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Saber ou não a posição na fila?

Olá! Olha só, segunda semana seguida. Que mulher comprometida e responsável! rs

Gente, eu não ia falar sobre isso hoje, mas nesta última semana aconteceu uma coisa curiosa (usando um eufemismo). Sabem lá o Sistema Nacional de Adoção, né? O SNA- por que tanto esperei e tanto exaltei. Pra quem não sabe, antes dele, não era possível que todas as pessoas tomassem conhecimento da sua posição na fila. Em algumas comarcas isso já era possível, mas não em todas. Na minha não dava.

Mas quando falo em saber a posição na fila é com bastante ressalva. E por isso, inclusive, que nem todas as comarcas compartilhavam essa informação com os pretendentes. Acontece que a posição na fila se forma a partir de cada criança, pois como sabemos, o tempo de espera depende, em grande parte, do perfil escolhido. Então a informação que eles nos passam é por alto, sem considerar as variáveis do perfil das crianças.

Com isso, estávamos, muitos de nós, no escuro completo. Aí veio a luz no túnel, o SNA – ou foi o que pensei. Eles fazem as tais ressalvas que citei acima, beleza. E aí eu criei o hábito bem saudável de olhar minha posição na fila com certa frequência: com bastante autocontrole uma vez por mês e na falta do controle, duas.

Longe – literalmente – de estar na posição que gostaria depois de 4 ANOS vim acompanhando minha posição cair, ainda que vagarosamente, com certa alegria e otimismo. E aí nessa semana eu voltei tantas colocações que estou mais longe agora do que no começo do ano.

Agora vou explicar meu drama em números: quando nos habilitamos a única informação que a gente possuía era que naquele 12 de abril de 2016 haviam aproximadamente 540 pessoas cadastradas na minha comarca. Em dezembro de 2019, quando comecei a acompanhar o SNA estávamos em 233º lugar. E agora no final de julho/2020 nossa posição é 240. Sabe, acabaram com minha frase de efeito: “cada dia mais perto.”

Eu não vou nem entrar no mérito do meu desespero. Minha questão aqui é até que ponto devemos confiar nesses números e se, no final das contas, saber essa posição, que não é a real, foi bom. Porque uma coisa é você não saber a colocação exata e tal, outra bem diferente é ficar indo pra frente e pra trás. A explicação deles é que pessoas podem ter voltado pra fila, por diversas razões: uma habilitação que estava suspensa, uma aproximação que não deu certo, enfim. Mas foi uma diferença muito grande.

Eu ainda acho melhor do que não saber nada, como era antes. Mas decidi que não vou mais olhar lá com tanta frequência e nem dar mais tanta importância. A gente até saiu da escuridão absoluta, né, tem uma vela acessa em algum lugar. Mas perdidos, ainda estamos. A gente precisa mesmo criar uma rede de apoio, seja através dos Grupos de Apoio, das redes sociais, com o(a) parceirx, qualquer coisa pra gente lembrar que, pelo menos, não estamos sozinhos.

Ah, deixa só eu fazer uma observação: o SNA é muito mais que isso, né? Ele tem outros objetivos e outras características. Aqui me referi apenas a essa questão específica.

Até mais.

Cada dia mais perto. Sei lá. rs

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Sobre ser otimista

Olá!

Então, 4 anos de fila, né? 4 anos e 3 meses… e contando.

Eu estava me lembrando de quando fui habilitada. Eu tinha 28 anos e convicção de que seria mãe aos 30. Nem 29, nem 31. Eu realmente acreditava que ficaria 2 anos na fila. Conversei com algumas pessoas, li alguns relatos na internet e cheguei a essa conclusão.

Acho que comentei isso algumas vezes nos posts antigos. Todo meu planejamento e preparação psico-emocional eram para aguentar dois anos de fila reclamando pouco (imagina se fosse muito rs). Fui chegando no meu limite (que eu mesma inventei), mas no final das contas a vida virou do avesso e quando dei por mim: 4 anos.

Quando ouvia histórias de pessoas que estavam 5, 6 anos na fila, me convencia de que eram exceção e de que o mesmo não aconteceria comigo. Mesmo sem perceber eu estava sendo muito otimista.

