Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

Quando os corações se abrem

Oi, pessoal!

Eu já devo ter comentado por aqui que algumas pessoas da minha família não ficaram muito radiantes com a notícia de que vamos adotar. Eu e meu marido – na época namorado – decidimos isso há muitos anos, mas no começo acho que muita gente não acreditou que iríamos levar a diante. Com a concretização, algumas pessoas se decepcionaram.

Minhas tias disseram que se elas pudessem escolher por mim, não escolheriam a adoção. O que doeu um pouquinho, considerando que elas são minhas mães “do coração”, pensei que elas entenderiam com mais facilidade.

Minha sogra nunca falou nada contra a adoção, mas sempre teve esperança de que a gente ia mudar de ideia ou de que eu vou “acabar engravidando” depois que adotar. rs.

Meu pai, então, não gostou nem um pouquinho da ideia. O que é irônico, porque ele só é meu pai biologicamente falando, porque depois que minha mãe morreu, quando eu tinha 1 ano, ele deixou essa função de lado. Claramente nossas concepções do que é ser pai/mãe são bem diferentes. Mas isso é assunto para Freud. rsrs.

Resumindo, não teve muita champanhe nem confete com a notícia de que íamos nos habilitar ou a de que entramos na fila. Exceto minhas irmãs. E nós mesmos, claro.

Mas as coisas estão mudando – exceto pelo meu pai, mas ele não conta rs. Eu estou sentindo que as pessoas estão ficando cada dia mais ansiosas. Estão sempre perguntando sobre como anda o processo, imaginando como vai ser quando a criança chegar, querendo comprar mimos e demonstram mais interesse quando falo sobre isso.

Estou muito feliz com essa nova fase. Não estamos mais sozinhos nessa espera. Dá pra ver que o amor já está nascendo no coração delas também.

Se alguém aí tiver contando as vantagens desse tempo todo de espera, anota mais esse: dá tempo dos corações se abrirem.

E a família de vocês, o que pensam sobre isso?

Abraços. Até mais!

Cada dia mais perto.

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Confissões de uma grávida do coração – episódio 4

Então, gente… Eu ando tão ansiosa, mas tão ansiosa, que sonho com meus filhos toda hora. Alguns sonhos nem lembro direito depois que acordo, outros parecem tão reais que consigo até sentir e me dá uma raiva danada quando acordo e percebo que nada daquilo era real. Já tive até pesadelo.

A primeira vez que sonhei até escrevi post poético/melodramático aqui. E foi daqueles super reais, gostosos de sonhar e difíceis de acordar. 😦

Por duas vezes, sonhei que era mãe de uma menina que se chamava Isabela. Fiquei achando que era uma premonição rs, mas aí me dei conta que deve ser só meu subconsciente agindo, porque tenho uma gata que se chama Bela.

O pesadelo foi muito bizarro. Acho que refletiu um medo que tenho mesmo, de não dar conta da maternidade, mas de uma maneira bizarra. No sonho eu esquecia que tinha tido uma filha e não conseguia lembrar a última vez que tinha dado comida para a pobre menina. Meu marido também não lembrava. Aí eu corria para preparar a mamadeira, enquanto minha prima – que apareceu do nada – olhava a bebê. Mas aí minha prima tirava a menina do bebê conforto e colocava na cama e quando eu cheguei no quarto alguém tinha rolado em cima dela. Um horror! Tive que contar esse pesadelo na terapia de tão chocada que eu fiquei. rsrs.

Agora o último sonho que tive foi nessa semana que passou. Uma delícia. Sonhei que tinha gêmeos (não sei porque, me habilitei para apenas uma criança). Foi rápido. O menino vinha correndo pelo corredor para me abraçar e em seguida a menina. Juro que deu pra sentir o abraço e fiquei até com saudade quando acordei. rsrs.

Tirando o pesadelo, rs, toda vez que tenho esses sonhos mais “reais” fico achando que é um tipo de sinal ou de premonição. rs. E olha que eu sou uma pessoa bastante cética, não acredito em quase nada, mas vai que… né? rsrs

E vocês, sonham com seus filhos?

