência ao processo.

Claro que para um bom funcionamento, o Cadastro tem que ser alimentado frequentemente, coisa que sabemos que não acontece, por diversos motivos.

A matéria também inclui a – eterna – polêmica da destituição do poder familiar. E, infelizmente, essa novela está longe do fim.  Segundo a reportagem, de um lado, tem quem defenda a agilização desse processo, de modo que as crianças fiquem o mínimo possível nos abrigos, de outro tem aqueles que acham que esse agilização pode significar a criminalização da miséria.

Acho que com esse trecho extraído de lá, dá para sentir que essa mudança não vai acontecer agora.

Para a juíza Sandra, muitas vezes essas crianças têm mães com problemas com drogas ou que estão no sistema prisional. “Como o problema com drogas está atualmente classificado com um problema de saúde, equivaleria a tirar uma criança de uma mãe que tem câncer, a sociedade não acharia razoável isso, mas vê com bons olhos retirar uma criança de uma usuária de drogas da forma mais rápida possível”, afirma Sandra.

Bem polêmico, né? Apesar de compreender isso, acho injusto que as crianças paguem o preço da doença dos pais. Uma pessoa com câncer, usando o exemplo da Juíza, embora possa ficar debilitada, não coloca a vida de seus filhos em risco, né? Para mim, criminalizar a miséria, seria tirar um filho de uma família só porque a pessoa é pobre. E a gente sabe que pessoas pobres também amam e cuidam de seus filhos, da maneira que é possível. Claro que essa discussão é mais complexa que isso, mas aí já é assunto para outro post, que eu vou fazer. Aguardem. rs.

E sim,  o CNA ainda tem muito a melhorar, mas aos poucos ele vai se adequando (embora tanto os pretendentes quanto, principalmente, as crianças tenham pressa!).

Link da notícia completa. Leiam na íntegra!

Até a próxima!

“Cada dia mais perto.”

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