Hoje não ficarei surpresa se também completar 6 anos de fila. Espero que não, claro. Mas não me parece mais algo absurdo. É incômodo pensar isso, mas completamente plausível. Agora que consigo ver minha posição aproximada na fila dá pra ver que ainda falta um bom caminho pela frente. E gente, ficando tanto tempo esperando, muita coisa muda nas nossas vidas, não sou a única que passou por isso.

E de jeito nenhum quero fazer ninguém desistir. Porque se eu soubesse naquela época que eu também teria de esperar tanto tempo, eu ainda diria sim à adoção? Sem dúvidas. Mas eu acho que aceitar que esse é um processo longo ajuda a tornar a espera menos dolorosa e nos dá a chance de ter outros projetos em outros campos da vida. Dava pra ter feito outra faculdade, minha gente, rs. E, claro, se demorar menos, melhor ainda.

Um conselho para quem está começando e tem o perfil mais restrito: seja realista, mas mantenha-se esperançosa(o).

Até a próxima.

Cada dia mais perto.

Nossa história

Eu 2.0

Oi, gente, como estão? Espero que seguros e bem.

Eu quero voltar pro blog e este post sou eu voltando. Por um lado não quero criar muita expectativa me comprometendo com algo que talvez não cumpra, por outro lado preciso me comprometer sim, porque eu VOLTEI. Voltei a ser eu, mas eu 2.0.

E que situação, né? Eu voltando a ter energia e disposição e podendo me concentrar em coisas que não seja DOENÇA RENAL CRÔNICA e o mundo entrou nessa loucura aí. Agora eu posso sair, trabalhar, ser mãe, dona de casa, esposa, mulher, mas o mundo é que tá no pause. Pelo menos aqui em casa, porque estamos levando a quarentena a sério e temos o privilégio de poder estar em casa.

Mas não é disso que quero falar. Quero falar Sobre Adoção, porque é o nome (supercriativo) desse meu cantinho de que tanto gosto. É um misto de falar sozinha, como em um diário, mas alcançando pessoas que se importam de verdade sobre o que falo aqui.

E eu quero voltar a falar sobre adoção, porque voltei a pensar em adoção e a esperar… meu Deus ESPERAR (!) pelo meu bebê. E esperar é também ter esperança, né?

Então é isso. Blog 2.0. Eu 2.0.

Nos vemos semanalmente então, tá? Todo domingo, no esquema antigo.

Cada dia mais perto!

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4 anos na fila!

Oi, gente!
Quanto tempo, né?
Graças a Deus, meu rim novo está bem e as coisas melhoraram bastante até chegar essa pandemia maluca aí.
Mas aí no meio da confusão completei 4 anos de habilitada e nem me lembrei.  Isso jamais aconteceria antes de ficar doente. Rs.
Bem,  um dia desses eu precisei achar um post antigo aqui pra ajudar uma pessoa. E foi meio doloroso olhar todos esses posts,  de uma Joyce totalmente diferente.  Sei que é clichê,  mas eu estava cheia de sonhos e esperançosa de que tudo ia dar certo, não importa quanto tempo demorasse.
Mas qual a relação entre a doença renal, a pandemia e os 4 anos de habilitação? Rs
É que meu lado racional está gritando aqui dentro de mim de que ter filhos na minha situação é loucura e é egoísmo.
Fato.Essa doença vai fazer sempre parte da minha vida e já vivo da melhor maneira que poderia com o transplante.Fato. O transplante me deixou mais frágil e mais suscetível a pegar doenças. Fato. Essa pandemia é uma loucura, mas acontece. Doenças novas estão sempre surgindo e sempre estarei no “grupo de risco”. Fato. São 4 anos na fila e ainda estou longe do começo dela.
Por outro lado, ainda tenho o mesmo sonho. De ser mãe. E muitas vezes é esse desejo que me dá forças pra continuar minha luta.  Nos últimos anos, por muitas vezes, pensei que a morte estava próxima e eu pensava o que eu mais gostaria de realizar na vida,  o que mais doeria deixar de fazer. Sem dúvidas, ter filhos. Mas filhos, não basta tê-los,  né? Quero criar, amar e ver crescer.

