Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

A dor da (pré) adoção

Olá!

Pela primeira vez desde que comecei nesse processo, posso dizer que cansei dele. De verdade. E pela primeira vez também, ele me machucou.

Sempre defendi o sistema e, por falta de alternativa, sinto que vou continuar defendendo. Mas ele falhou conosco. E ele falha com um monte de gente (especialmente as crianças). E acho que defender, não significa concordar com tudo, mas tentar melhorar.

Eis a história do que aconteceu. Nós finalmente recebemos a ligação. A LIGAÇÃO! Depois de anos sonhando quase diariamente com esse dia, ele meio que chegou, no final da tarde, no final do expediente de uma quinta-feira. Meu marido atendeu, me ligou, pois ele ainda estava no trabalho. E gente! Mil emoções, mil pensamentos! Mas logo veio o balde de água fria: era uma criança fora do nosso perfil! Não posso entrar em muitos mais detalhes, mas houve mudanças na nossa comarca e no sistema que ocasionaram isso.

Meu Deus, a gente sempre tomou tanto cuidado com nosso perfil, porque não queríamos NUNCA ter que dizer não pra uma criança. Suspendemos a habilitação quando fiquei doente, porque eu não queria precisar dizer não. Ainda consideramos, mudar ali, no ato, o nosso perfil, mas a razão falou mais alto e não era justo pra ninguém que a gente mudasse o perfil de uma hora pra outra, sem refletir muito, sem dialogarmos muito, como sempre fazemos.

Ficou bastante claro que temos que entender bastante nossa motivação para a adoção. A gente não quer fazer caridade, a gente não quer ser “bonzinho”, a gente quer ser mãe e quer ser pai e sabemos quais nossos desejos e nossas limitações. A gente sabe bem, porque são quase 6 anos estudando e conversando sobre tudo isso que gira em torno da adoção e da maternidade e paternidade. E o momento de colocar esse conhecimento em prática, chegou. Mas foi dolorido e um pouco traumatizante.

Fiquei muito desanimada com tudo isso. Tirou um pouco do “brilho” da espera, sabem? Perdeu um pouco a graça da contagem regressiva, porque é quase como se tivéssemos deixado nossa hora passar.

Sei que tomamos a decisão certa e sei que isso significa que está perto, perto de verdade. Mas a dor ficou e pela primeira vez desde que escolhemos a adoção, eu me arrependi! A gente não precisava ter passado por isso. Fiquei pensando que devia ter escolhido engravidar, como a maioria das pessoas, mas agora a adoção não é mais minha primeira opção, é a única, porque por ironia do destino, hoje eu não posso mais engravidar sem colocar meu transplante e minha vida em risco.

Mas há de valer a pena, né? Há de valer a pena!

Cada dia mais perto. (31)

enxoval

A saga do enxoval – O carrinho

Olha quem voltei! 🙂

Começamos a pesquisar de fato coisas de enxoval, como falei no post anterior, né? E, gente, que difícil! Estou feliz de ter começado mesmo, porque tá mais complicado do que imaginei. rsrs.

Escolhi o carrinho para começar. É um item mais caro e ao mesmo tempo divertido de fantasiar o dia que a criança estiver nele. rsrs. O que eu não esperava é que tem muitas coisas para se considerar, muitas funções, muitos tipos de carrinho.

E aí entram duas questões que estou tendo de lidar para a escolha desse e uns outros itens do enxoval, como vou falar em outro momento/post: 1. a idade da criança; 2. o nosso estilo de vida (o que temos/queremos ter). O primeiro já sabia, mas o segundo veio aí pra complicar. rs.

E aí, pesquisando, descobri que tem carrinho ideal para recém-nascido, um ideal para crianças mais velhas, um maior, outro mais compacto. E a escolha vai depender dessas coisas.

E o que consegui decidir é que para nós, meu marido e eu, um carrinho compacto e leve é o ideal para nosso estilo de vida: não temos carro, moramos em um lugar que tem tudo perto, logo andamos bastante e pegamos uber/táxi com frequência. O problema do carrinho compacto é que, em geral, não serve para recém-nascidos. Por isso, escolhi um modelo que encaixa um bebê conforto, que podemos comprar caso nosso bebê seja RN e ainda serve para a cadeirinha desta fase. E como alternativa um carrinho ainda mais leve e compacto, mas que não comporta o bebê conforto. (seguem as imagens dos modelos escolhidos abaixo)

O carrinho só vamos comprar mesmo depois da ligação, mas com os modelos escolhidos já sabemos o valor médio e já tomamos as decisões necessárias.

