Gestação do coração · Nossa história · Sem categoria · Wesley

Carta para Wesley II – Me espera

Filhx,

já faz tempo que não te escrevo. É que você ficou mais distante. Na verdade, fui eu que me distanciei de você.

Às vezes a vida faz questão de nos mostrar que não temos controle de nada e que ninguém é feliz o tempo todo. Mas a vida também me mostrou que sou muito mais forte do que pensava e o meu desejo de ter você também é. Não, na verdade, eu me TORNEI muito mais forte e meu desejo de te encontrar também se fortaleceu. Porque hoje sou outra mulher. Talvez eu precisasse passar por tudo isso para me tornar uma mãe melhor para você. E se foi por isso, vai ter valido a pena.

Pensar que você vai estar me esperando quando isso passar é o que mais me motiva. Eu quero viver para te conhecer… e te ver crescer, se Deus permitir. Penso que isso só vai deixar nossa história mais bonita, nosso encontro mais valioso e minha vida, com mais sentido.

Mais do que nunca acredito em destino, em Deus.  Acredito que estamos destinados um ao outro. Então preciso que você aguente firme aí e vou aguentando aqui.

Eu não sei quanto tempo mais falta para a gente se encontrar, mas eu vou estar aqui te esperando. Por favor, filhx, me espera.

Cada dia mais perto.

Carta para Wesley – Enquanto você não vem

Oração para você

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Sem categoria

Cada dia mais perto?

Oi, pessoal !

Continuo muito imersa no meu problema de saúde, no tratamento, nas consultas, nos sintomas. Sinceramente, é isso que toma grande parte do meu tempo e pensamento. E não é bonito… nem preciso dizer, né? Vivo indo a hospitais e médicos, o que significa que passo muito tempo em contato com o sofrimento alheio quando não estou lidando com o meu próprio sofrimento. E é essa parte feia e cruel da vida que tenho visto e sentido a maior parte do tempo. A ponto de às vezes esquecer que a vida é mais do que isso… parece loucura, mas às vezes acho que a vida se resume a isso.

Só que não é verdade! A vida é muito mais que isso. Já vivi tanta coisa boa, agora estou vivendo uma fase difícil. Mas ela vai passar também! Só fica difícil de enxergar isso no meio da tempestade.

Mas tem dias mais felizes que eu consigo ver! Consigo olhar lá pra frente e enxergar minha vida com meu filho, aquela vida que eu venho sonhando há tanto tempo. Depois que tudo isso passar!

Não consigo mais pensar nisso diariamente como pensava antes, mas às vezes meu filho aparece no meu pensamento e é tão bom! Pensar numa vida com ele(a), me faz feliz. Mais do que isso, me dá forças! Força pra aguentar cada mal estar, cada diagnóstico ruim, cada cirurgia e cada cicatriz… e daqui um tempo só vão sobrar as cicatrizes mesmo.

Eu parei de terminar os posts do blog com minha frase “cada dia mais perto”, porque parei de acreditar nisso. Se antes parecia tão perto, com a os dois anos de fila chegando, de repente abriu-se um abismo. Um abismo tão grande que eu não conseguia mais enxergar. Parecia o fim do caminho. Agora sei que só preciso construir uma ponte, ultrapassar cada obstáculo. Agora sei que o MEU bebê ainda vai estar me esperando do outro lado. O que tiver de ser meu, vai ser, não importa o que aconteça.

Esse post ficou muito mais dramático do que eu estava planejando. rs. Desculpem. Prometo que vou me esforçar para voltar com a programação normal.

Até mais, pessoal!

Cada dia mais perto SIM!

 

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Um pouco sobre destino

Oi, gente!

Estou muito na dúvida se devo continuar atualizando o blog sobre meu estado de saúde, porque foge da temática proposta. Mas por enquanto ainda não consigo pensar em outra coisa. O que vocês acham?

Mas como o último post foi bem dramático, achei bom voltar para dar mais tranquilidade a vocês que me acompanham. Porque eu estou mais tranquila e mais conformada. E também tenho me sentido melhor, menos efeitos colaterais da diálise.

Eu continuo fazendo a hemodiálise e ainda vou começar o processo para o transplante, mas estou emocionalmente mais forte.

Não desisti da adoção, não desisti de ter filhos.