Até mais!!!

Confissões de uma grávida do coração – episódio 1

Confissões de uma grávida do coração – episódio 2

Confissões de uma grávida do coração – episódio 3

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Sem categoria

Pretendentes malvados

Oi, gente. Estou em falta com vocês, né ? Não teve post semana passada. .. Por falta do que falar mesmo.

E o que vou falar hoje, já falei em pelo menos um post, mas talvez em outros também.

Estava eu passeando pelo Instagram, e lá estava, mais uma vez, mais um post enumerando os motivos de ter tanta criança sem família nesse Brasil:  nós!  Isso mesmo, eu e vocês (alguns de vocês, pelo menos  rs).
E tá em todo lugar.  Qualquer matéria de jornal,  programa de TV, nas redes sociais. Quando se fala em adoção, se fala nos pretendentes malvados e egoístas que não estão dispostos a fazer adoção tardia, especial e/ou múltipla.

Pretendentes a adoção são muito malvados e são incapazes de solucionar um problema social.

O Estado não tem nada com isso. Não tem políticas públicas também.  Não investe nas crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Não oferece educação de qualidade e não dá o que é preciso para quando os jovens completam 18 anos e precisam sair do abrigo. Nem ao menos consegue cumprir sua própria lei de não deixar uma criança abrigada por mais de 2 anos.

A sociedade também não tem nada com isso. Acham lindas as histórias de adoção,  ficam com dó das criancinhas. Mas quando descobrem que alguém próximo deseja adotar , não fazem um comentário de apoio, lembram de todas as experiências de adoção fracassadas da história e ainda tratam as famílias adotivas como inferiores, porque não conseguem enxergar amor além da genética.

A culpa mesmo é dos pretendentes perversos que precisam entender que adoção não é caridade, mas ao mesmo tempo precisam salvar todas as 7 mil crianças disponíveis para adoção que vivem acolhidas. Um pouco contraditório, né? Mas é tudo culpa nossa. E as outras 50 mil que não estão aptas para adoção são responsabilidade de quem?

Acho que já está na hora de ampliarmos essa discussão. Colocar a responsabilidade nos pretendentes não ajuda ninguém. Eu, por exemplo, cada vez que leio isso tenho vontade de largar tudo. Ninguém chega para uma pessoa que decide engravidar e diz, mas por que você não adota uma criança mais velha? As matérias sobre adoção não responsabilizam todos os outros cidadãos do país – ou seja, todo mundo que não seja pretendente – por não querer adotar, independente do perfil.

O que nós devíamos estar fazendo enquanto sociedade é cobrar do Estado que cuide dessas crianças. Que cuide dessas famílias antes de ser tarde demais. Não podemos ser o único grupo dentro da sociedade responsável por resolver esse problema, porque é impossível.

Eu faço caridade de outras formas. Não vou salvar ninguém. Adoção não significa isso pra mim .

Desculpem o desabafo, mas esse discurso já está velho e cansativo.

Abraços e até a próxima. 

Cada dia mais perto.

cna · Processo · Sem categoria

Mudanças no CNA

Olá, pessoal!

Já tem um tempinho que o CNA ( Cadastro Nacional de Adoção) está sendo rediscutido – se é que ele já saiu de discussão.

Está rolando um Grupo de Trabalho na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para fazer as reformulações. O objetivo principal é agilizar o encontro de pretendentes e crianças.

Pois bem, nos meus passeios pela internet, vi uma notícia interessante no Portal CNJ. Eu vou deixar o link com a notícia completa no final do post. Mas eu venho falar aqui das partes que mais me chamaram atenção. Uma reformulação em discussão é no funcionamento do sistema. A ideia é que, ao invés do sistema acusar se há pretendente ou criança no momento do cadastro, como acontece hoje, ele não vai parar e vai cruzar os dados cadastrados dos pretendentes e das crianças, de forma intermitente, e quando houver compatibilidade, enviará um e-mail, automaticamente, para o juiz responsável e também PARA O PRETENDENTE ! O objetivo é dar mais transparência ao processo.