Carrinho Zap da Burigotto – Bem compacto
Carrinho Zap da Burigotto – com o bebê conforto
Carrinho Ohlalà da Chicco – Mais leve, mas não tem bebê conforto

Acho que esse item já está resolvido. Porém, se alguém for mãe/pai/tiver experência com criança e eu tiver fazendo alguma burrice, favor comentar. rs

Até a próxima!

Cada dia mais perto! (35)

enxoval · Minha adoção

Sobre o enxoval (de novo!)

Bem, esse assunto sempre me deixou dividida, mas o acordo aqui em casa era nada de comprar enxoval! Fiz listas do que achei que íamos ter de comprar, combinamos de fazer uma “poupança adoção” e pronto.

Mas, antes de ficar doente acabei comprando alguns (pouquíssimos!) itens de decoração e brinquedinhos, porque não são coisas que estragam com o tempo. Além de marcar algumas “conquistas” na adoção, no caso, o dia da habilitação e da renovação da habilitação.

Mas daí o tempo passou, a fila andou e andou… e cá estamos: um quarto vazio e a contagem regressiva em andamento. Então, mudei de opinião, porque a essa altura acho razoável adquirir alguns itens e fazer escolhas que, inclusive, vão impactar em nosso estilo de vida. Além disso, quero muito aproveitar essa fase gostosinha de escolher as coisas para o meu filho, com muito amor e a tranquilidade que essa fase de espera nos proporciona rs, porque a partir do momento que o telefone tocar, imagino que as coisas aconteçam rapidamente e com urgências que podem atrapalhar nas decisões e, no final, vamos comprar qualquer coisa sem raciocinar bem.

Então o plano é o seguinte, nesse primeiro momento, escolher o modelo exato dos itens mais caros, como o carrinho e o berço/cama e atualizar a lista do enxoval de acordo com a idade e, a medida que a fila for andando mais, começar a comprar itens mais básicos e que eu quero que sejam fofos e combinem com o tema/ cores do quartinho. rsrs. Ainda tem coisas que vai ser melhor mesmo só deixar escolhido porque vai depender muito da idade da criança. No mais, vamos colocar a mão na massa (finalmente!).

Até a próxima!

Cada dia mais perto! (36)

Sem categoria

Último do Ano

Olá!

Este é o último post do ano. E que ano, né? Que tempos mais loucos!

Mas mesmo assim estou com esperança de que o próximo ano seja mais gentil conosco. Tudo bem que faz parte do pacote das festas de final de ano ter Esperança. Raramente dá certo, mas se não tivermos nem isso, o que resta?

Particularmente, estou com muita expectativa de que meu bebê chegará no próximo ano. A fila está mesmo andando,  está cada vez mais parecendo real. Depois dos últimos quatro anos de tantas dúvidas e angústias, de tantos momentos que achei que seria tudo em vão e que isso nunca ia acontecer pra mim, enfim estou acreditando.

Ainda que bata aquele medo de não ser nada disso. Uma sensação de que a vida ainda não terminou de me pregar peças.

Mas poder acreditar que o futuro ainda me reserva dias bons é um privilégio danado.

Feliz Ano Novo para todos nós.

Até mais!

Cada dia mais perto.

Minha adoção

A fila andou!

Não, não é fake news, minha gente. A fila andou!

Não sou uma jovem mística,  mas será possível que os astros estejam se alinhando?

Desde que tivemos acesso ao SNA – já com 2 ou 3 anos de habilitação – a nossa posição sempre esteve acima de 250. Inclusive, uma época foi pra frente e depois pra trás.  Só sei que durante todo o ano de 2020, andamos por sofridas 10 posições. Dez em um ano! Mas a gente sabe que 2020 foi um ano completamente fora da curva.

Eis que aparentemente decidiram atualizar o sistema e de uma vez só caímos 70 posições, depois mais e mais e depois de alguns meses estamos entre os 50!!!