Sabem quando eu falava em destino? Que achava que estava destinada encontrar meu filho nesse mundo? Agora acredito ainda mais nisso. Fico pensando que Papai do céu já sabia que eu ia iria passar por isso e colocou a vontade da adoção no meu coração. Nunca entendi direito de onde veio esse desejo e vocês sabem que sempre causou estranheza nos outros, pelo fato de não ter nenhum problema de fertilidade. Mas para mim sempre foi tão natural, e para meu marido também

Agora faz ainda mais sentido. Porque não sei se posso gerar filhos mais, porque talvez eu esteja com menopausa precoce (ainda não diagnosticada), por causa da insuficiência renal. E sem dúvida seria uma gravidez mais arriscada. Mas esse sofrimento eu não vou ter, de não poder engravidar, porque já não estava nos meus planos.

Por outro lado, tenho medo de fazer muitos planos e não poder realizar. Dizem que depois do transplante, a vida segue (quase) normal.  Então o plano é retornar para o mundo da adoção depois do transplante. Mas não tenho mais segurança em pensar muito no futuro, porque as coisas mudam muito rápido. Em frações de segundo. Então, no momento torço para que Deus permita que eu realize meu sonho nesta vida.

Em março, no mais tardar, em abril, teremos que dar entrada na renovação da habilitação. Mas não sei ainda como vai ser.  Sei que não posso me tornar mãe agora, nessa situação. Claro que se eu já tivesse filhos, eu daria um jeito. Mas ainda não tenho. Não preciso fazer nenhuma criança passar por isso.  Quero estar totalmente disponível! Totalmente dedicada! Além disso, não sei nem se a equipe da Vara vai dar parecer favorável.

Ironicamente hoje torço pro telefone NÃO tocar. Porque a última coisa que quero é dizer NÃO para uma criança. E eu vou ter que dizer, caso aconteça. Talvez o melhor seja suspender a habilitação. Ainda não decidimos.

Bem, acho que é isso. Que tudo isso seja apenas um obstáculo no caminho para o encontro, né?

Torçam, orem por mim!

Abraços e até a próxima.

 

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Sobre a vida

A vida acontece… e a vida aconteceu.

Venho hoje aqui, depois de muito pensar, para dar uma explicação do meu sumiço. Ironicamente, meu último post tem o título de “sumidinha” no qual falei que estava com problema de saúde. Eu só não esperava que o probleminha de saúde era na verdade um problemão. Então, senta aí, que hoje eu vou abrir meu coração.

Vamos aos acontecimentos. Eu estava no último mês (dezembro) com muitos enjôos e vômitos. Cheguei a ir no médico por duas vezes, mas era mandada embora com prescrição de remédio para enjôo. Mas nada passava o enjôo. Pensei talvez ser gastrite ou outro problema de estômago, até em gravidez pensei.  Até que no dia 21 de dezembro fui a outra emergência, onde foi pedido exame de sangue e veio o diagnóstico. Insuficiência renal.

Fui internada direto no CTI – de onde pensei que não ia sair. Com o passar dos dias vieram  as notícias: insuficiência renal, grau 5 (vai até 5), causa desconhecida, e a necessidade de fazer diálise para sobreviver.

Pronto. Em 15 dias de internação vi o planejamento de toda minha vida adulta ruir. Pensava em como ia poder receber uma criança desse jeito. A reposta era que não ia, não caberia mais uma criança na minha vida e isso doeu tanto. Pensar que não ia realizar o maior sonho da minha vida, pensar que eu nem ao menos saberia quanto tempo ainda me restava nessa vida.

Hoje estou fazendo diálise em uma clínica, 3 vezes na semana por 4 horas. Estou na fila do transplante. Tenho dias bons e dias ruins. Estou tentando enxergar nisso uma segunda chance. E se eu não tivesse descoberto a tempo? Meus rins simplesmente pararam de funcionar, sem muitos sintomas. No fim, tenho sorte de estar fazendo o tratamento que me mantém viva. Sou grata por estar viva e por ter tanta gente cuidando de mim.

No momento, ainda acho difícil falar sobre essa questão de filhos. Hoje, não cabe uma criança em nossa rotina, estamos focados na minha saúde. E não quero ter filhos e deixá-los órfãos cedo. Por outro lado, penso que eu quero viver! E eu quero viver para realizar meu sonho, pra viver a maternidade.

Fico me sentindo uma idiota com todo o drama da espera. Como eu queria estar nessa espera gostosa, esperando por alguém tão maravilhoso. Hoje estou a espera do transplante, a espera de um milagre.

Quanto ao blog, eu amo isso aqui, mas acho que nesse momento a adoção e a maternidade não devem ser o foco. Mas vou tentar atualizar de vez em quando.

Vejo vocês na próxima, se Deus quiser.

 

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Sumidinha

Oi, pessoal!

Que saudade! Dei uma sumidinha de novo, né?