Claro que para um bom funcionamento, o Cadastro tem que ser alimentado frequentemente, coisa que sabemos que não acontece, por diversos motivos.

A matéria também inclui a – eterna – polêmica da destituição do poder familiar. E, infelizmente, essa novela está longe do fim.  Segundo a reportagem, de um lado, tem quem defenda a agilização desse processo, de modo que as crianças fiquem o mínimo possível nos abrigos, de outro tem aqueles que acham que esse agilização pode significar a criminalização da miséria.

Acho que com esse trecho extraído de lá, dá para sentir que essa mudança não vai acontecer agora.

Para a juíza Sandra, muitas vezes essas crianças têm mães com problemas com drogas ou que estão no sistema prisional. “Como o problema com drogas está atualmente classificado com um problema de saúde, equivaleria a tirar uma criança de uma mãe que tem câncer, a sociedade não acharia razoável isso, mas vê com bons olhos retirar uma criança de uma usuária de drogas da forma mais rápida possível”, afirma Sandra.

Bem polêmico, né? Apesar de compreender isso, acho injusto que as crianças paguem o preço da doença dos pais. Uma pessoa com câncer, usando o exemplo da Juíza, embora possa ficar debilitada, não coloca a vida de seus filhos em risco, né? Para mim, criminalizar a miséria, seria tirar um filho de uma família só porque a pessoa é pobre. E a gente sabe que pessoas pobres também amam e cuidam de seus filhos, da maneira que é possível. Claro que essa discussão é mais complexa que isso, mas aí já é assunto para outro post, que eu vou fazer. Aguardem. rs.

E sim,  o CNA ainda tem muito a melhorar, mas aos poucos ele vai se adequando (embora tanto os pretendentes quanto, principalmente, as crianças tenham pressa!).

Link da notícia completa. Leiam na íntegra!

Até a próxima!

“Cada dia mais perto.”

Evento · Gestação do coração · Sem categoria

Eventos pelo Brasil – Dia da Adoção 2017

Hoje é sexta e tá tendo post! Não, meu telefone não tocou 😦 rs

Mas é que na próxima semana, dia 25 de maio, é o Dia Nacional da Adoção e vão acontecer vários eventos em comemoração pelo Brasil todo. ❤ A maioria vai ser no domingo, então corri aqui para postar logo, para que dê tempo de se planejarem.

Gente, provavelmente eu não consegui localizar TODOS os eventos que vão ocorrer pelo Brasil, então acho válido procurar se informar em sua cidade, tá bom?

Mas segue aí a (longa) lista do que consegui achar na vastidão da internet (em ordem alfabética pra facilitar):

Aracaju/SE

I Caminhada em Prol da Adoção

Dia 21 de maio, às 16h, no Calçadão da Praia Formosa.

Barra Mansa/RJ

I Caminhada da adoção de Barra Mansa

Dia 21 de maio, às 8h, em frente ao Bramil

Bauru/SP

I Caminhada pela Adoção

Dia 21 de maio, às 8:30h, Polícia Federal ( Av. Getúlio Vargas)

 

Betim/MG

Caminhada em comemoração ao Dia da Adoção

Dia 27 de maio, às 8:30h, na Praça Milton Campos (sugere-se usar camisa branca)

Cachoeira Paulista/SP

Almoço em comemoração ao Dia Nacional da Adoção

Dia 20 de maio, às 12h, no Lar das Crianças Padre João Benevides

Campo Grande/MT

Piquenique em comemoração ao dia Nacional da Adoção

Dia 21 de maio, às 15h, no Parque Indígena

Gravataí/RS

Conversando sobre adoção

Dia 26 de maio, às 19:30h, na Faculdade Cesuca

Içara/SC

Palestra com o Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Farroupilha/ RS, Dr. Mário Romano Maggioni