A luz no fim do túnel não era um trem, gente! São raios de sol!

Será que chegou a hora de fazer enxoval de verdade?

A gente sabe que tudo pode acontecer e essas posições podem demorar mais 3 anos hahaha. Mas me deixem saborear esse momento.

Cada dia mais perto mesmo.

Gestação do coração

A gestação mais longa do reino animal…

É a da elefanta! Dois anos! Coitada da mamãe elefante, ela precisa esperar de 22 a 24 meses para conhecer seu filhotinho. 

Quando entramos com a habilitação, apelidamos o nosso filho de elefantinho, justamente porque ouvi dizer essa história da gestação de elefante. Na época, nos informaram na Vara da Infância que a média de espera era de 2 anos.

Mas aí,  sabem como é. O tempo foi passando, daí fui pesquisar no google novamente, só  pra passar o tempo, e descobri que a gestação do elefante é a mais longa entre os mamíferos, mas no reino animal tem outras mais longas:

4° lugar: Elefante, 2 anos;                                 3° lugar: Salamandra Alpina, 3 anos e 2 meses; 2° lugar: Tubarão-cobra, 3 anos e 6 meses;

E em PRIMEIRO lugar…. rufem os tambores…

A nossa, Joyce e Paulo: 5 anos, 7 meses e contando!

Hahaha e aí? Quem dá mais?

Sem categoria

Sobre Transtorno de Ansiedade.

Faz 11 meses do meu último post. Como assim? Mas é que nesse quase um ano, assim como nos últimos que se passaram, eu quase desisti. Acho até que desisti por um tempo.

Estava perdida demais na sucessão de tragédias que nos rodeiam e também perdida dentro de mim. Quem tem Transtorno de Ansiedade talvez entenda melhor o quanto a nossa mente pode aprisionar a gente com o medo e o quanto a gente se perde a ponto de não se reconhecer mais.

E eu estava perdida, tentando desesperadamente me conectar com coisas que gostei um dia. Não apenas gostei, mas amei, adorei a ponto de fazer parte de quem sou. Por exemplo, meu desejo de ser mãe e minha paixão pela Adoção. Mas não estava conseguindo me conectar de verdade, cheguei a forçar um pouco a barra. Tentei postar mais aqui, porque sempre foi um cantinho tão meu, mas acabei me afastando cada vez mais.

Estava perdida entre efeitos colaterais de medicamentos, sintomas de ansiedade e a convivência com a doença crônica. Onde eu estava? Teria mudado em essência? Minha vitalidade, meu senso de humor, meis objetivos e sonhos? Teria tudo mudado?

Então, nesses últimos meses fiquei tentando encontrar meu caminho de volta ou apenas seguir em frente e construir novas coisas. Foi difícil, mas necessário, acho. Agora sinto que finalmente me encontrei, voltei pra mim. Hoje também trago os aprendizados (e também alguns traumas rs) dessa longa jornada. Mas, enfim, me reconheço. A cada dia aprendendo mais a conviver com a ansiedade e todas minhas peculiaridades.

Voltei a sonhar diariamente com a chegada do meu filho(a), com a ligação, com o enxoval, tudo isso.

Cansei de contar tudo o que perdi e tudo que foi tirado de mim; cansei de ter medo do futuro. Eu quero viver agora e a partir de agora.

Um dia de cada vez e cada dia mais perto.

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As pessoas como são e a vida como é

Eu sempre quis ser mãe.

Fui o tipo de menina que amava suas bonecas (Amanda, Juliana e Gabriela eram os nomes delas rs). Talvez por ter uma família não tradicional nunca sonhei em casar, mas a maternidade sempre esteve nos meus planos.

E é sobre isso que quero falar, sobre planos.

Uma outra coisa importante sobre mim é que sempre fui responsável. Sempre. Eu e minhas irmãs fomos morar com nossas tias quando nossa mãe faleceu. Nosso pai teve papel coadjuvante na minha vida e, certamente, para mim que sou a caçula, nunca ocupou o papel de pai. Minhas tias (que são, de fato, minhas mães) são bem mais velhas e já estavam cansadas de muitas coisas que envolvem a criação de filhos, então, talvez por isso, desenvolvi essa característica (ou talvez seja inata, quem é que vai saber?). Aprendi que tinha que fazer a lição de casa e estudar sem nenhuma cobrança de terceiros. Entre outras coisas, claro.