Mas estive doente e depois fiz uma viagenzinha com o marido.

Mais uma babymoon! Espero que seja a última! 🙂 rs

Bem, como ainda não estou cem por cento, mas também não quero ficar longe por muito tempo, vim hoje só pra contar uma novidade.

Nada demais… apenas que vamos antecipar um pouco a entrada na renovação da habilitação. Vamos em janeiro! Depois do recesso de final de ano.

Mudei nossa contagem regressiva… ! Falta só um mês, se tudo der certo.

Espero ver vocês em breve!

Beijos.

Cada dia mais perto!

 

Gestação do coração · Minha adoção · Sem categoria

Sobre aguentar

Oi, gente!!!

Às vezes no auge do meu dramalhão, me pego pensando que não, (!) não vou aguentar nem mais um, nem mais dois anos nessa bendita fila. Cara! Que mentira! Vou aguentar sim! Porque não tenho opção. rs

Como diz minha vó, o que não tem remédio, remediado está.

Até parece que tenho algum controle sobre isso (ou qualquer outra coisa na vida). Até parece que é por escolha. Não é. A gente aguenta da vida o que a vida exige da gente e ponto.

O que nos resta é tentar passar por cada fase da melhor maneira que somos capazes – com aqueles surtos de pirraça de vez em quando porque ninguém é de ferro.

No caso específico da adoção, escolhemos o perfil e lidamos com a demora que sabemos que está associada a essa escolha. Mas também nem sei até que ponto definir perfil é escolha, desejo ou vocação.

Nossa única alternativa, nesse caso, é desistir. Mas não vou me privar de uma vida com filhos só porque fico ansiosa demais com a espera. Desistir não vai resolver nosso problema.

Nos meus momentos de otimismo sempre digo que o tempo está a nosso favor, ele passa. Pro bem ou pro mal, ele passa. Tudo o que a gente precisa fazer é deixar ele passar. Difícil é quando a gente quer que o tempo volte, não é? Porque não inventaram máquina do tempo ainda. :p

Bem, quando começo a divagar e perder o sentido, é hora de parar. rs

Força para vocês e para mim. Vamos aguentar sim. Segura minha mão e vamos juntos!

Um dia de cada vez e cada dia mais perto.

Até mais!

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Habilitação · Processo · Sem categoria

Nova Lei

Oi, pessoas!

Provável, muito provável que todos já saibam disso. Mas me sinto na quase obrigação de vir aqui falar que o fora Temer assinou a lei 13 509 de 2017 que modifica o ECA no que se refere a adoção (rolaram uns vetinhos, mas tudo bem. rs). Quando a gente achava que 2017 não ia dar mais em nada, né?

Para ver na íntegra, leia aqui. 

De novidade boa o que tem?

  • Tem prazos bem definidos para que os processos andem e que as crianças passem o menor período possível sem convivência familiar (adotiva ou biológica, desde que saudável e feliz);
  • Essa lei também regulamenta alguns pontos do apadrinhamento afetivo;
  • E reforça que o bem-estar da criança é prioridade e responsabilidade do Estado e da sociedade.

Quanto aos prazos, achei ponto alto:

§ 10.  O prazo máximo para conclusão da ação de adoção será de 120 (cento e vinte) dias, prorrogável uma única vez por igual período, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária.

Mas tem muitas outras coisas boas.

 

E quem tem preguiça de ler lei, tem essa matéria da grande mídia! (E um monte de outras pela internet afora).

E agora o que falta?

Falta cumprir a lei! A prática tá distante da teoria, mas já é um começo, né? Tô otimista hoje! rs

A notícia é boa para gestantes do coração, mas é melhor ainda para as crianças do Brasil – como deve ser!

Até semana que vem!

Abraços!

Cada dia mais perto!

 

Habilitação

Mudar o perfil ?

Oi, pessoal!

Vocês sabem que eu já me dei por vencida , minha expectativa agora é com a renovação da habilitação.

Assim que nos habilitamos, eu e meu marido concordamos que caso fossemos mudar o perfil da criança, faríamos isso no momento da renovação.

E está se aproximando! Minha contagem regressiva está em 4 meses. Rs.

Vocês também sabem do nosso perfil, que é bastante restrito quanto a idade, o que em termos práticos significa que nossa vez vai demorar. (Com sorte e esperança, não muito além dos dois anos) .

Com tudo isso , chegou a hora de releftir sobre isso. Mas, por enquanto, a resposta ainda é não. Não pretendemos mudar o perfil.