Dia 25 de maio, às 19h, na Câmara Municipal de Vereadores de Içara/SC

Jacareí/SP

Passeio ciclístico e Caminhada pela Adoção

Dia 21 de maio, às 8h, TBB Jacareí (Rua Carlos de Campos)

Mauá/SP

I Caminhada Adoção de Mauá

Dia 21 de maio, às 09h30. (não encontrei o lugar da concentração 😦 )

Ourinhos /  MG

Caminhada Pela Adoção – Toda Criança em família

Dia 21 de maio, às 08h, na Praça da Catedral

Praia Grande

V Caminhada da Adoção – GAALA

Dia 28 de maio, às 10:30h, na Praça Duque de Caxias

Porto Alegre/RS

II Caminhada ELO 

Dia 21 de maio, às 14:30h, Parque Farroupilha

Ribeirão Preto/SP

I Caminhada pela Adoção

Dia 21 de maio, às 9h, na Praça da Bicicleta

Rio de Janeiro/RJ

VII Caminhada da Adoção

Dia 21 de maio, às 09 horas, Forte de Copacabana

São Paulo/SP

Caminhada da Adoção

Dia 21 de maio, às 10h, no MASP. ( Sugere-se usar camisa branca)

Santa Maria / RS

I Caminhada Santamariense de Apoio a Adoção

Dia 28 de maio, às 13h, na UFSM

Sete Lagoas / MG

I Caminhada e passeio ciclístico pela Adoção de Sete Lagoas

Dia 21 de maio às 9h, centro de Sete Lagoas

Uberaba/MG

III Corrida da Adoção

Dia 21 de maio, às 8h, no Parque das Acácias

[editado] A amiga do YdeYoga comentou que na página do facebook da ANGAAD também tem lista com vários eventos .

Observação: Gostaria de deixar registrado mais uma vez meu descontentamento.: para cada 10 resultados sobre Adoção na busca do Google, 9 são de adoções de animais. Amo os animais, mas isso é irritante, humanidade.

Feliz dia da adoção, pessoal! Abraços!

Até mais.

“Cada dia mais perto”

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Então é Dia das Mães…

E ao contrário do que vocês devem estar pensando, não vou reclamar. Não vou lamentar mais um dia das mães sem o/a baby por aqui.

Porque a verdade é que eu já me sinto mãe. Tudo o que tenho feito ultimamente é pensar em meu filho/ minha filha. Passo meu tempo sonhando em como será o encontro e quando será; penso em que tipo de mãe quero ser e que tipo é mais provável que eu seja; imagino cada detalhezinho, como serão seus olhos,  seus cabelos, sua voz e sua personalidade; qualquer lugar que eu esteja ou viagem que faça me faz querer viver tudo com meu filho ao meu lado; me preocupo também: será que já nasceu, será que está sofrendo, está com fome, com medo, se tem colinho?

O colo ainda não posso dar, as lágrimas ainda não posso enxugar, mas o amor já está aqui. E a cada dia cresce mais, tanto que nem sei se ele ainda vai caber no peito se eu tiver de esperar mais um ou dois anos.

Enfim, desejo um feliz dia das mães (!) para quem já carrega seus filhos nos braços, no ventre e para quem, como eu, só os carrega no coração.

Até próxima.

“Cada dia mais perto”

Eu recomendo · Livro · Sem categoria

(RESENHA) Flávia e o Bolo de Chocolate, Míriam Leitão


Flávia e o Bolo de Chocolate é um livro infantil da Míriam Leitão que aborda a adoção, mas mais do que isso, a adoção inter-racial.

A autora não se prendeu muito na parte do “por que” adotar como a maioria dos livros infantis sobre o tema, ela aborda essa questão simples e diretamente:

“- É ela! Senti na hora que a vi. Eu gostei dela e ela gostou de mim, olha só o sorriso!” Pronto, assunto encerrado. Eu gosto dessa naturalidade.