O que quero dizer contando esses dois fatos sobre mim é que apesar de sempre querer ser mãe, jamais teria feito de forma impulsiva. E aí fiz planos.

Planejei estudar e trabalhar, ficar estável financeiramente e madura emocionalmente, como manda o figurino. Comecei a namorar mesmo que não fizesse parte do plano a longo prazo, mas como uma jovem de 18 anos, aproveitei o momento. Acho importante frisar que apesar de me planejar, não deixei de curtir cada etapa. Com o tempo o namoro virou casamento, porque o destino quis que eu namorasse essa pessoa simplesmente maravilhosa que quis (ainda bem) manter em minha vida.

E aí chegou a hora de realizar o sonho da minha vida. A essa altura já tinha decidido pela adoção. Li muito, estudei muito e com tudo calculado decidi dar entrada na habilitação aos 27 anos. Ouvi muita gente dizer que adotar aos 27 parecia cedo demais, ignorando o fato de ser uma fala preconceituosa em relação a adoção (porque ninguém acha 27 anos cedo demais pra engravidar), explicava que o tempo médio de espera para meu perfil era de 2 anos e o tempo de habilitação na minha comarca era de, no máximo, 1 ano, de modo que seria mãe aos 30. Tudo certo, tudo calculado, tudo planejado.

  • Ainda com 27, dei entrada nos papéis.
  • Aos 28, saiu a habilitação.
  • 29 chegaram e parecia que tudo corria bem. Contagem regressiva para a realização desse sonho.
  • Dois meses antes do meu aniversário e 4 meses antes de completar 2 anos na fila, a vida decidiu entrar na frente dos meus planos.

E aí aprendi que fazer planos é se iludir. Tem muitas coisas que são meio de senso comum, meio conselho de vó, sabem? que a gente acha que entende, mas são ideias abstratas e bem distantes. E mesmo agora tentando descrever, só vai entender quem já sentiu na pele. Quem já sangrou.

“Ah, só quem viveu sabe, Gabi” rsrs

Tudo o que vivi nos últimos anos me mudou profundamente. Ainda não consigo fazer planos a médio e longo prazo (sei que isso também não é saudável e haja terapia! rs). Por isso tenho muita dificuldade em pensar em mim como mãe. Há muitos posts e relatos meus aqui falando de como sentia meu filhx perto. E meus dias eram floreados de devaneios com a chegada do bebê e meu dia a dia sendo mãe, com as partes boas e as ruins. Nada disso é verdade mais.

Por outro lado (e não seria eu se não houvesse O OUTRO LADO), amadureci muito, até demais pro meu gosto, mas sei que estou mais preparada para as adversidades que a maternidade pode trazer. Muito se fala em como idealizar o filho é prejudicial para a adaptação e como pode trazer frustrações tanto para os pais quanto para a criança. E eu já sabia disso porque, como já devem ter percebido, falo/leio/estudo muito sobre adoção. rsrs. Mas hoje ACEITO esse fato da vida, porque vai além da adoção, né? A vida é imprevisível!

A adoção traz essa artificialidade de poder escolher cor, idade, condição de saúde, etc. E existe uma razão para isso, claro. Mas filhos são pessoas e pessoas tem defeitos e, mesmo qualidades únicas. Além disso, a partir do momento em que a vida em família começa, muita coisa pode mudar. Pessoas saudáveis adoecem, não é possível prever personalidade. É preciso aceitar, de verdade, no seu âmago, a imprevisibilidade da vida. A gente pode ficar triste, preocupado, com raiva ou sei lá o que, mas no final das contas, é preciso lidar com cada obstáculo e cada mudança.

Por mais difícil que seja, existe alguma beleza em aceitar as pessoas como são e a vida como ela é.

Cada dia mais perto.

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Até o final feliz!

Olá!