Primeiramente porque ainda sinto a necessidade de ter um bebê, com tudo o que tem direito. Sonho em ver um berço no quartinho, mamadeiras espalhadas pela casa, trocas de fraldas , cheirinho de bebê. Pacote completo .

Em segundo lugar, ainda estamos dentro do tempo esperado para nosso perfil. Não está fora do normal. Claro que eu queria que chegasse agora, às vezes acho que já cheguei no meu limite. Mas a realidade é essa e não é nenhuma surpresa. Ninguém disse que ia ser rápido.

Sinceramente não sei o que vou pensar, se vou mudar de opinião se nada acontecer em um ano ou dois. Pra ser sincera não gosto nem de pensar na possibilidade de eu chegar no fim do próximo ano sem meu filho por aqui. Mas também não acho motivo suficiente, por enquanto, pelo menos, tomar essa decisão com base apenas no tempo de espera. Mas cada um sabe o que é melhor pra si.

Enfim esses são os principais motivos pelos quais decidimos manter o perfil escolhido, por ora.

Outra coisa boa que estou na expectativa é quando completar dois anos, ou quase, vou começar a planejar o quarto de verdade ! Começar a escolher as coisinhas… Mal posso esperar ! Mas isso é assunto pra outro dia.

Me digam o que vocês acham sobre mudança de perfil !

Abraços e até mais.

Cada dia mais perto.

Gestação do coração · Minha adoção · Nossa história · Sem categoria

E se for amanhã?

Todo dia de manhã repito para mim mesma: cada dia mais perto. E vida que segue, normal, repetitiva, entediante, tranquila. À noite, antes de dormir, me vem ao pensamento: E se for amanhã? E se amanhã eu me tornar ,enfim, mãe? Sabem aquele pensamento que vem sem permissão? Ele simplesmente vem, por frações de segundo, e depois vai embora? Então, é esse tipo.

Mas dá tempo de pensar no que está pronto e no que não está. Penso sobre o quarto, sabre a casa bagunçada, sobre pendências no trabalho, sobre minhas questões particulares não-resolvidas-sem-solução; se vou dar conta, se vou enlouquecer, se vou ser feliz, se vou fazer meu filho feliz; se é suficiente, o dinheiro, o tempo, o amor , não o amor! o amor é!

E se o telefone tocar amanhã? E eu conhecer o amor da minha vida? E se for o fim dessa espera? E se você simplesmente chegar!? Esse dia está pra acontecer a qualquer momento… Eu sei! Eu sei que é pouco provável, ainda sei disso! Ainda estou tranquila, dando tempo ao tempo. Mas sabe aquela fagulhazinha de esperança?  Não é algo que eu possa controlar, ela simplesmente está aqui comigo, o tempo inteiro!

E se for amanhã?

Cada dia mais perto!

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Diário do Bebê (do coração)

Olá, pessoal!

Eu adoro guardar recordações, fazer diários, ter álbuns de foto (impressa mesmo!).  Eu tenho uma espécie de diário da habilitação, onde guardo datas, comprovantes, fotos e pensamentos desse processo. Falei um pouco dele aqui e também tem um post lá no Instagram do blog (@sobreadocao).

Seguindo essa tendência, tenho certeza que vou gostar de registrar o desenvolvimento do meu bebê e então comecei a procurar aqueles diários de bebê pra comprar logo. rs. Mas aí me dei conta que ia acabar deixando bastante coisa em branco. É bem pouco provável que eu saiba peso e tamanho ao nascer; talvez não saiba o dia do primeiro passo, entre outros marcos do desenvolvimento.

Então resolvi fazer um diário do bebê personalizado.

capa diário bebe

Decorei de elefantinho e coloquei os marcos da adoção. Por exemplo, além de colocar a data de nascimento, incluí a data do encontro. Também quero preencher com o tempo de espera e dia da conclusão da adoção.

diario bebe imagem

Quanto às primeiras vezes, coloquei de maneira que seja a primeira vez de tal conquista depois da chegada. Por exemplo, quem deu o primeiro banho, depois da adoção. Ou para onde foi o primeiro passeio em família.

Também deixei espaço para fotos e para escrever relatos!

Fiz de acordo com meu perfil , com o que achei adequado. Como disse, é bem provável que eu não tenha algumas informações, então as deixei de fora. Mas ainda não imprimi, pois tem algumas coisas que posso deixar ainda mais personalizadas depois que souber a idade.

Além de ter gostado bastante do resultado, também foi uma ótima atividade para passar o tempo, de maneira a me sentir próxima do meu/minha filho(a). É muito bom fazer as coisas para quem amamos!

Espero que tenham gostado!

Vejo vocês na próxima.

“Cada dia mais perto.”