A questão mesmo do livro é que a Flávia, a filhinha, depois de um certo tempo diz que não gosta de sua cor “marrom” e de nada da cor “marrom” e que queria ser igual a mãe. Daí com a mesma simplicidade, a mãe explica de uma maneira divertida que as pessoas, apesar de serem iguais, possuem diferenças e que isso é legal. Além disso,  a mãe consegue convencer a filha que muitas coisas da cor marrom são bonitas e boas, inclusive a cor de sua pele. 

Eu gostei bastante do livro. Ele tem ilustrações bonitas, é bem escrito e tem uma mensagem bem legal que valoriza a diferença e a autoimagem da criança.

Até a próxima! 

Cada dia mais perto.”

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    “Quando eu for mãe…”

    Olá, pessoal!

    No post de hoje vou responder a tag “Quando eu for mãe” que nasceu do bate-papo com minhas BFF´s virtuais, a Andie, do blog Futura Mamãe Ursa e a Mi, do blog Meu Plano A.

    Acho que o nome da tag é auto-explicativo, mas, bem, o objetivo é listar coisas que consideramos mais importantes na criação dos nossos filhos, o que queremos e o que não queremos fazer. Nossa maternagem idealizada. E daqui a alguns anos – esperamos que não muitos anos – a gente vai saber se pagamos a língua.

    Quando eu for mãe,

    • vou cantar pra ninar o sono toda noite;
    • vou limitar o uso de TV/tablet/computador para até uma hora diária na infância;
    • vou permitir o uso de telefone celular só a partir dos 12 anos;
    • não vou cobrar notas altas, desde que se dedique aos estudos;
    • vou ajudar com a lição de casa, pacientemente;
    • vou oferecer comidinha sem sal pelo menos até os 2 anos de idade;
    • alimentos industrializados banidos pelo menos até os 3 anos de idade;
    • vou ter todas as refeições à mesa, em família, sem eletrônicos;
    • nada de cama compartilhada por aqui (tá, só de vez em quando 😀 );
    • passeios ao ar livre toda semana;
    • fazer programas culturais como museus e teatros, pelo menos uma vez ao mês;
    • arrumar sempre uma horinha por dia, pelo menos, para brincadeiras;
    • não vou bater;
    • não vou gritar (essa parece difícil, mas eu não tenho hábito de gritar com ninguém, então acho que consigo! rs);
    • vai ter festinha de aniversário com tema todo ano até quando começar a ser “mico”;
    • não vou comprar muitos brinquedos;
    • não vou mimar demais, só amar demais, mesmo. rs.

     

    Agora é só torcer para nossos filhos chegarem logo que é pra colocar tudo isso em prática. Será?

    Passem no blog das meninas para saber o que elas pretendem fazer quando tornarem-se mães e digam aí como é ou era – antes dos filhos chegarem – a maternidade/paternidade idealizada de vocês.

    Abraços e até mais.

    “Cada dia mais perto.”

     

    Sem categoria

    Sobre o sistema Quero Uma Família

    logo

    Gente! Pra vocês verem como sou super comprometida, faz mais de UM ano que postei sobre a apresentação do sistema Quero Uma Família e disse que voltaria a falar sobre ele com mais detalhes.

    Não fazia ideia de que já tinha se passado um ano. Ou seja quando a gente não está contando o tempo passa rápido, mas quando a gente se apega aos dias, semanas e meses, o mesmo tempo se arrasta (por exemplo, minha habilitação).

    Mas vamos logo ao assunto.

    O sistema Quero Uma Família foi desenvolvido e é mantido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e tem como objetivo principal promover o encontro por adoção entre filhos e pais, através da busca ativa. ❤

    Resumidamente, a busca ativa consiste na procura, pelos habilitados à adoção, por seus filhos, sem que seja necessária a espera do contato da Vara. E essa busca passou a ser intermediada pelos grupos de apoio à adoção em pareceria com os juízos ou com o Ministério Público. Mas a busca ativa só pode ser feita em casos de adoção necessária, ou seja, crianças ou adolescentes que não tem pretendentes compatíveis no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), de um modo geral são os casos de adoção tardia, de irmãos e especial.