Meus maiores medos na vida, nessa ordem:

  • Morrer sozinha
  • Morrer
  • Não ser mãe

  • Bem, eu não tenho resposta para essas questões. Então, vou finalizar esse post dizendo apenas que não desisti de nada ainda. Continuo na fila,  continuo fazendo terapia haha, e me cuidando da melhor maneira que posso pra ter um futuro com meu filho ou filha.


    Espero voltar logo. Esqueço do quanto gosto daqui. Abraços.
    E … cada dia mais perto. 😁

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    Renascida

    Oi gente ! Como vocês estão?

    É com grande alegria que venho anunciar que fiz meu transplante! Vivaaaa!

    Aconteceu no dia 09 de dezembro e ainda estou me recuperando, de repouso, mas tudo está correndo bem. Sei que ainda falta muita coisa para acontecer, especialmente no primeiro ano pós-operatório. É uma recuperação lenta, mas vocês não fazem ideia da felicidade que estou sentindo. E a gratidão por minha irmã (mimha doadora) é imensurável.

    Mas não quero me alongar nessa parte e também não estou em condições de me alongar mesmo. Rsrs.

    O que eu realmente quero contar agora é que desde a noite anterior a cirurgia, dia que eu achei que estaria muito ansiosa e nervosa, fui invadida por um sentimento que até demorei para reconhecer, esperança. Esperança por dias melhores, por minha vida de volta, meu casamento e meu filho. De repente veio uma certeza de que tudo ia ficar bem, que eu vou poder realizar meus sonhos, conhecer meu filho e viver tudo o que esperei por todo esse tempo que escrevo aqui. E com isso veio a paz e a força para passar por mais essa etapa.

    Estou muito animada para voltar a escrever aqui tambem.

    Paciência porque está cada dia mais perto.

    Abraço.

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    Sistema Nacional de Adoção. Bendito seja!

    Oi, pessoal

    O Cadastro Nacional de Adoção (CNA), finalmente, colocou as mudanças em prática, tornando-se , assim, no Sistema Nacional da Adoção e Acolhimento (SNA).

    Minha expectativa para o novo sistema está altíssima. A proposta é acelerar as adoções, tornando o cruzamento dos dados das crianças com o dos pretendentes mais eficiente. E também tornando o processo mais transparente. Pelo o que eu entendi o CNA era só um cadastro mesmo (como nome já diz) que unia todos os pretendentes e crianças do país. Agora é um sistema (também muito auto explicativo), com inteligência para promover o encontro dos dois grupos.

    Se quiserem ler mais sobre o sistema podem clicar aqui.

    O sistema já está no ar e os pretendentes habilitados, em teoria, já podem acessá-lo através da página do SNA. Digo “em teoria” porque eu mesma tive um pouco de dificuldade para fazer o acesso, mas recebi uma ligação da minha Vara da Infância e eles disseram que na migração do Cadastro para o Sistema ocorreram alguns problemas com algumas pessoas e eles estavam consertando uma a uma. Para acessar é necessário estar habilitado, aí é só entrar no menu Acesso a Pretendente e preencher os campos com seu CPF e Processo de Habilitação.

    No ar desde o dia 12 de outubro, só consegui acessá-lo hoje. E finalmente consegui ver minha colocação na fila! Depois de mais de 3 anos! Finalmente um número para confortar meu coração. Sei que a colocação é só para dar uma ideia mesmo e eles fazem todas as ressalvas necessárias, por exemplo, que vai depender do perfil da criança desejada, mas já considero um grande avanço.

    Enfim, a gente espera que o novo sistema de adoção e acolhimento possa cumprir melhor o seu principal papel de dar a todas as crianças brasileiras o direito de conviver em família.

    Obs: Que bom escrever sobre esse assunto que amo de novo e esquecer um pouquinho da doença.

    Até mais!

    Cada dia mais perto!

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    Atualizando…

    Oi, pessoal.

