Habilitação · Minha adoção · Nossa história · Wesley

No GAA

Voltei para contar mais sobre minha experiência até agora no GAA.

Fui em duas reuniões, uma em Dezembro e outra este mês. Já cumpri a exigência da Vara, pois participei do Encontro Estadual dos GAAs/RJ e isso valeu como presença. Mas pretendo continuar participando destas reuniões.

Lá encontramos pessoas que estão passando pelo mesmo processo e também pessoas que já alcançaram seus objetivos. É muito bom para tirarmos dúvidas, abrirmos o coração e a cabeça para novas experiências e histórias de vida.

Agora estamos prontos para o próximo passo, que é entrar, de fato, com o processo de habilitação. É uma etapa muito burocrática, tem uma longa lista de documentos, mas é claro que é necessário. Nós entendemos, mas a ansiedade é grande. Neste sentido, os Grupo de Apoio são mesmo ótimos, pois encontramos muitas pessoas que já passaram por isso e podem nos dar dicas e conselhos.

Também na etapa de habilitação passaremos pelas “temidas” entrevistas. rsrs Ser avaliado sempre nos deixa nervosos. Mas, de certo modo, acho que todo mundo deveria passar por uma habilitação para se tornar pai/mãe, né? Biológicos e adotivos. A maternidade/paternidade não é mesmo pra qualquer um. rsrs. Então, teremos a entrevista com a psicóloga e depois com a assistente social. Vai ser aquela correria! Tô até vendo…rsrs A casa vai ficar um brinco.  No GAA ouvi histórias assustadoras de assistentes sociais malvadas, mas no grupo virtual as histórias são maravilhosas, de profissionais tranquilos. Vamos ver, né gente. É muita ansiedade. É um jeito único de vivenciar uma gestação e, particularmente acho que devemos curtir cada etapa. Por mais burocrática e impessoal que pareça. É isso, gente.

Até a próxima!!!

Anúncios
Eu recomendo · Filme · Resenha

Les Adoptés – Filme

Les adoptés (2011) Título original (Os adotados – minha tradução)
País França
Dirigido por Mélanie Laurent
Não sei o título em português, mas sei que tem disponível no Netflix.

Les Adoptés é um filme francês que trata da adoção de uma maneira muito comovente e, diria, completa. É um drama, drama mesmo. Chorei horrores. Mas a adoção em si é retratada de uma maneira bonita e bem sucedida.
O filme conta a história de uma família formada por mãe, duas filhas e um neto. Uma filha biológica, Lisa, que tem um filhinho, e uma filha adotiva, Marine. Essas duas irmãs moram juntas e juntas criam o menino. Então podemos perceber que a tia também adotou o menino, afetivamente. E vice-versa, pois a relação do menino com a tia também é de mãe-filho.
As irmãs têm uma relação muito íntima e são muito unidas até que um dia Marine se apaixona, deixando Lisa enciumada e ressentida. Drama e mais drama. Elas se afastam. Muito mais drama. Acontece um acidente que obriga Lisa a criar laços com o cunhado (Alex).

Eu recomendo este filme. Adorei a maneira sutil e verdadeira de tratar a adoção. Podem parar de ler se não quiserem saber o final!

*

PARE DE LER AGORA SE NÃO QUISER SABER O FINAL.

*

*

(SPOILER ALERT)

A partir do acidente os personagens se adotam. Achei muito bonito. O cunhado adota o garotinho que está sofrendo a ausência de sua tia. Marine e Alex aprendem a conviver e se unem em nome da pessoa que mais amam: Marine. E por fim, Lisa adota o filho de sua irmã. Sempre falo aqui de uma adoção no sentido afetivo.
O filme trata de forma muito atual a questão do lugar do afeto nas famílias, porque no final das contas é isso mesmo. Nós estamos sempre nos adotando, em diferentes níveis e de diferentes formas, mas é sempre a afetividade que define nossas relações, independente da genética.