    O sistema Quero Uma Família visa promover justamente essa busca ativa, mas sem intermediários. Ele permite que o próprio habilitado tenha acesso às informações  das crianças aptas à adoção que não possuem pretendentes no CNA.

    Para acessar o sistema é necessário estar habilitado e enviar sua documentação, preencher seus dados e então você receberá uma senha, por e-mail.

    Para mais informações, acessem o site. Porque agora eu vou contar o que eu achei do programa.

    A página inicial tem os dados estatísticos dos perfis das crianças. E, gente, vocês sabem, eu ADORO gráficos e análises de dados. No caso, eu não vou postar os números aqui, porque o sistema é sigiloso.

    E em outra aba tem os perfis das crianças aptas à adoção, como já disse, são crianças que não encontraram pretendentes no CNA. Então, tem o nome, a idade, a condição de saúde, se tem irmãos e quantos e a foto <3.

    Eu adoro a ideia do sistema, acho muito útil mesmo, e espero que ele continue e ajude ainda muitas famílias! Mas não consigo não achar estranha uma lista de pessoas. E sim, é um choque de realidade. Ainda que eu saiba através de números qual a realidade das crianças e adolescentes disponíveis para adoção, ver os rostinhos é de cortar o coração. E acho que essa é também a intenção, colocar um rosto, um nome para aqueles perfis de busca ativa: “X, 10 anos, negro, sem irmãos procura família”. Pelo sistema eles tem nome e um rosto.

    Bem, então, se você encontrar uma criança compatível e quiser se abrir à novas possibilidades, você clica no botão “gostaria de obter mais informações” e então os administradores do sistema entrarão em contato com o juiz responsável e uma aproximação pode ser feita. Mas eles deixam claro que isso não é garantia de adoção, obviamente, né? Essa é só uma ferramenta para facilitar os encontros.

    Eu, por enquanto, estou só passeando pelos perfis das crianças e refletindo muito sobre tudo. Eu não acho que vou mudar meu perfil nesse momento, mas vivo sonhando, quem sabe, que se meu filho ou filha estiver por lá fica bem mais fácil de encontrar.

    Pra fechar esse post, vou deixar esses versos de Fernando Sabino, do livro “O Encontro Marcado”, que estão também no fim da cartilha do sistema (vou deixar tudo linkado no final):

    De tudo ficaram três coisas…

    A certeza de que estamos começando…

    A certeza de que é preciso continuar…

    A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar…

    Façamos da interrupção um caminho novo…

    Da queda, um passo de dança…

    Do medo, uma escada…

    Do sonho, uma ponte…

    Da procura, um encontro! 

    Site Sistema Quero Uma Família

    Cartilha Sistema Quero Uma Família

    Manual Do Usuário

    Espero que tenham gostado. Até breve!

    “Cada dia mais perto.”

    Sem categoria

    Bonança

    Depois da tempestade, vem a bonança. Depois do rio de lamúrias da semana passada, vem a gratidão. rs.

    Eu fiz esse blog para compartilhar experiências, ou seja, ajudar quem está passando ou vai passar pelo que passei e também o contrário, aprender com as experiência de outras pessoas. E tudo isso aconteceu. Mas foi além…

    Sou muito grata por poder levar um pouco de conforto e um pouquinho de conhecimento para vocês e ainda mais grata por receber tudo isso, em cada comentário. Mas até semana passada eu não tinha me dado conta de uma outra coisa. De que eu também tenho o privilégio de poder comemorar cada conquista com vocês, cada etapa concluída dessa longa jornada. E espero poder acompanhar o “final feliz” de cada uma (um) de vocês.

    E eu não imaginava que eu ficaria assim tão feliz, mas tem sido maravilhoso. Meu coração está cheio, pleno.

    Obrigada por me permitirem fazer parte da felicidade de vocês. Muito grata.

    E desculpem por mais uma semana sentimental, sem conteúdo. rsrs.

    Até mais!

    “Cada dia mais perto.”