    Quanto tempo, né? É que além de não ter muita “cabeça” para vir aqui, não tenho muitas novidades. Mas sinto falta de escrever aqui e sinto muito por ter perdido tanta coisa. Tem algo de especial em escrever em blog, vocês não acham? É como escrever um diário, mas com a esperança de que mais alguém vai te entender e se identificar. E falando em sentir falta, o que eu mais sinto falta, com certeza, é de mim mesma. E de como as coisas eram antes. E de como o futuro era tão melhor e tão bom de ser planejado. Hoje eu evito pensar no futuro.

    Continuo aguardando o transplante. Inacreditavelmente, em dezembro completarei 2 anos de “vida nova” – que em muitos aspectos é mais uma sobrevida do que uma vida propriamente dita.  Digo isso porque coloquei minha vida toda no pause: meus planos para o trabalho, estudos, filhos e até meu casamento. Tudo se resume à Doença Renal e ao transplante e às consultas e aos remédios e aos exames e à diálise e por aí vai.

    No entanto, recentemente o médico do trabalho mandou eu voltar ao serviço. Como se minha rotina já não fosse cansativa. Meu dia tem 14 horas, porque as outras 10 horas eu passo na cama fazendo diálise. Mas achei que podia ser melhor pra mim, recuperar algum senso de normalidade na minha vida. Mas no final das contas é só cansativo mesmo. E na maioria dos dias eu nem consigo ir.

    Eu continuo na dúvida sobre seguir com o plano de ser mãe um dia. Não acho justo fazer uma criança conviver com uma mãe de saúde frágil. No final das contas, acho que preciso aprender a ter um novo sonho, porque, pensem comigo, eu passei pelo menos uns 5 anos sonhando e idealizando meu futuro com meu filho; eu sonhei tanto com cada brincadeira, cada abraço, cada birra; sonhava com a rotina de dar banho, dar comidinha e ninar pra fazer dormir; sonhei com fralda suja, com a casa barulhenta e com as “malcriações”. Eu sonhei tudo, mas nunca imaginei meu filho indo me visitar no hospital, meu marido tendo que se virar sozinho. A carga emocional de uma doença crônica é muito pesada e eu só quero uma vida leve pro meu filho. Então, talvez eu só precise aceitar que minha maternagem vai ter peculiaridades. Ou talvez seja puro egoísmo prosseguir com essa ideia.

    Mas essa não é uma decisão que devo tomar agora e nem sozinha, porque esse sonho nunca foi só meu, não posso simplesmente tirar isso do meu marido.

    Por hoje é tudo. Vim só matar um pouco a saudade. A gente se vê na próxima.

    Cada dia mais perto.

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    Cada dia mais… longe?

    Quem é vivo sempre aparece, né? Logo aqui estou! rsrs Graças a Deus!

    Gente, finalmente saiu a renovação da habilitação. Demorou quase um ano – imagino que a equipe da Vara não dê prioridade para renovação porque a gente não sai da fila pra renovar, é só um processo mais burocrático mesmo. Inclusive descobri que em muitos lugares do Brasil nem existe renovação de habilitação.

    No dia 08 de Abril fomos lá na Vara buscar o certificado que dessa vez tem validade de 03 anos. Assistimos mais uma vez a palestra (junto com pessoas que estavam se habilitando), então não teve muita novidade, só as perguntas de sempre: quanto tempo demora, se o cadastro é nacional, esse tipo de coisa. Exceto por uma nova informação, que nos leva ao título desse texto: o tempo médio de espera para perfil similar ao meu aumentou de 2 a 3 anos para de 3 a 5 anos. É isso mesmo que você está lendo! 5 anos! O que aconteceu: em 2015 (que foi quando eu entrei com o processo de habilitação) a Vara se dividiu, mas uma Vara ficou com a maioria dos pretendentes (a minha!) e a outra ficou com a maioria das crianças, dessa forma a fila da minha Vara passou a andar mais devagar, aumentando o tempo médio de espera.