Eu estava pensando um dia desses em uma mulher que conheci através desse blog. Acho que foi a primeira de quem fiquei mais próxima. Nem sei o nome dela. O blog dela era anônimo. Eu iniciava minha jornada na adoção e ela estava no jornada de tentante. Conheci muitas tentantes, sempre me senti mais próxima dessas mulheres porque, embora não seja a mesma coisa, o desejo de ser mãe é o mesmo. Além, é claro, de muitas chegarem até mim quando acabam decidindo adotar. Mas então, essa mulher engravidou depois de um ano, mais ou menos, e aí apagou o blog e nunca mais tivemos contato.

E aí eu estava pensando que comecei a escrever em setembro de 2014, seis longos anos atrás, logo o bebê dessa minha colega blogueira já deve ter uns 4 anos ou mais. Ela mal deve lembrar de ter tido um blog e bem provável que nem se lembre de mim.

E ela foi a primeira, mas não foi a única pessoa de quem fiquei mais próxima ao longo desses anos. Hoje ainda tenho amigas que conheci na blogosfera e outras que acabei perdendo o contato. Felizmente, a maioria já realizou o sonho da maternidade. E já traçaram outros planos e correm atrás de outros sonhos, tenho certeza.

Mas sinto falta de conhecer mais pessoas que estejam passando pelo mesmo que eu. Sinto que ter blog é uma coisa já muito obsoleta (já era na época que comecei). Mas especialmente sobre adoção é ainda mais raro. De vez em quando procuro, mas a maioria já deixou de escrever faz tempo. Sinto falta de acompanhar os blogs da vida.

Existem muitas páginas de adoção no instagram. Mas já sou uma tiazona e tenho dificuldade de me conectar de maneira mais profunda lá. Não dá pra escrever muito, mas ao mesmo tempo tem muita informação. Acho confuso. Enfim, uma tiazona. Mas a minha conta tá lá… vivo pensando em passar a escrever lá com frequência, mas também vivo pensando em desativar de vez.Enquanto isso, sigo por aqui. Meio que falando sozinha e às vezes falando com alguém. rs.

Também sinto que não posso parar de escrever aqui enquanto não tiver um final feliz, sabe? hahaha Acho que seria muito legal ter esse desfecho para quem me achar por acaso aí pelas internets, para quem me acompanha há muito tempo e para minhas ex amigas blogueiras quando lembrarem de mim.

Vejo vocês na próxima.

Cada dia mais perto do final feliz.

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Recapitulando…

Olá! Então…

Eu estou toda entusiasmada falando sobre tempo na fila e tal, mas a verdade é que nem estamos aptos para receber ligação do fórum por ora.

Eu já escrevi isso aqui, mas aproveitando que estou retornando ao blog, acho melhor explicar como está minha situação junto a minha comarca nesse momento.

Recapitulando. A nossa habilitação começou em Abril de 2016 e venceu depois de dois anos. Quando fomos renovar, eu já estava doente e em processo de pré-transplante. Eu e meu marido achamos que não seria um bom momento para ter filhos e decidimos suspender a habilitação para quando eu estivesse mais estável, ou seja, aproximadamente após um ano de transplante.

Porém quando fomos conversar com a assistente social, ela nos explicou que apesar da suspensão da habilitação não prejudicar nossa posição na fila, ela não achava necessário que a gente passasse pelo processo de suspender e depois retornar, porque a probabilidade da gente ser chamado nesse meio tempo era pequena.

Eu ainda não estava com o tranplante marcado, mas já tinha doador e já estava fazendo todo o trâmite, de modo que não iria demorar tanto tempo.

Ela sugeriu então que a gente só colocasse uma observação em nossa ficha, dizendo que não estávamos aceitando a indicação de crianças e o motivo. E foi o que fizemos.

Assim, hoje estamos ainda com essa observação em nosso cadastro de não receber ligação por ora. Fiz o transplante em dezembro de 2019 e o primeiro ano seria mais complicado, agora então com a pandemia, complicou mais. Porém ainda está dentro do esperado voltar apenas em 2021.

Agora vamos torcer para que as coisas melhorem logo para que no ano que vem a gente possa voltar ao fórum e tirar essa observação de lá! Quero coração saltando pela boca a cada vez que o telefone tocar. Rs.

Vejo vocês na próxima!

Cada dia mais perto.