    Aí eu fico pensando no meu mantra, que por tanto tempo achei genial, infalível: ” Cada dia mais perto.” O raciocínio era o seguinte, não importa o tempo que demore, cada dia que passa é um dia a menos de espera, logo a cada dia estarei mais perto do encontro. Mas a vida, senhoras e senhores, é imprevisível e é melhor a gente aceitar isso. A impressão que tenho agora é que está cada vez mais longe. Primeiro veio a doença deixar tudo de cabeça pra baixo, meus planos todos tiveram de ser repensados, adaptados, de alguma forma. E agora mais essa. Desde o começo do processo eu tenho a informação de que a espera média é de 2 a 3 anos e em 12 de abril fizemos 3 anos de habilitados. Pensei, agora vai! Vai ser só o tempo de fazer o transplante e me recuperar. Hahaha. Ledo engano.

    Com isso, não sei mais se vou suspender a habilitação, porque se ainda tenho um, dois anos de espera pela frente (se não aumentar de novo) qual o sentido de suspender?

    Bem , é isso.

    Quanto ao transplante ainda estou sendo enrolada, mas sou a próxima da fila (foi o que me disseram). Continuo esperando. Sorte a minha que sou expert em esperar, né? rs.

    Até mais, pessoal! Abraços para todos!

    Cada dia mais perto?

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    Será que ainda tem alguém aí?

    Oi, gente.

    Tem alguém aí? rs Pra quem estava na dúvida, eu continuo por aqui.

    O processo de renovação da habilitação ainda não foi concluído. Tá demorando demais, né? Já fomos fazer as entrevistas, mas o processo ainda está tramitando. Isso também significa que ainda não suspendemos a habilitação oficialmente. A “boa” notícia é que não tenho mais pressa, então tudo tranquilo. E rumo aos 3 anos de habilitação.

    Quanto ao transplante, já fiz todos os exames necessários. Minha irmã também. Agora só falta o médico marcar a cirurgia. Mas ele já marcou e desmarcou três vezes, logo sigo esperando.

    Tenho me sentido bem melhor. Tanto física quanto emocionalmente. Os dias ruins, embora ainda presentes, agora são exceção. Alguns dias ainda tenho dificuldade em aceitar que vou conviver com essa doença até o fim dos meus dias. Alguns dias ainda me pergunto se ter filhos nessa condição é uma ideia boa. Mas aí passa. Viver um dia de cada vez ajuda bastante.

    Hoje tenho esperança de que vou viver dias felizes ao lado meu filho (ou filha). Não penso que vou voltar a ser feliz um dia, porque acho que já sou feliz agora. Os dias mais sombrios já ficaram pra trás.

    Bem, é só isso. Queria só atualizar vocês da minha vida – se é que alguém se interessa. kkk

    Abraços e até a próxima!

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    [Renovação] Entrevista Assistente Social

    Oi pessoal.

    No dia 26 de setembro fomos à Vara da infância fazer a entrevista com a Assistente Social para a renovação.

    Dessa vez demorou bastante pra sermos chamados (em comparação com a habilitação), mas dessa vez nós também não estamos com essa pressa toda. Na verdade, essa demora está nos beneficiando.

    Mas enfim. Fomos lá, conhecemos a assistente social nova. Gostamos dela também. Mais uma vez foi bem tranquilo. Ela confirmou algumas informações que estavam na nossa ficha e contamos a tal da novidade: doença renal, necessidade de suspender a habilitação, a ladainha que vocês já sabem . Rsrs.

    Mantivemos o perfil, com exceção da condição de saúde. A Assistente Social nos orientou de colocar que aceitamos doenças tratáveis para podermos avaliar caso a caso . Essa questão é sempre complicada, porque é uma gama enorme de doenças. De fato, não dá pra dizer de antemão quais tipos de doença conseguimos lidar e quais não.

    O próximo passo agora é entrevista com a psicóloga.

    Aí só depois que sair a renovação, devidamente assinada pelo juiz, que daremos entrada oficialmente na suspensão. Considerando que meu transplante está se aproximando, talvez, no final das contas, a gente nem saia oficialmente da fila. Vamos aguardar.

    Bem, é isso. Foi bom demais matar a saudade.

    Espero voltar em breve com notícias boas.

    Cada dia mais perto. Eu tô sentindo.

    Abraços.